Além de nós

Ainda bem que o mundo parece um caleidoscópio e uma aquarela com paletas de cores praticamente infinita.

Será que o meu eu do passado estaria feliz vendo o eu do presente infeliz?

Responder essa pergunta pode parecer difícil mais o estado emocional em que muitas pessoas se encontram atualmente deixa bem clara a resposta.

A resposta poderia vir na forma de um vazio existencial. Nas várias dúvidas que surgem, ou dos reais motivos de nossa existência. Perguntas como “será que se eu simplesmente sumir faria diferença para alguém?” Mostram que atualmente no mundo a saúde psíquica das pessoas vai não muito bem.

As vezes o que falta é colocarmos os nossos pés no chão e caminharmos até nós mesmo e nos encontrarmos com a natureza e, com ela, encontrar a nós mesmos.

Devemos ser nosso próprio chão e não colocar expectativas num futuro incerto. Não existe momento melhor para sermos felizes do que o hoje. Viver o agora para ser pleno amanhã e assim por diante.

Coloque confiança apenas até onde sua capacidade alcance. Não se fruste por resultados ruins, você apenas tentou e isso de nem sempre obtermos sucesso faz parte do nosso aprendizado.

Aprenderemos que nada e ninguém é perfeito quando elas frustam nossas melhores expectativas. Lembre sempre que uma flor se abre sempre é bonita. As pessoas até quando nos magoam mostram que estão sendo elas mesmas e isso é belo.

Devemos ser a nossa própria religião. Religião é uma palavra que veio do latim e significa aproximadamente “religar”. Se estamos num mundo em que estamos sempre precisando nos religar com o mistério do mundo é porque ainda tanto o mundo, quanto nós mesmo ainda não somos perfeitos e a todo momento somos convidados a nos distrair com coisas supérfluas e superficiais.

Apesar disso, devemos aprender a religarmos a nós mesmos. Se tudo parecer sem sentido devemos buscar a solidão e ouvir a nossa própria voz.

Há tantas pessoas que desejam companhia sem saber que são acompanhadas e outras que possuem na vida a inquietude da fama e desejariam estar sós ou serem pessoas completamente anônimas.

Muitas pessoas desejam sapatos caros enquanto aquele que sempre andou com os pés no chão  talvez nunca se sinta confortável usando o mais caro dos calçados.

A solidão as vezes é um remédio e, a fama, a oportunidade de fazermos algo por aqueles que não têm voz.

O corpo também é um lugar onde estamos o tempo todo habitando. Coloque nele coisas elevadas. Conhecimento, por exemplo.

As vezes até o silêncio é a melhor voz que podemos ouvir.

Enfim pessoal, hoje apresento um vídeo da Nátaly Neri, do Canal Afros e Afins. Acho ela linda! E como tenho feito costumeiramente aqui no blog, escrevo partindo de ilustrações, de vídeos, ou músicas como inspiração.

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2 comentários em “Além de nós

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