A ideologia das línguas, ou vale quantos falam?

Quero começar dizendo que não existe um idioma melhor que o outro. O inglês e o português, por exemplo, não são melhores nem piores línguas do mundo. O que eu acredito (e é fato consumado pelo menos na minha maneira de entender) é que se uma língua pertencente a uma cultura muito rica, politicamente influente, de força cientifica e econômica, que possui falantes nativos aos milhares de pessoas espalhados por praticamente quase todos os continentes do planeta, certamente essa será uma língua importante no mundo.

E é só isso. Qualquer alienígena a língua inglesa sabe disso. Nós, brasileiros, falamos o português. E é uma língua que era um dialeto que sofreu influências do latim, que atualmente é uma língua oficial apenas no Vaticano. Devo lembrar que existiu vários latins como o Latim Vulgar e o Latim Clássico. O português que conhecemos hoje surgiu da influência do Latim Vulgar, falado em todo Império Romano, nos dialetos das Línguas Galega e Portuguesa. Devo deixar claro que estudos aprofundados em História da Língua Portuguesa são necessários pra aprofundamentos eventuais.

Assim, o Latim Vulgar influenciou não só o dialeto que formaria com o passar do tempo a língua portuguesa como a conhecemos hoje, mas também a interação com a cultura de outros povos. Os Lusíadas, de Luís de Camões se é que posso assim dizer, foi um dos primeiros registros do português, por exemplo. Quase que na mesma época autores como William ShakespeareMiguel de CervantesDante Alighieri criaram suas principais obras em inglês, espanhol e italiano respectivamente.

Abaixo deixo um vídeo do Pedro Loos, do canal Ciência todo dia, no YouTube, que fala um pouco sobre esse aspecto de valoração das línguas.

 

 

Agora passemos para a criatividade da língua, pois pra assumirmos posturas que necessitem de defender ou refutar teses precisamos antes de dominar a estrutura de nossa língua materna, praticar nossa criatividade escrita para que também saibamos usar com discernimento a mesma criatividade num momento em que o aspecto formal do idioma deve ser utilizado.

Ao longo de toda nossa vida estamos aprendendo. A escrita ou o ato de escrever, com as mãos, digitar, conversar com pessoas de níveis sociais distintos, com idades variadas, fazem parte desse aprendizado ao longo de nossas vidas. Só se aprende a escrever escrevendo; não há outra forma.

A seguir deixo um vídeo do canal do professor  Marcelo Batista,  Aprendi com papai, que fala sobre a tão famosa redação do ENEM.

 

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Salamaleque, Fatuma!

Hoje começo mais post dando uma saudação em árabe. Isso mesmo! O título acima “Salamaleque, Fatuma!” significa “A paz esteja contigo, Fatima!”. Fatuma é a Fatima, como ela é chamada em árabe. No vídeo dela no YouTube ela responde curiosidades sobre o mundo islâmico e também explica um pouco sobre sua relação com a religião muçulmana.

Achei interessante ela estar aberta para responder perguntas, pois é um mundo novo pra mim. No meu caso, não tenho religião. Tenho, como diria no status do finado Orkut, “um lado espiritual independente de religiões”.

Dentre tantas perguntas feitas, uma das mais interessantes foi a de uma garota que perguntou se podia usar o hijab mesmo não sendo muçulmana, porque queria usar (como a garota dá a entender) apenas por “estilo”. A resposta foi boa. Fatuma respondeu que o hijab pode ser usado sim por mulheres que não são muçulmanas.

O problema é que o hijab é usado por quem é realmente muçulmano e, mesmo que a mulher que o estiver usando não for muçulmana, ainda assim estará de qualquer modo “representando” visualmente alguém pertencente ao mundo islâmico. Se a mulher tiver atitudes negativas e estiver usando um acessório típico do mundo árabe a maioria das pessoas poderão fazer a associação de que toda mulher árabe também é assim.

Abaixo, deixo um vídeo onde ela fala mais um pouco sobre ela ao responder perguntas dos inscritos em seu canal no YouTube.

E antes do próximo vídeo também enrolo um pouco falo antes de deixar um vídeo em que ela ensina algumas palavras e saudações árabes.

 

O vídeo a seguir é uma delícia! Amani é uma gracinha com sua voz fofa explicando as saudações e significados de algumas palavras árabes junto com Fatuma.

 

Na cafeteria

Todas as nossas lembranças são uma forma de arrependimento. Tudo que esquecemos é o que foi realmente assimilado e saboreado, sejam momentos ruins ou bons. Tudo é permanência na natureza e se não fossem as lembranças estaríamos sempre num eterno recomeço. O que há com o mundo que tudo apesar de cíclico é ainda assim, fascinantemente novo.

Todo fim de tarde caminho pelas ruas com a paisagem bela do Corcovado. Antes, na Rua São Clemente, observo o Pão de Açúcar alimentando o meu olhar. Caminho por calçadas estreitas e me perguntando quantos anos teriam as casas antigas daquela rua. Imagino que são seculares. As pessoas que moraram nelas desapareceram.

Parei de frente para uma lanchonete. Uma criança saiu do balcão correndo segurando um pastel e uma lata de refrigerante. Esbarrou em mim na pressa que estava pra chegar até o carro onde alguém, pela quantidade de vezes que apertava a buzina, estava impaciente e com pressa. Depois que a criança esbarrou em mim e se foi, me vi correndo pelas ruas indo embora também. A única certeza na vida é que a gente sempre vai embora pra algum lugar.

Queria chegar até minha casa no Humaitá, com os braços do Cristo Redentor me dizendo: venha! Aqui você mora em meus braços sob minha proteção. Fiquei em pé parado como quem tivesse acabado de ter aquelas imagens que parecem lembranças de coisas que tivessem acontecido e estivessem acontecendo novamente. Caí, uma espécie de tontura me derrubou e me vi no chão jogado como um bebê. Pude ver os pés sujos de um mendigo que dormia enrolado num cobertor e usava papelões como cama.

Uma morena, magra e de cabelos lisos e negros, olhos negros e misteriosos como a noite aberta sem nuvens que revela abertamente seus segredos de tempos imemoriais ajudou a me levantar. Ela estava usando uma calça jeans, sapatos comuns e não parecia estar usando perfume, mas sentia um forte cheiro de cravo da índia e anis sair de sua boca sempre que sorria ao falar. Aquela boca era um templo milenar, certamente um dos lugares que gostaria demais viajar.

Sentamos numa cafeteria e ficamos a conversar. Ela, ao falar fazia pequenos giros com as mãos como se estivesse a executar passos de bailarina. Nossa conversa era uma dança. Seus olhos brilhavam cada vez que nossos olhares se cruzavam. Perguntei como se chamava e ela me disse seu nome. Conversamos bastante até ela precisar ir embora, pois ela precisava resolver problemas no Consulado do Reino Unido.

Nunca mais a vi. Porém, numa viagem a Londres, era quase noite e estava tão frio que em determinado momento me abracei tentando me aquecer e fechei os olhos enquanto andava por uma rua até bater de cara num poste de metal igualmente tão gelado quanto o frio que fazia naquele momento. Senti que alguém me levantava gentilmente e, ao me levantar e agradecer, vi que era a mesma mulher que me ajudou quando desmaiei. Era a mulher da cafeteria, disse eu como quem também estivesse afirmando e perguntando uma coisa e ela disse que se lembrava do fato. Também disse a ela que nunca a esqueci. Curiosamente estávamos diante de uma cafeteria. Entramos, então. Conversamos longa conversa de pessoas queridas que desejam curiosa e carinhosamente saber tudo um do outro. Nunca mais nos esquecemos desde então.

Definições da Matemática

A Matemática é uma das maravilhas que a humanidade criou. Me pergunto até onde ela é realmente uma ciência exata. Pela minha maneira de pensar acho que ela é uma ciência tão humana quanto a História e o Geografia, por exemplo.

Mas afinal qual pergunta deveríamos fazer: Matemática é ciência humana ou exata? A Matemática é ciência? Se sim, o que é ciência? Enfim, alguns até a chamam em alguns momentos de linguagem. E até certo ponto estão certos, pois como podemos notar, ela acumula ao longo do tempo não somente conteúdos, mas também uma série de definições causadas talvez pela sua aplicabilidade nas várias áreas do conhecimento humano, seja na área das ciências exatas, ou humanas.

Como ciência podemos usá-la como instrumento para comprovar várias informações que estarão disponíveis na forma de dados matemáticos. Ela também é acumulativa, ou seja, o conhecimento matemático se amplia com o passar do tempo diferentemente das outras áreas do saber que sempre necessitam rever suas bases teóricas. Também encontramos a matemática em muitas das coisas do mundo real, podemos aplicá-la ao mundo concreto, apesar de muitos conceitos matemáticos serem axiomáticos e não ser possível comprovar, pelo menos num determinado momento atual sua existência real, podemos perceber determinados conceitos como aceitáveis para iniciarmos um estudo de determinado assunto.

Assim a matemática seria a linguagem do mundo natural, que muito utilizada nas ciências como a Física e a Química, espera não necessariamente uma aplicação prática por ser apenas raciocínio puro como a poesia é, na maioria das vezes, criada pela sensibilidade da razão. Vejamos como exemplo a Física, que estuda o mundo real, e torna-se cada vez mais metafísica por não se poder num mesmo realizar determinadas pesquisas e experimentos científicos por ser completamente impraticável como nos casos de experimentos que necessitem de muita energia, distancias astronômicas, ou velocidades inalcançáveis humanamente, pelo menos com o que a nossa tecnologia tem a nos oferecer até o momento presente.

A seguir deixo um vídeo da Matemaníaca falando um pouco sobre o que tentei dizer acima, um vídeo do Rômulo Pessanha mostrando alguns de seus livros de matemática e também o vídeo do professor de matemática Demóclis Rocha também mostrando alguns de seus livros de matemática entre outros livros e materiais que fazem parte de sua coleção.

 

 

 

A liberdade é feminina, a prisão também

Certas formas de liberdade são tão vazias e acomodam muito mais gente do que as mais lotadas prisões.

Saibamos que é na solidão que a liberdade começa. Respeitemos, pois, esse momento solitário tão necessário a todos pra que prestemos mais atenção ao próximo, não somente a nós mesmos.

Dando-nos o nosso devido valor damos também aos que nos são próximos oportunidade de também apreciarem o que há de bom em nós.

Nossa felicidade não deve ser compartilhada como se fosse espetáculo gratuito.

Rômulo Pessanha, o cara que escreve aqui no blog Fanzine Marginal. (04/02/2018, Rio de Janeiro, Rj, Brasil)

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A seguir deixo um post publicado no meu antigo blog em outubro de 2015.

Pre-classical tatoo, 25/10/2015.

Hoy falarei sobre Liz Clements, uma ilustradora freelance de Londres, que segundo ela, sua inspiração é uma mistura do estilo Pré-Rafael, rafaelino, ou rafaélico, (acredito ser uma referência ao pintor italiano Rafael), com elementos de tatuagem, imagens da mulher clássica e também de influência de elementos da Disney, como traços e linhas arredondados, por exemplo.
Na minha opinião, sempre que observo as suas ilustrações, me passa a impressão de um certo aspecto de esboço, principalmente pelos círculos insistentes nos rostos em várias figuras:

liz clemenz 1

A artista sempre coloca pequenas figuras como elementos de segundo plano em volta dos desenhos maiores como corações, dentes, espadas e diamantes que certamente são caracteres típicos que se usam em tatoos. O corpo feminino funcionaria para a artista como uma tela.

É claro, não posso esquecer as figuras femininas, especificamente as asiáticas, que adoro:

liz 2

Essa figura acima por exemplo, possui uma característica que não surge em tatuagens comuns como o pincelamento ou as manchas esparsas que lembram mais uma pintura do que uma ilustração, mas claro que uma técnica pode ser usada em outra. Ainda observo um quase aquarelamento que poderia dar uma melhorada nessa ilustração, adoro aquarelas, mas essa figura é linda mesmo assim, mais um pouquinho e só faltaria falar de tão quase perfeita.

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Algumas figuras surgem frequentemente nas ‘ilus’ de Liz, como âncoras, naipes de baralho, animais como tigres ou ursos, corações e caveiras, que são também referências do mundo tatoo e me pegunto por que as pessoas gostam de tatuagens e por que gostam frequentemente de certos tipos de figuras ou símbolos. A minha curiosidade é porque as pessoas buscam imagem para marcarem seus corpos? Algo que povos primitivos como os índios, por exemplo, também fazem, mas com significado de ritual de passagem ou religioso.

liz 4

As figuras femininas, clássicas ou não, e o moderno surge mna atitude feminina do olhar, um tipo de olhar de mulher que se afirma como independente e senhora de si tanto pelas poses ou posturas em que são representadas. Mas ainda assim, melhor do que falar do pirulito, ou do sorvete, é bom saber que, ‘printado’ nessas figuras femininas, existe o resquício de infância nos doces, por exemplo, apontando ainda para importância da criança-mulher, traços de menina, ora mulher desafiadora, ora atuante e engajada na sua forma de se expressar com as tatoos em seu body. O elemento da moda para as mulheres deve ser não o mercado de consumo, mas o que lhes dê personalidade, feminilidade e atitude, penso eu.

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A beleza da mulher para nós homens é um veneno poderoso.

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A Frida é uma mulher diferente pra mim. Não conheço muito a sua história, mas quando olho para a figura dela me vem logo a imagem de Monteiro Lobato, ou então a da Bela Gil, filha de Gilberto Gil, ou ainda, daquele filho do Chico Anysio de quem não me recordo o nome agora e que faz o papel de “Seu boneco”, na Escolinha do Professor Raimundo.

Uma coisa que notei de interessante é que a ilustration de Liz, da Frida, casa, combina perfeitamente com os traços da ilustradora. Prova disso é o fato de seu rosto aparecer praticamente limpo em termos de figuras na pele. Repare que os círculos frequentes em torno da face não aparecem nessa figura. Frida veio ao mundo como a própria representação artística, basta apenas a sua forma figurativa em qualquer meio, seja na tatuagem, seja na pintura ou na ilustração.

E para terminar, uma ilustração que gosto muito que é a da Matrioshka, um elemento que creio ser da cultura russa, e ao contrário de tirar várias miniaturas delas de uma de dentro da outra, em uma só temos vários pequenos símbolos como os que já citei anteriormente, além das âncoras, corações e palavras.

liz 7

Abaixo,a frase em inglês diz “ninguém se compara a você”. Na verdade, creio que pelo fato de que todos são diferentes isso seria o ponto de semelhança e igualdade entre todos. A mensagem aqui seria a de que nunca devemos nos sentir sozinhos, mas livres como os cabelos da figura feminina: seria ela a representação da liberdade?

O que gostei muito na imagem abaixo foi dos detalhes e o trabalho pra representar os cabelos.

Aqui podemos observar uma figura feminina em pose, o detalhe dos olhos parece uma fotografia real que talvez tivesse passado por um filtro em preto e branco.

Para terminar, mais uma imagem feminina com detalhe dos cabelos trabalhados num laço, e, logo acima, um pássaro dando a ideia de que os cabelos servem também de moradia para liberdade da expressão da beleza da mulher; “so cute”.

https://instagram.com/p/28Sau6wsOQ/

 

 

 

 

 

Viajando na História

Se você gosta de viajar e aprender simultaneamente então você veio ao post certo!

Débora Aladim é estuda História na UFMG e no vídeo ela mostra como podemos aprender tanto numa viagem sem, no entanto, “viajar” muito.

Em sem canal no YouTube ela diz que ao ter feito uns resumos para seus amigos ela acabou atingindo muito mais gente. E a História não é isso?  Partindo de fragmentos, ruínas e séculos de poeira tentamos recriar alguns momentos do passado com textos que funcionariam como flashs, ou lampejos de pequenas cenas de fatos históricos.