Eu sou rio

Eu sou o que sou e pronto. Eu sou o que sorrio. Sou o que só ri. Sou o que sou e pronto. Atestado isso em mim, também constato que posso ser outros, mas que também os outros só podem ser os outros. Então, eles mesmos sendo eles mesmos, só poderão ao longo de suas estranhas vidas serem estranhos e alheios para minha maneira de ser, que muda sempre, e reciprocamente assim se dá tão módico fato.

Presto atenção nas árvores, nas montanhas, em como nosso pensamento esbarra em querer pintar telas com a tinta que carregamos dentro de nós em determinado momento de nossas vidas. Que sou eu se não eu mesmo? Tantas pessoas passam e o sol é ainda o mesmo. Ainda não inventaram outros sois.

Quero sorrir, mas o que sou não permite. Aquela frase de felicidade quero que lha deis a quem merece. A paz, a poesia, desejo que as rasgue e comece a guerra: para com tudo isso faça uma bola de papel e jogue no lixo. A guerra é presente e a paz não é reciclável. A poesia corre no meu sangue, pois a vida é sempre da cor de arrebóis.

Eu sorrio
sou rio
só rio

com você quero
rir do que sou
teu riso espero

sou o rio
mas em você navego
eres meu porto

seguro cais
caminho puro
de imensa paz.

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Elevação

Como podemos mostrar com o nosso corpo as coisas que nós admiramos? Tatuando. Pode ser que o que está na pele reflete a alma da pessoa tatuada. As pessoas tatuam aquilo que as eleva.

Se tenho um coração, uma estrela, uma nuvem, um nome, uma frase, enfim, tatuar como quem deseja sentir perene em sua pele o símbolo daquilo que a imagem representa. O corpo seria uma tela em branco na qual colocamos aquilo que acreditamos nos representar na forma de símbolos.

Nunca, em pesar os símbolos que elevam, lindos, nosso corpo é a marca  mundo com que  mundo nos marcou.

A chuva cai mansa lá fora E torrente lava-gente A gente e o imanente dentro da gente O impermanente; o permanente dos cabelos – tentáculos em todas as direções Fã obsoleto Raio que corta e mata E chuva mansa na mata A fruta que brota no meu quintal O hóspede , o visitante que a come, que cospe , que afaga e que arranca O perto, e de tanto medo do perto; o longe Ou tão tão longe de tão perto Cabaça canoa , taça que leva essa água corrente é o meu corpo Pedra dura e lisa, gosta de ser alisada Pedra-dor , predador de mim mesma Garganta profana e profunda Quer lamber todos os potes até chegar ao néctar… Eu , como uma uva -passa , serei eroticamente lambida dos pés à cabeça Um sopro tesão dessa criação! #poema #livro #poesia #amo

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Instantâneo

Que a todo momento fique registrado apenas o que for bom. Desejo profundamente que as pessoas saibam ler. Quero que entendam que quando digo instantâneo quero dizer que se deve registrar o momento. Sejam palavras, imagens, sons, vamos deixar registrado na memória como num instantâneo, as nossas melhores recordações, nossos melhores auto-retratos.

O dia é instantâneo, simplesmente acontece. Da mesma forma nós também simplesmente acontecemos, mas não sabemos o nos deu ou causou em nós o impulso de acontecer.

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Hoje deixo, a seguir, a playlist de Janeiro de 2018, a última, pois ninguém comenta em pesar curtirem alguns, outros nem estão aí pro que digo ou até tentam copiar e colar, mas se isso sucede, não conseguem falar por si mesmos, nem por mim. Dizem por aí que muitos textos são atribuídos à escritores famosos, mas sem comprovação. Mesmo que Camões esteja escrevendo até hoje, Chopin esteja compondo ou qualquer outro famoso de qualquer área em que se tenha destacado, quero dizer que aquele que deseja criar algo destaque antes a si mesmo.

Deixo, enfim, ao final, um vídeo com a música heart is a melody of time de Pharoah Sanders, que não encontrei no Spotfy.

 

Onde estamos no mundo?

Me lembro de sempre estar no deserto quando vou pra qualquer lugar aqui no Rio de Janeiro. Cada pessoa parece ser um grão de areia e uma multidão uma duna. Nunca fui pro deserto, pois parece que ele está em cada um de nós. Penso que na verdade nem é preciso irmos para estarmos em algum lugar. As vezes podemos estar no coração de alguém e talvez nem nos demos conta disso. Outras vezes outras pessoas podem estar querendo estar em nosso coração para talvez um passeio turístico permanente.

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A minha primeira coleção de gibis começou com um do Tio Patinhas. Tive muitos gibis: Pato Donald, Mickey, Zara, Zé Carioca, Ford, Fantasma, Calças Jeans Surrada De Tanto Usar, Coração Partido, Eu, Solidão, Vazio Existencial, O Menino Maluquinho, Literatura Comentada sobre Castro Alves, Carlos Drummond de Andrade, Fernando Sabino, e Monteiro Lobato, Almanaque Da Turma Da Mônica, Capitão América, Urtigão, Recruta Zero, Certas Revistas, Outras Coisas & Muito Mais e Cia.

Enfim, até hoje sem grandes amores, mas somente aquelas paixões de rua momentaneas que duram alguns segundos ou minutos ou até o momento em que a pessoa desce do ônibus e da sua vida. Outras sempre entram nesse coletivo da vida diária … Pegamos-lo sem saber pra onde ir ou pra onde vai? Não parece que nos é dado a opção de perguntarmos ao motorista. Essa última frase poderia ser uma letra de música? De que cantora (pensei em cantora)? Acho que da Ana Carolina, certamente.

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Hoje deixo um vídeo da Dani Noce que mostra um pouco Route 66. Abaixo deixo um mapa e o vídeo em seguida.

 

As indefiníveis certezas

Queria explicar-me aos homens primeiramente. Na verdade é melhor  que nos expliquemos a nós mesmos para que assim saibamos que a verdade está conosco. Dizer-nos e explicar-nos e tarefa difícil. Só nós sabemos o que somos e darmos satisfação de nós, sobre nós e algo tão impossível quanto querer abrir uma janela o olhar o futuro, depois-fechá-la e nos retirarmos para o conforto de um mundo fechado e dizer na paz de um silencio aterradoramente solitário: ele, o futuro está lá, me esperando.

Queria explicar-me com facilidade. Com aquela facilidade que como as coisas são. Ainda nem decifrei-me e ainda tento, ainda tentamos, todos nós, decifrar-nos. Dizer a verdade do papel do personagem da vida real é tão difícil. Apenas sei sou, sabemos que apenas somos. Sou como os outros? Somos os outros? Somos como os outros? Somos como os outros dos outros?

Com que palavras poderíamos dizer-nos com verdade quem somos? Quais palavras definiriam o que somos? Será melhor nem definir? Indefinir, talvez seja bom? Assim, conosco estaria  em nós a busca por ser, essa sim seria uma definição não limitante.

Como círculos num espelho d’água

Hoje falarei de um assunto que ainda não parece ser levado muito a serio. O tema centros de energia no corpo humano pode ter seu fundo de verdade pra alguns e pra outros pode se tratar apenas de pura fantasia resultante de uma imaginação muitíssimo fértil. E voces o que acham? é verdade? Não é? Comente e diga a sua opinião!

Falei neste post sobre como as coisas no mundo parecem sempre tender para as formas circulares. O nosso sistema sanguíneo por exemplo, percorre todo nosso corpo levando e trazendo o sangue com seus nutrientes e sempre está em constante movimento e renovação. Talvez por isso se chame também de sistema circulatório que à maneira de um círculo esticado seria a prova de que tudo na natureza percorre circularmente caminhos que se exprimem fisicamente em ciclos.

Muito já devem ter ouvido da expressão “tal pai, tal filho” e também aí não é diferente a história. Como um pai ou uma mãe eram quando jovens os filhos tenderiam a ser como seus pais foram. Há aqueles pais e mães que veem seus filhos de uma forma quase incompreensível e nem sabem o porquê de seus filhos serem tão diferentes dos pais. Lembremos que o nosso DNA possui uma forma de espiral.

Li em algum lugar que em nós habita certos centros de energia denominados Chakras que por sua vez significaria “roda”, “giro”, ou “círculo”. São conhecidos popularmente algo em torno de sete desses centros energéticos no corpo humano, mas já vi também em outras fontes que na verdade o números de centros energéticos no corpo humano pode chegar a  mais ou menos oitenta mil centros de energia com cores e finalidades diferentes no nosso corpo.

Nem mencionei a aura e as formas-pensamento que nos levariam a estender esse assunto num outro nível de entendimento. Em todo caso, tudo que acontece fisicamente com nosso corpo pode ter origem nas manias, ou imagens mentais que criamos e grudam na nossa aura transmitindo para o Sistema Nervoso Central e acarretando o surgimento dos mais variados sintomas de doenças psíquicas e físicas, porque tudo começa, como já falei anteriormente em outro post, no pensamento.

O pensamento doentio e o vicioso acaba produzindo uma espécie de miasma que tomaria a forma de pequenos insetos ou pequenas massas de nuvem de matéria deletéria que sugaria a energia vital da pessoa cansando-a até o esgotamento moral e espiritual. Por esse motivo muitas pessoas aparentemente bem fisicamente se sentem como se estivessem cansadas e as causas desse cansaço não é nada mais do que pensamentos carregados que acabam por sobrecarregar a própria pessoa.

Mudando de assunto, pode acontecer de não nos reconhecermos nas nossas próprias obras. Se fazemos uma obra de arte poderemos nos encontrar nela? E se fizermos a guerra também aí nos acharemos? Também nas relações sociais tudo parece ser um ciclo: recebemos o que damos e, tudo o que somos, devemos aos que indireta ou diretamente ajudaram a nos formar enquanto seres sociais.

Assim, como círculos que se formam num espelho d’água causada pelo impacto de uma pedra, por exemplo, somos nós a estender nosso campo de ação e influência conforme pensemos de acordo com tal ou qual maneira.

 

Obra prima

Quais pensamentos Leonardo da Vinci pensava? Acredito que por agir em muitas áreas ele pode ter desenvolvido a capacidade de estar além do seu tempo e certamente pode ter materializado o futuro com todas a suas obras.

E o futuro? Atualmente a solidão e a melancolia dos mais velhos, sábios e abandonados teria encontrado espaço na tecnologia. A tecnologia que teoricamente deveria vir como ferramenta para unir pessoas, acaba sendo um mecanismo que torna até a solidão em bem de consumo. Ah, e atualmente isso é considerado moderno.

Enfim, desejo que abracemos os amigos, amemos nossos amores que artes maiores que essas nunca foi nem será superada por nenhuma tecnologia. Tecnologia que sempre torna obsoleta somente a si mesma.

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Sem mais delongas, a imagem a seguir mostra algumas figuras de telas famosas como se fossem personagens de uma série de tv -norte americana.

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A imagem acima encontrei no grupo da Vivi eu vi no facebook (link pra participar no grupo). Devo deixar claro que não estou fazendo propaganda, assim como todos os vídeos que tenho colocado ultimamente são de canais que eu assisto e gosto muito e também venho usando pra complementar o que escrevo aqui no blogue.

Esse grupo é muito interessante e as pessoas participam massivamente com muitas sugestões, imagens engraçadas relacionadas a arte como a imagem acima, e vários assuntos em que a arte está sempre presente. Espero que gostem!

Pra terminar deixo um vídeo da Vivi falando sobre Leonardo da Vinci.