A trama esmaecida da memória

A ilustradora Juliana Rabelo é uma das minhas ilustradoras preferidas e hoje vou falar com minhas palavras, de acordo com cada figura usada na entrevista que ela participou para o saite Inspirarte.

Resumindo falarei de algumas ilustrações dela me baseando nos sentimentos que eles despertam em mim.

Na imagem logo abaixo vemos uma menina voando num avião de papel, vários pássaros estão ao seu redor acompanhando um voo que, se não for um voo dentro de outro, pelo menos sabemos que a arte é a representação do real e do plenamente possível.

Repare: um avião de papel representado no papel; uma menina, que sabemos que são de carne e osso, mas na arte o que parece sobressair  é o aspecto de um mundo interior, o mundo das ideias, sensações e associações de ideias com outras sensações, cores sons e que criam o fantástico na arte. A menina sem roupa pode representar a liberdade. Estar livre é estarmos nus de tudo que pode nos aprisionar.

learning to fly. watercolour + coloured pencil + paper Juliana Rabelo © 2017. All rights reserved.

Quem nunca se encantou, quando criança, com coisas de criança? O que seriam coisas de criança? Seriam as suas ideias e concepções de um mundo onde tudo é colorido, todos se amam e unicórnios vendem suas próprias boias de nadar em piscina. A da figura abaixo foi comprada pela Julia na loja Uni & Córnio por dois arco-iris (arco-iris é a moeda dos unicórnios) e é muito barato! Saibam que dois arco-iris são equivalentes a dez dólares ou trinta e três reais e vinte e oito centavos.

Aquarelinha para testar as tintas da Pestilento!

As vezes criamos um mundo só nosso e que somente nós sabemos onde fica. Você já se perguntou se realmente está no lugar certo?

e haja pulmão, e haja coragem. Juliana Rabelo © 2017. All rights reserved.

Nosso coração é uma selva tropical de beleza rara. A chave pra acessar esse lugar se adapta conforme ele se transforma com cada aprendizado que experimenta.

I recently watched The Secret Garden and I got completely inspired to do a fan art. :) Juliana Rabelo © 2017. All rights reserved.

As vezes … As vezes alguém vai e algo fica. Certas permanências doem tanto por parecerem desnecessárias. Mas são nos detalhes, que o nosso coração sabe guardar, onde moram nossos amores.

Pequena HQ que fiz em homenagem a minha amiga Jess. ♥ Juliana Rabelo © 2016. All rights reserved.

Pense que o próprio objeto já é meio caminho pra alcançar a inspiração total.

Cada ramificação esmaecida da aquarela, cada fio solto da trama do bordado, cada dor que guardamos parecem não fazer parte de nós como um texto bem escrito, mas com algumas ideias soltas.

Segundo Juliana Rabelo:

Tradição é costume, que é também algo que se faz repetidas vezes, como a linha que se finda e renasce no olho da agulha, sobe e desce no entrelaçado das fibras, revivendo cultura, honrando a memória de minha bisavó nas entrelinhas, fazendo nascer as linhas que ligam vidas passadas ao momento presente, as linhas que saltam aos olhos no tecido ou no papel.

A memória é seletiva porque guarda aquilo necessário e que nos faz bem. É uma parceria entre o que somos e o que devemos guardar pra sabermos quem somos.

De mãe pra filha e de avó pra neta a tradição é transmitida. Cada cor faz parte de uma família e essa família de cores encontramos no azul do céu, no vermelho do sangue e no verde das florestas. A paz poderia ser representada pela leveza fofa da nuvens … A natureza é a nossa mãe que cuida e nos castiga.

Mas por qual motivo usar a palavra esmaecida? Esmaecida não significa que somos fracos, de ideias rasas e desbotadas, mas que somos leves e fazemos parte de uma raiz forte que é a arvore da vida, vida que nossa mãe terra nos dá na forma de luz e a luz a mistura de todas as cores. Portanto, somos esmaecidos porque o que nos define é suave, colorido e fértil como a imaginação do maior artista de todos os tempos que é deus.

Sweet love.

Na ilustração a seguir, pensei na ideia de que até mesmo nossos medos também nos temem talvez por saberem que cedo ou tarde serão vencidos.

Sermos amados é tão bom. Ainda mais quando nos dão seus corações!

 

 

A arte numa palavra: amor.

 

 

A arte numa frase: eu represento o amor.

 

essa semana que passou foi muito pesada pra quem tá minimamente atento no Brasil. Aqui em Fortaleza, onde estão minhas raízes, o clima ainda está denso. Sigo me questionando como eu, simples artista, posso fazer minha parte pra transformar essa realidade em outra coisa melhor, mas essas perguntas não têm respostas rápidas. Em conversas com amigos e na terapia (façam terapia), surgem pequenas medidas que podemos tomar para juntarmos nossos caquinhos nesse primeiro momento: falar sobre isso e estar perto dos seus. Com meus passos miúdos de formiguinha, sigo tentando oferecer por aqui pequenas dosagens de sensibilidade e delicadeza, porque a gente nunca sabe a potência que pode ter um desenho pequenininho. Aqui está o meu, que é o coração aberto, inquieto, tentando falar. Sigamos em frente desenhando, colorindo, fazendo o nosso pouquinho. Em frente.

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Juliana Rabelo é ilustradora, tem 26 anos e mora em Fortaleza. Formada em Design de Moda pela Universidade Federal do Ceará, já fez trabalhos em parceria com a Maurício de Sousa Produções, Marisa, Editora Record e Faber-Castell. Atualmente, é professora de aquarela no Estúdio Daniel Brandão.

Ilustrações: Juliana Rabelo

Textos que acompanham as ilustrações: Blog Fanzine Marginal (Rômulo Pessanha)

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Paisagem natural

Ainda me lembro do teu sorriso tão bonito. Ainda lembro do horizonte refletido nos teus olhos. Teu olhar era, enfim, pra mim, a paisagem mais bonita. Podia contemplar no teu olhar tanto os dias ensolarados, como também as tempestades.

Ninguém fala mais alto que o silêncio, visto que o barulho quando ensurdece não pode então, não mais ser ouvido. O som do teu rosto é uma composição harmônica de tudo quanto a vida me poderia oferecer de bom.

Teu sorriso, vento bom do amanhecer, que aroma! Teu corpo, meu colchão macio imitando a grama fofa ainda com um pouco das gotinhas do sereno. Beijo que não tem fim é você em meu pensamento.

Quero todos os dias, tardes, noites e madrugadas viver apenas pra contemplar cada momento do dia em você. Nossas vidas não perceberão tormento quando quedarem-se por terra e saberemos enfim, que depois de nossas vidas outras vidas recomeçam logo após nosso passamento.

 

Ramalhete de amores

Apresentarei hoje a ilustradora Irena Freitas. Ela é de Manaus e é formada em jornalismo e design gráfico e se formou recentemente no programa Master of Fine Arts na SCAD.

Toda beleza é encontrada naquilo que nos faz bem. Não importa de que jeito ou com qual roupa, o que nos faz bem está em nós.

A simplicidade, o silêncio, e a falta de excesso são essenciais hoje em dia.

Devemos saber que o menos é mais e agradecermos sempre o que temos e nunca chorar por aquilo que ainda não foi possível alcançar.

Na ilustração abaixo repare que apenas o vestido e os lábios estão coloridos. Creio eu que a menina na ilustração vai namorar.

Reparem na sombra dela no chão formando um coração.

Whenever I buy a new dress ✨

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A vida é simples. Simples como dizer sim. Em muitas situações um sim pode ser um gesto que pode salvar vidas, unir pessoas e diminuir a dor de muitas famílias. Lembremos que a vida é ação afirmativa de Deus; quem somos nós pra negá-la aos outros mesmo que possamos escolher entre o sim e o não … ?

Nalguns dias acordamos tão, mais tão cansadinhos que parece que só falta sermos enterrados.

Dormir num mundo cheio de informações faz com que muitas pessoas criem metas e expectativas que acabam consumindo suas energias.

Saibamos que toda a informação do mundo não vale a sensação de bem estar desde o momento em que acordamos até a hora em que vamos dormir.

Sempre devemos saber qual é o carregador de nossas energias e sempre que possível o levemos conosco.

Na ilustração a seguir, uma cena daqueles dias em que estamos tão cansados que parecemos mortos pro mundo. Reparem nos olhinhos piscando. Será cansaço mesmo, ou apenas preguiça?

 

Era uma vez uma jovem menina que saiu viajando através de seu livro e foi caminhando por florestas bonitas e cheia de fantasminhas sorridentes. Também viu um mago e seu gatinho rosa que voavam numa vassoura mágica e lindos pássaros conversavam e  havia também um dinossauro verde  que descansava em paz.

Depois de conhecer tantas coisas sua mãe a chamava pra voltar de dentro do livro, mas a menina não queria. Então sua mãe resolveu ir passear com ela. Por fim percebeu que o que estava feito estava feito e não tinha remédio; uma vez no mundo dos livros pra sempre viveremos neles. E assim foram, pra sempre, a mãe e a menina, dentro do livro aprendendo juntas muitas coisas.

Once upon a time …

 

Na ilustração seguinte, pelo nome Neville Longbotton, pesquisei no Google e vi rapidamente nas primeiras linhas que se trata de um personagem ficcional.

Nem sabemos os poderes que possuímos quando cultivamos sorrisos e amores.

Todos possuem uma habilidade que deve ser descoberta e aperfeiçoada.

Quando encontramos solo fértil pra nossa realização pessoal e sinal de que colheremos frutos de felicidade e alegria.

Neville Longbottom

 

Na próxima, vemos uma mulher realizando seu passatempo preferido que é ficar na internet.

Aliás, pra bom entendedor uma ilustração vale mais que muitas palavras.

A internet deve ser um passatempo e não um passar todo tempo diário. Usemos, mas sem exageros.

A few of the stills I did for Galeria Filmes campaign for @naturabrasil

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Pra terminar, uma ilustração que parece ser de uma personagem de Game of Thrones, que também não conheço, nunca assisti, apesar de ter já ouvido falar.

A personagem é a Sansa Stark, personagem que aparece em alguns livros de George R. R. Martin.

Não consegui identificar um contexto pra ilustração. Não sei dizer se a personagem está segurando uma fita ou um gato. Não sei porquê, he, he. Digamos que seja uma fita.

Ao fundo um castelo, o que podemos deduzir que a personagem é uma nobre? Enfim, pássaros e alguns bichos correm ao seu redor passando uma atmosfera de felicidade e paz enquanto, de olhos fechados, a nobre princesa parece suspirar e a sorrir …

As ilustrações de Irena Freitas são assim para mim, uma narrativa colorida.

Cada ilustração sua parece um buquê de cores.

A ideologia das línguas, ou vale quantos falam?

Quero começar dizendo que não existe um idioma melhor que o outro. O inglês e o português, por exemplo, não são melhores nem piores línguas do mundo. O que eu acredito (e é fato consumado pelo menos na minha maneira de entender) é que se uma língua pertencente a uma cultura muito rica, politicamente influente, de força cientifica e econômica, que possui falantes nativos aos milhares de pessoas espalhados por praticamente quase todos os continentes do planeta, certamente essa será uma língua importante no mundo.

E é só isso. Qualquer alienígena a língua inglesa sabe disso. Nós, brasileiros, falamos o português. E é uma língua que era um dialeto que sofreu influências do latim, que atualmente é uma língua oficial apenas no Vaticano. Devo lembrar que existiu vários latins como o Latim Vulgar e o Latim Clássico. O português que conhecemos hoje surgiu da influência do Latim Vulgar, falado em todo Império Romano, nos dialetos das Línguas Galega e Portuguesa. Devo deixar claro que estudos aprofundados em História da Língua Portuguesa são necessários pra aprofundamentos eventuais.

Assim, o Latim Vulgar influenciou não só o dialeto que formaria com o passar do tempo a língua portuguesa como a conhecemos hoje, mas também a interação com a cultura de outros povos. Os Lusíadas, de Luís de Camões se é que posso assim dizer, foi um dos primeiros registros do português, por exemplo. Quase que na mesma época autores como William ShakespeareMiguel de CervantesDante Alighieri criaram suas principais obras em inglês, espanhol e italiano respectivamente.

Abaixo deixo um vídeo do Pedro Loos, do canal Ciência todo dia, no YouTube, que fala um pouco sobre esse aspecto de valoração das línguas.

 

 

Agora passemos para a criatividade da língua, pois pra assumirmos posturas que necessitem de defender ou refutar teses precisamos antes de dominar a estrutura de nossa língua materna, praticar nossa criatividade escrita para que também saibamos usar com discernimento a mesma criatividade num momento em que o aspecto formal do idioma deve ser utilizado.

Ao longo de toda nossa vida estamos aprendendo. A escrita ou o ato de escrever, com as mãos, digitar, conversar com pessoas de níveis sociais distintos, com idades variadas, fazem parte desse aprendizado ao longo de nossas vidas. Só se aprende a escrever escrevendo; não há outra forma.

A seguir deixo um vídeo do canal do professor  Marcelo Batista,  Aprendi com papai, que fala sobre a tão famosa redação do ENEM.

 

Salamaleque, Fatuma!

Hoje começo mais post dando uma saudação em árabe. Isso mesmo! O título acima “Salamaleque, Fatuma!” significa “A paz esteja contigo, Fatima!”. Fatuma é a Fatima, como ela é chamada em árabe. No vídeo dela no YouTube ela responde curiosidades sobre o mundo islâmico e também explica um pouco sobre sua relação com a religião muçulmana.

Achei interessante ela estar aberta para responder perguntas, pois é um mundo novo pra mim. No meu caso, não tenho religião. Tenho, como diria no status do finado Orkut, “um lado espiritual independente de religiões”.

Dentre tantas perguntas feitas, uma das mais interessantes foi a de uma garota que perguntou se podia usar o hijab mesmo não sendo muçulmana, porque queria usar (como a garota dá a entender) apenas por “estilo”. A resposta foi boa. Fatuma respondeu que o hijab pode ser usado sim por mulheres que não são muçulmanas.

O problema é que o hijab é usado por quem é realmente muçulmano e, mesmo que a mulher que o estiver usando não for muçulmana, ainda assim estará de qualquer modo “representando” visualmente alguém pertencente ao mundo islâmico. Se a mulher tiver atitudes negativas e estiver usando um acessório típico do mundo árabe a maioria das pessoas poderão fazer a associação de que toda mulher árabe também é assim.

Abaixo, deixo um vídeo onde ela fala mais um pouco sobre ela ao responder perguntas dos inscritos em seu canal no YouTube.

E antes do próximo vídeo também enrolo um pouco falo antes de deixar um vídeo em que ela ensina algumas palavras e saudações árabes.

 

O vídeo a seguir é uma delícia! Amani é uma gracinha com sua voz fofa explicando as saudações e significados de algumas palavras árabes junto com Fatuma.

 

Na cafeteria

Todas as nossas lembranças são uma forma de arrependimento. Tudo que esquecemos é o que foi realmente assimilado e saboreado, sejam momentos ruins ou bons. Tudo é permanência na natureza e se não fossem as lembranças estaríamos sempre num eterno recomeço. O que há com o mundo que tudo apesar de cíclico é ainda assim, fascinantemente novo.

Todo fim de tarde caminho pelas ruas com a paisagem bela do Corcovado. Antes, na Rua São Clemente, observo o Pão de Açúcar alimentando o meu olhar. Caminho por calçadas estreitas e me perguntando quantos anos teriam as casas antigas daquela rua. Imagino que são seculares. As pessoas que moraram nelas desapareceram.

Parei de frente para uma lanchonete. Uma criança saiu do balcão correndo segurando um pastel e uma lata de refrigerante. Esbarrou em mim na pressa que estava pra chegar até o carro onde alguém, pela quantidade de vezes que apertava a buzina, estava impaciente e com pressa. Depois que a criança esbarrou em mim e se foi, me vi correndo pelas ruas indo embora também. A única certeza na vida é que a gente sempre vai embora pra algum lugar.

Queria chegar até minha casa no Humaitá, com os braços do Cristo Redentor me dizendo: venha! Aqui você mora em meus braços sob minha proteção. Fiquei em pé parado como quem tivesse acabado de ter aquelas imagens que parecem lembranças de coisas que tivessem acontecido e estivessem acontecendo novamente. Caí, uma espécie de tontura me derrubou e me vi no chão jogado como um bebê. Pude ver os pés sujos de um mendigo que dormia enrolado num cobertor e usava papelões como cama.

Uma morena, magra e de cabelos lisos e negros, olhos negros e misteriosos como a noite aberta sem nuvens que revela abertamente seus segredos de tempos imemoriais ajudou a me levantar. Ela estava usando uma calça jeans, sapatos comuns e não parecia estar usando perfume, mas sentia um forte cheiro de cravo da índia e anis sair de sua boca sempre que sorria ao falar. Aquela boca era um templo milenar, certamente um dos lugares que gostaria demais viajar.

Sentamos numa cafeteria e ficamos a conversar. Ela, ao falar fazia pequenos giros com as mãos como se estivesse a executar passos de bailarina. Nossa conversa era uma dança. Seus olhos brilhavam cada vez que nossos olhares se cruzavam. Perguntei como se chamava e ela me disse seu nome. Conversamos bastante até ela precisar ir embora, pois ela precisava resolver problemas no Consulado do Reino Unido.

Nunca mais a vi. Porém, numa viagem a Londres, era quase noite e estava tão frio que em determinado momento me abracei tentando me aquecer e fechei os olhos enquanto andava por uma rua até bater de cara num poste de metal igualmente tão gelado quanto o frio que fazia naquele momento. Senti que alguém me levantava gentilmente e, ao me levantar e agradecer, vi que era a mesma mulher que me ajudou quando desmaiei. Era a mulher da cafeteria, disse eu como quem também estivesse afirmando e perguntando uma coisa e ela disse que se lembrava do fato. Também disse a ela que nunca a esqueci. Curiosamente estávamos diante de uma cafeteria. Entramos, então. Conversamos longa conversa de pessoas queridas que desejam curiosa e carinhosamente saber tudo um do outro. Nunca mais nos esquecemos desde então.

Definições da Matemática

A Matemática é uma das maravilhas que a humanidade criou. Me pergunto até onde ela é realmente uma ciência exata. Pela minha maneira de pensar acho que ela é uma ciência tão humana quanto a História e o Geografia, por exemplo.

Mas afinal qual pergunta deveríamos fazer: Matemática é ciência humana ou exata? A Matemática é ciência? Se sim, o que é ciência? Enfim, alguns até a chamam em alguns momentos de linguagem. E até certo ponto estão certos, pois como podemos notar, ela acumula ao longo do tempo não somente conteúdos, mas também uma série de definições causadas talvez pela sua aplicabilidade nas várias áreas do conhecimento humano, seja na área das ciências exatas, ou humanas.

Como ciência podemos usá-la como instrumento para comprovar várias informações que estarão disponíveis na forma de dados matemáticos. Ela também é acumulativa, ou seja, o conhecimento matemático se amplia com o passar do tempo diferentemente das outras áreas do saber que sempre necessitam rever suas bases teóricas. Também encontramos a matemática em muitas das coisas do mundo real, podemos aplicá-la ao mundo concreto, apesar de muitos conceitos matemáticos serem axiomáticos e não ser possível comprovar, pelo menos num determinado momento atual sua existência real, podemos perceber determinados conceitos como aceitáveis para iniciarmos um estudo de determinado assunto.

Assim a matemática seria a linguagem do mundo natural, que muito utilizada nas ciências como a Física e a Química, espera não necessariamente uma aplicação prática por ser apenas raciocínio puro como a poesia é, na maioria das vezes, criada pela sensibilidade da razão. Vejamos como exemplo a Física, que estuda o mundo real, e torna-se cada vez mais metafísica por não se poder num mesmo realizar determinadas pesquisas e experimentos científicos por ser completamente impraticável como nos casos de experimentos que necessitem de muita energia, distancias astronômicas, ou velocidades inalcançáveis humanamente, pelo menos com o que a nossa tecnologia tem a nos oferecer até o momento presente.

A seguir deixo um vídeo da Matemaníaca falando um pouco sobre o que tentei dizer acima, um vídeo do Rômulo Pessanha mostrando alguns de seus livros de matemática e também o vídeo do professor de matemática Demóclis Rocha também mostrando alguns de seus livros de matemática entre outros livros e materiais que fazem parte de sua coleção.