Discos de papel

O que há com o mundo hoje dia? Por que será que quanto mais tecnologia, mais desinteressante se tornam os objetos criados através dela? Quanto tempo vai demorar pra descobrirem que tudo não passa de “um museu de grandes novidades” como Cazuza cantava.

O museu das grandes novidades derrotou o disco de vinil e tornou um objeto tão interessante pra colocar outro que na verdade nem existe como o caso do itunes. Comprar uma única música ou várias é bem diferente de perceber todo o trabalho de um disco físico bem produzido. Claro que não falo do formato dos CDs, mas do vinil. Insubstituível, acredito que é possível perceber detalhes que só o som do  também chamado LP (Long Play) proporciona.

Como exemplo darei que o som de um violão é bem diferente do de um produzido por um sintetizador. A voz humana também é um instrumento e percebemos que ainda não inventaram nada melhor, no caso daqueles que cantam bem, do que a nossa voz natural.

Então, observo a Bienal do Livro num país que está no ranking “negativo”, ou melhor  (pior) dizendo num país que está entre os últimos na ranking da educação. Brasileiro lê? Brasileiro na verdade consome. E paga caro por livros ruins. Como tudo que evoluiu com a tecnologia, o livro se tornou um objeto produzido com o que a tecnologia atual pode oferecer de melhor, mas o conteúdo, os escritores, a grande quantidade de editoras que existe atualmente não nos permite nem o folego necessário pra assimilarmos tanta informação pra podermos dar algum tipo de avaliação.

O disco de vinil permitia quase uma aproximação física com os fãs. O formato digital de uma música não permite nada, apenas que você possa pagar. Comprar um livro indo numa bienal não é tão diferente de irmos numa livraria dessas qualquer e você poderia até mesmo se enganar ao entrar pra fazer um lanche pensando ter entrado numa rede de fast food famosa quando na verdade você entrou numa livraria, pois são tão parecidas as fachadas de tais lugares que as cores e logotipos mudam pouquíssimo.

Dependendo do horário que vamos na Bienal do Livro como a que acaba de acontecer nessa semana aqui no Rio de Janeiro, podemos encontrar com o nosso autor preferido após enfrentar suave fila. Enquanto isso, no YouTube (que mudou também um pouco o seu logotipo nessa semana), assisto ao vídeo de uma simpática “booktuber” falando dos livros que as editoras enviam pra ela. A quantidade enorme de livros que vi as editoras enviarem não só pra ela, mas pra vários outros youtubers é incrível, “eu também quero”, disse surpreendido com o que vi. Queria saber como faço pra receber essas coisas.

Então só pra resumir, fico com a impressão de que se eu for numa dessas livrarias vou poder estar comprando um livro que alguém recebeu em casa enviado pela própria editora e, muitas vezes com alguns brindes que não ganhamos quando compramos numa livraria física. Esse mundo é estranho mesmo. Muito engraçado, mas não. A seguir deixo um vídeo, pelo menos é grátis a vitrine. Observação: não tenho nada contra a YouTuber do vídeo, deixo o vídeo apenas como exemplo recente, pelo menos pra exemplificar a questão dos livros; adoro o canal dela e de outros que também assisto.

Só pra terminar, no caso dos discos de vinil, vale lembrar que nesse mês irá acontecer aqui no Rio de Janeiro o Rock in Rio, deixo essa informação só pra lembrar quem quiser ir ou quem sabe ter um show enviado gratuitamente por alguém pra sua casa, já pensou que legal?

 

 

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