A realidade é uma miragem?

Quando estava num ônibus indo pra faculdade ainda era o fim da madrugada e estava amanhecendo lentamente, aconteceu algo interessante comigo.

Numa curva da serra Grajaú-Jacarepaguá, quando os faróis do ônibus iluminaram pequeno trecho entre o acostamento e o morro, não havia nada e nem ninguém ali. Pouco antes do ônibus chegar no local pensei ter visto ali umas três ou quatro pessoas de pé como é de costume quando algum veículo dá defeito e esperam por outra condução.

***

Isso me faz pensar que preciso terminar de ler Dom Quixote! Comecei a ler muito tempo atrás e nunca terminei. É um livro fantástico!

Algo que nunca tinha reparado é como Miguel de Cervantes e Salvador Dalí são correspondentes um para o outro. Um, na escrita e o outro, nos seus desenhos e pinturas.

Abaixo ilustrações da edição de 1946 “Don Quixote” de Cervantes, ilustrações de Salvador Dalí. New York: Modern Library. Uma combinação de desenhos e aquarelas:

Salvador Dali, Don Quixote de la Mancha – the Illustrated Modern Library (1946)

Salvador Dali, Don Quixote de la Mancha – the Illustrated Modern Library (1946)

Salvador Dali, Don Quixote de la Mancha – the Illustrated Modern Library (1946)

Salvador Dali, Don Quixote de la Mancha – the Illustrated Modern Library (1946)

Salvador Dali, Don Quixote de la Mancha – the Illustrated Modern Library (1946)

Fonte das imagens: Revista Prosa, Verso e Arte

E pra terminar o post de hoje, deixo o vídeo do canal Você Sabia?, até o próximo post galera, um abraço a todos e muito obrigado!

 

 

 

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Além de nós

Ainda bem que o mundo parece um caleidoscópio e uma aquarela com paletas de cores praticamente infinita.

Será que o meu eu do passado estaria feliz vendo o eu do presente infeliz?

Responder essa pergunta pode parecer difícil mais o estado emocional em que muitas pessoas se encontram atualmente deixa bem clara a resposta.

A resposta poderia vir na forma de um vazio existencial. Nas várias dúvidas que surgem, ou dos reais motivos de nossa existência. Perguntas como “será que se eu simplesmente sumir faria diferença para alguém?” Mostram que atualmente no mundo a saúde psíquica das pessoas vai não muito bem.

As vezes o que falta é colocarmos os nossos pés no chão e caminharmos até nós mesmo e nos encontrarmos com a natureza e, com ela, encontrar a nós mesmos.

Devemos ser nosso próprio chão e não colocar expectativas num futuro incerto. Não existe momento melhor para sermos felizes do que o hoje. Viver o agora para ser pleno amanhã e assim por diante.

Coloque confiança apenas até onde sua capacidade alcance. Não se fruste por resultados ruins, você apenas tentou e isso de nem sempre obtermos sucesso faz parte do nosso aprendizado.

Aprenderemos que nada e ninguém é perfeito quando elas frustam nossas melhores expectativas. Lembre sempre que uma flor se abre sempre é bonita. As pessoas até quando nos magoam mostram que estão sendo elas mesmas e isso é belo.

Devemos ser a nossa própria religião. Religião é uma palavra que veio do latim e significa aproximadamente “religar”. Se estamos num mundo em que estamos sempre precisando nos religar com o mistério do mundo é porque ainda tanto o mundo, quanto nós mesmo ainda não somos perfeitos e a todo momento somos convidados a nos distrair com coisas supérfluas e superficiais.

Apesar disso, devemos aprender a religarmos a nós mesmos. Se tudo parecer sem sentido devemos buscar a solidão e ouvir a nossa própria voz.

Há tantas pessoas que desejam companhia sem saber que são acompanhadas e outras que possuem na vida a inquietude da fama e desejariam estar sós ou serem pessoas completamente anônimas.

Muitas pessoas desejam sapatos caros enquanto aquele que sempre andou com os pés no chão  talvez nunca se sinta confortável usando o mais caro dos calçados.

A solidão as vezes é um remédio e, a fama, a oportunidade de fazermos algo por aqueles que não têm voz.

O corpo também é um lugar onde estamos o tempo todo habitando. Coloque nele coisas elevadas. Conhecimento, por exemplo.

As vezes até o silêncio é a melhor voz que podemos ouvir.

Enfim pessoal, hoje apresento um vídeo da Nátaly Neri, do Canal Afros e Afins. Acho ela linda! E como tenho feito costumeiramente aqui no blog, escrevo partindo de ilustrações, de vídeos, ou músicas como inspiração.

Alienígenas do presente

Ainda naquela vibe de escrever tendo como fonte de inspiração alguns vídeos que assisto na internet hoje trago mais um texto feito dessa maneira.

Fico pensando que tudo pode ser possível e que a vida inteligente, aquela tal da vida inteligente, que todos procuram pode existir sim e está em algumas pessoas aqui mesmo da Terra.

Geralmente o que a gente mais quer é a simplicidade quando precisamos organizar as coisas nas nossas vidas. Muitos confundem o simples com falta de inteligência. Inteligência é fazer a simplicidade ser a coisa mais sensacional do mundo.

Tenho assistido muitos vídeos que me impressionam pela qualidade de edição. Outros, por aquela coisa gostosa de assistir um vídeo e dizer — cara, o que foi esse vídeo?

Aquele vídeo que te deixa com vontade de sair nem que seja só pra dar uma volta na praça ou só até a esquina mesmo. Aquela vontade misturada com saudade de ver gente e pessoas de perto, aquela vontade de brincar de corrida e correr até suar e sentir o suor e o corpo cansado, sentir o suor que é o cheiro de vida e da criança que ainda há em nós mesmo que já adultos. Será que a palavra adulterado é da mesma origem da palavra adulto?

Algumas pessoas só querem mostrar o que elas são e isso não é incrível? É claro que é crível! Por qual motivo todos tentariam fingir o que não são? Primeiro pelo fato de que fotos em redes sociais são só os melhores momentos das vidas das pessoas e não significa que são felizes e levam uma vida perfeita o tempo todo. Segundo porque também ninguém quer, ou pelo menos a maioria das pessoas não usa redes sociais pra compartilhar só as tragédias de suas vidas. Claro que algumas pessoas agem assim, mas não demos atenção a elas.

Eu, por exemplo, acho tão legal quando alguém simplesmente é o que é. Ser quem somos é uma maneira de descobrir quem nos curte e gosta do sabor da nossa companhia. Então sejamos nós, apenas, mesmo que pareçamos seres de outro planeta. O vídeo que deixo a seguir é do canal Isabella e Felipe (Fotografando à Mesa).

 

Alienígenas do pensamento

Será que estamos sozinhos no universo? Ninguém sabe a resposta. Será que quando nos sentimos solitários estamos realmente sozinhos nesse planeta chamado Terra, que tem bilhões de habitantes? Ninguém sabe a resposta. Mas para responder a segunda questão o problema da humanidade seria causado por fatores que se formam um circulo vicioso.

Se não há investimento em educação as pessoas não progridem, as famílias se desintegram, a criminalidade aumenta, ninguém acredita mais na política, ninguém possui fé nem em si mesmo e tudo no mundo é ou está sempre em vias de uma inevitável decadência sem fim.

A vida inteligente é aquela que se importa com seus semelhantes. Se não conseguimos condições de sustentabilidade para nossa própria civilização e em nosso próprio planeta então para quê buscar vida em outros lugares do universo?

Será que sabermos que outras humanidades existem em lugares distantes do universo nos tornaria melhores? Não sei. A resposta como sempre parece estar dentro de nós, espelhos de tudo que vemos e ainda não entendemos. As distancias que devemos transpor e alcançar é aquela que faz parte de uma estrada chamada paz.

Enfim, mudando de assunto, ontem vi algo que parecia tão improvável quanto encontrar Deus numa esquina movimentada da Avenida Paulista. Assisti um vídeo superlegalzão com a Mari Moom e o Giorgio Tsoukalos, do Alienígenas do Passado. É interessante estudar civilizações antigas e fazer suposições, afinal pensar nunca é demais, não é? Ou não?

Impressões da meia-noite

Olha que lindo o silêncio ao luar!
São devaneios celestes.
Sente essa brisa, mas não se esqueça do silêncio encantador das tardes noturnas. Tudo está quieto e ao caminharmos pelas ruas perceberemos que as casas guardam segredos.
A noite é encantadoramente silenciosa como se até dentro de nós estivesse tudo o que é de seu feitio. Luas, estrelas, trevas e umbrais sinistros onde pessoas perambulam normalmente em seus próprios anseios e misérias nesse mundo de irreal ilusões fornecidas pelo momento acordado de nossas vidas.
Poucas vezes é dia tanto do lado de dentro quanto do lado de fora
de uma construção invisível chamada “nós”.
No entanto, é possível ver uma pequena nesga de luz
como um clarão sorridente de sol
amanhecendo num sorriso
de quem descobriu
pela primeira vez
ao acordar
com os primeiros raios do sol
que sorrir
é manter-se
constantemente
ensolarado como o dia
dos primeiros raios de vida das nossas vidas.
Esse dia
sempre dia, apesar da noite
ser bem no meio da gente
ainda
misteriosos
sorrisos de enigmas enluarados, mas as manhãs sempre acobertam esses mistérios.

Fãs do impossível

Então chegou a hora de falar sobre o que é um fanzine. A seguir deixo alguns vídeos que explicam o que é um fanzine e como fazer um.

 

Se você achou um tanto monótona a descrição contida na Wikipédia deixo aqui o link da descrição sobre o que é um fanzine feita pela Desciclopédia.

Visto que agora já sabemos tudo sobre fanzine e sabemos até mesmo fazer um, vamos ao significado da palavra marginal.

marginal

Antes de terminar quero mostrar o apresentar o significado de Poesia Marginal.

Poesia Marginal

A Poesia Marginal, também conhecida como Geração Mimeógrafo, foi um importante movimento literário representado por nomes como Paulo Leminski e Torquato Neto.

Paulo Leminski, Ana Cristina César e Torquato Neto estão entre os principais representantes da Poesia Marginal ou Geração Mimeógrafo*Paulo Leminski, Ana Cristina César e Torquato Neto estão entre os principais representantes da Poesia Marginal ou Geração Mimeógrafo*.

Geração Mimeógrafo*:

A geração mimeógrafo (também denominado movimento Alissara) foi um movimento, ou fenômeno sociocultural [1] brasileiro que ocorreu imediatamente após a Tropicália, durante a década de 1970, em função da censura imposta pela ditadura militar[2], que levou intelectuais, professores universitários, poetas e artistas em geral, em todo o país, a buscarem meios alternativos de difusão cultural, notadamente o mimeógrafo, tecnologia mais acessível na época. Da tecnologia mais usada vem o seu nome.[3]

Sua produção literária não foi aceita por grandes editoras, pelo menos até 1975, quando a editora Brasiliense publicou o livro “26 Poetas Hoje”. Por estar à margem do circuito editorial estabelecido, sua poesia foi denominada poesia marginal. A produção artística desta geração igualmente não circulava em tradicionais galerias. A geração mimeógrafo também se expressou através da música, do cinema e da dramaturgia, sendo a sua produção poética a mais lembrada, possivelmente por ser aquela produção mais adequada às restrições de suporte impostas pela página mimeografada. As outras artes podiam ser divulgadas, porém não poderíamos ouvir uma canção ou ver um filme em um pequeno jornal ou revista mimeografados, ou fotocopiados[4].

Hélio Oiticica criou a célebre frase que sintetizaria a cultura marginal dos anos 1970

Um dos principais nomes da Poesia Marginal, Paulo Leminski nasceu em Curitiba no dia 24 de agosto de 1944 e faleceu no dia 07 de junho de 1989.

Ana Cristina Cesar, poeta e tradutora, nasceu no Rio de Janeiro no dia 02 de junho de 1952. Faleceu no dia 29 de outubro de 1983 aos 31 anos.

E para terminar um vídeo que fala um pouco sobre o que é a Poesia Marginal:

Só o impossível acontece. O possível apenas se repete, se repete, se repete. Chacal

Então é isso. São essas ideias de poesia marginal que me inspiraram para criar o nome desse blog e chamá-lo de Fanzine Marginal. Ainda não é um blog que fala fortemente como um fanzine, mas conforme vou absorvendo as ideias, ideais e conceitos da Poesia Marginal e também do Fanzine, com o tempo quem sabe o blog esteja cada vez mais à margem?

Diálogos com a noite

Não é sobre religião que vou falar. Também não falarei sobre política ou times de futebol. Falarei sobre aquilo que verdadeiramente importa. E o que realmente importa é sabermos que interesses pequenos se perdem na imensidão noturna que navegamos sem perceber que somos levados para qualquer lugar.

Todos os caminhos levam a Deus. Se alguém está triste, solitário ou infeliz será aí nesses sentimentos que O encontraremos porque assim se faz necessário algumas vezes na vida das pessoas.

A felicidade é só uma e pode ser conseguida de diversas formas. Uma delas é não precisar de nada para conquistá-la.

Não há nada no mundo que Ele não saiba. Se pensa que pode esconder algo de alguém que criou tudo você está completamente enganado. Se somos a imagem e semelhança d’Ele, então sabemos que nem de nós podemos ocultar todos os nossos defeitos e problemas, pois ninguém progride sem antes passar por cada etapa necessária.

A nossa consciência nos apresentará nossa culpa em algum lugar dentro de nós como uma vós que começa a conversar conosco e, antes de nos acusar percebemos que ela está sempre a nos dizer que erramos e que sempre é tempo de corrigir o erro.

Recebemos o que damos e perdemos o que desperdiçamos. Cuidado com aquilo que faz mal ao outro pois vai retornar como um bumerangue lançado violentamente na direção de alguém específico, mas nem mesmo o toca e já estará voltando talvez com muito mais força para a própria pessoa que o lançou.

Enfim, a noite é apenas aparência e não percebemos que na verdade o que existe é sempre o dia e por isso Ele nunca dorme e vela por nosso sono.

Se não me expressei bem, deixo a seguir um vídeo que talvez explique um pouco melhor o que quis dizer com o texto acima.