Conduzidos pela pausa

Então é mais uma segunda e você precisa ir trabalhar. Sempre naquele ônibus cheio de gente, os iguais, nem melhores ou piores, apenas estão ali como poderiam estar aqui, lá em Caruaru, Nova Iorque, Paris, São Paulo.

Melhor seria ser filho da Xuxa (nossa, isso soa quase como xingamento!), ou ter nascido irmão da Sasha, a filha da Xuxa (ainda parece xingamento …), xingamento, shingamento; não importa o lugar ou a forma de dizer, atualmente, no mundo, não há lugar pra sermos.

Se a condução está cheia de trabalhadores, políticos corruptos, advogados que advogam em causa própria, o que fazer quando te chamam descaradamente de filho da Xuxa? De bom gosto mesmo é ser chamado de filho de Gisele Bündchen. A Gisele é bem mais bonita, não possui os atributos que tornam a Xuxa uma especie de desenho animado que se tornou humano. A Xuxa, se você olhar bem, parece aquelas bonecas de plástico, ela parece também um bebê crescido. Gisele não. Gisele é mulher que a natureza fez sem tirar nem por, sem excessos, nem exagerar.

Agora pensem nas filhas de Xuxa e Gisele: elas nunca precisarão pensar em previdência, limites do cartão de crédito, da matemática, enfim, a Teoria da Relatividade não parece ser aplicável a milionários e afins. Não precisarão pensar em SUS, BOPE, eleições, pegar ônibus cheio, fila de banco, cinema, autógrafos, injeção, hot dog, das portas do céu, a lista é grande! E, nem falei ainda (nem vou falar dos filhos dos netos da rainha da inglaterra, que aqui escrevo gostosamente em letras minúsculas, porque pra mim, essas pessoas não possuem nenhuma importância na minha vida), nem vou falar e ponto.

O que conduz a gente é generoso por atiçar nossa personalidade e inteligência. As dúvidas são o nosso combustível. Se há respostas, há mais perguntas. Se há mais cosas entre o céu e a terra, há mais anda entre o céu e o inferno, entre o céu e outros céus.

Aqui não é o mundo das ideias, aqui é o mundo do erro e do aprendizado. Se toda riqueza do mundo fosse distribuída igualmente pra cada ser humano, em questão de semanas todas as desigualdades sociais voltariam ao normal, foi o que li em algum lugar.

O importante? Ah, sim, claro, a arte. A arte é a virgula que pausa toda frase produzida pelas ciências.

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Imagem: Gabriel Trópz

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Que bom que Temos problemas

Então é aquela segunda com cara de domingo pela manhã, com chuva, cheiro de café fresquinho, frango frito e tudo isso ao meio-dia, claro, se já são meio-dia você já pode acordar e almoçar, pelo menos, mas saiba que está atrasado pra chegar atrasado no expediente da tarde no trabalho, que começa pela manhã as 8:00 horas, só que o sono foi bom, hein? Parece que toda segunda tem a mesma cara, não é mesmo?

Ah, o mundo moderno. Ainda não entenderam, comunistas e capitalistas, que o progresso é obsoleto.

***

32294508_1777990202261724_8896687006025777152_nComo aproveitar nosso tempo? Organização? Planejamento? Fazendo metas diárias sempre ao acordar pela manhã? Na na ni na não, caro jovem.

Pra aproveitar nosso dia é necessário notar que nem tudo é perfeito:

  • Jogar na Mega Sena da virada e acertar jogando os números: 01, 02, 18, 22, 31, 45, 58 e por aí vai. Dias se passam e o resultado sai: 00, 03, 19, 23, 32, 46 e 57. Exatamente os números que você não jogou.
  • O primeiro encontro com a sua/seu namorado/namorada: nossa estou tão feliz em te ver aqui … (duas horas depois …) Acho que é isso, te vejo amanhã? O encontro se resumiu a um olhar pro outro, conversando as mesmas coisas de sempre (quase um casamento), mas o que eles queriam mesmo era, bem, não fizeram, reprimiram por medo seus sentimentos.
  • Finalmente, o temido, mas nem por isso mesmo impossível, o vestibular/ENEM/concurso público/pagamento de boleto: inicia bem até que faltam poucos dias pra “coisa” acontecer. O resumo da ópera: não estudou, pois desperdiçou tempo; não pagou as contas, pois gastou tudo indo pra Cancún no meio do mês que tem 64 dias e toda sua grana se foi.

Como resolver tudo isso? Simples. Não tenha problemas. Tudo na vida tem dois lados. O problema é que todos focam justamente no lado ruim. Resumindo, pra encerrar de vez o assunto, é que se você tem um problema, então você tem uma solução, agora, se você, meu amigo, minha amiga, tem uma solução, então o que você tem é problema mesmo! Essa é a graça da vida, não há ninguém que não tenha problema nesse nosso mundo, cara pálida. Os problemas são aquilo que possuem poder pra que encontremos a nossa força interna pra que os solucionemos. Enfim, viver é um problema e a nossa  vida é a solução.

A vida como inspiração

O tema da redação do ENEM do ano passado foi muito interessante e pode ter pego muita gente despreparada pra falar sobre o assunto. A dica que posso deixar é a de que sempre podemos falar sobre qualquer coisa mesmo que não tenhamos um conhecimento profundo sobre tal. A velha história do “menos é mais” também vale pra esse tipo de situação, porque se você tentar enrolar ou encher linguiça isso pode ficar muito perceptível.

Portanto, sejamos sempre sinceros e sempre podemos usar algo que conhecemos muito bem pra poder fazer associações de ideias, isso pode tornar a sua redação muito mais interessante e com informações coerentes que poderão fazer sua nota subir.

Quando eu estava terminando o segundo grau fiz vestibular da UFRJ, da UERJ e também fiz o ENEM. Minhas notas em redação foram boas nessas três avaliações e não me recordo de ter tirado uma nota abaixo da média, apesar de não serem notas muito altas.

Acredito que aprender a escrever só é possível pra aqueles que praticam. Percebi, ao longo dos anos, que somos nós, os alunos, que devemos continuar o trabalho de aprimorar nossa escrita. Seja escrevendo num caderno, ou no computador, o nosso idioma, ou seja, o Português, é a nossa língua que possui um padrão e é nesse padrão que a prova de redação do Enem deve ser escrita.

Posso escrever sobre o tema da redação proposto no ENEM de 2017 pra dar um exemplo, lembrando que não sou especialista em redação. Vou fazer uma pequena redação pra mostrar até pra mim mesmo como talvez eu faria a redação com o tema que foi proposto. Observem a redação:

A minha experiência com pessoas surdas-mudas foi muito positiva, pois eles me ajudaram bastante na época que estagiava na DATAPREV, no Rio de Janeiro. Sempre me auxiliavam quando era necessário, ou quando eu precisava de ajuda para organizar melhor as tarefas que precisava fazer.

Em nenhum momento percebi que esses funcionários tinham algum tipo de dificuldade e sempre trabalhavam de forma tranquila. Percebi que no quesito eficiência eram tão competentes para exercerem as funções que lhes cabiam executar no trabalho quanto os funcionários que não eram deficientes. Recordo também que havia uma cadeirante no setor onde estagiei e que não havia outros estagiários além de mim.

Enfim, talvez minha atuação como estagiário tenha me proporcionado apenas um pequeno recorte de um universo maior onde os surdos-mudos, não tenham encontrado muitas dificuldades desde uma educação de qualidade que tenha atendido as necessidades desses surdos-mudos para que pudessem ter acesso, com iguais condições, o trabalho também configurado de acordo com suas deficiências e não o contrário.

E aí? O que achou da minha pequena redação acima? Confesso que fiquei feliz com o resultado, pois não planejei nada. Usei a minha experiência real e, do que me lembrei, tentei falar sobre o tema mesmo que eu tenha fugido um pouquinho ou bastante, foi só pra dar um exemplo breve, bem “en passant“.

Abaixo deixo um vídeo da Débora Aladim que

(…) é mineira, estudante de História na UFMG e desde 2013 faz vídeo-aulas que ajudaram milhões de pessoas a estudar e a passar no vestibular. Aqui você vai encontrar vídeo-aulas de História, um método único para fazer redações modelo ENEM e dicas de estudo!

E fará a leitura de sua redação do ENEM 2017 e algumas observações. Em seguida, deixo o vídeo que servirá como proposta feita por mim pra quem quiser tentar fazer a sua própria redação.

O vídeo é o do filme baseado no desenho animado Hotel Transilvânia. Coloquei também uma imagem do Instagram de uma famosa blogueira. Quanto à imagem não sei se seria correto colocar numa avaliação como o ENEM, imagem tão forte como fonte de inspiração pra redação. O que deixa austiado não é a imagem, que é forte, comovente, mas as pessoas atualmente com tanta tecnologia em suas mãos (os celulares modernos) e não poderem usar toda essa tecnologia pra salvar vidas.

E deixo também o vídeo da Vivi, eu vi sobre como a internet pode ajudar os museus. Ninguém parece saber que quem sabe se daqui a uns duzentos anos seus celulares modernos não estarão em museus sendo observados por grupos de jovens dizendo “nossa, as pessoas usavam isso?!”

O tema proposto para a redação é: A tecnologia pode ser usada tanto pra entreter, quanto para educar os jovens atualmente no Brasil. Reparem que não coloquei como pergunta, é um tema, mas quem quiser pode escrever como se fosse uma pergunta ou uma afirmação, podendo até fazer a negação, se considerar como uma afirmação.

 

 

Hoje começa uma nova fase na minha luta contra o câncer. Finalmente vou tomar a primeira dose de imunoterapia!! Depois de muitos exames e muita preparação meus médicos encontraram um medicamento que vai me fazer realmente bem e tenho a chance de salvar minha vida. Como muitos já sabem o remédio custa muito caro e depois de mt insistência infelizmente não obtivemos resposta do governo e não posso esperar, então fui pra luta. Estamos nos esforçando ao máximo para conseguir juntar dinheiro suficiente pra pagar os exames e a dose do medicamento. Mas Deus como sempre coloca anjos na minha vida e dessa vez colocou o @pato 💙ele se dispôs a pagar 6 meses de tratamento ( oh Glória) e a clinonco que fez a doação de 3 doses do medicamento,só Deus sabe a emoção que foi quando tive a confirmação de que eles iriam de verdade ajudar a salvar minha vida, SÓ GRATIDÃO!! Agora vamos torcer para esse medicamento fazer um efeito maravilhoso e eu me livrar dessa doença e acabar com esse sofrimento. Já faz um mês que estou na uti e ficarei o tempo que precisar se for pro meu bem. Vamos continuar vendendo camisetas e aceitando doações de quem quer ajudar pois infelizmente temos custos com exames e outras milhares de coisa que o plano não cobre! Mas não estamos fazendo nenhuma vakinha e nem divulgando contas bancárias.( cuidado com as vakinha e contas fakes) enfim estou muito confiante, cheia de esperanças e gratidão a Deus e a todos que me apoiam e acreditam na minha recuperação. Por mais difícil que pareça o problema, com Deus sempre haverá uma solução, eu entreguei minha vida e meus planos nas mãos de Deus e sei que ele tem o melhor pra mim, só peço sabedoria e paciência pra aguentar os dias difíceis, mas creio que no final tudo irá dar certo e vou sair disso muito fortalecida e pronta pra ajudar outras pessoas. OBRIGADA Deus, universo, família, equipe médica, @pato e a vcs por todo apoio! Juntos somos mais forte. 🙏🌟#cancer #positivevibes #oracao #forcaNara

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As coisas não são como nunca poderiam ter sido

Essa é pra aquela pessoa que acabou de ler quinze livros em dez anos e se acha a pessoa mais inteligente do mundo.

A capacidade de designar, e calcular são faculdades humanas e sem elas o mundo existiria sem significação e, ainda assim, o mundo nos parece um mistério diário que renasce diariamente.

Ser e estar são capacidades humanas.

Abaixo deixo algumas perguntas que ainda não tem respostas:

Como funciona o cérebro humano?

Como sabemos que aprendemos?

Onde está localizada no cérebro a nossa individualidade?

O que faz com que muitas crianças que nasçam com várias habilidades cognitivas e aprendendo com facilidade?

Qual a causa das várias habilidades desenvolvidas em pessoas que sofreram diversos tipos diferentes de acidentes?

Pra seguir em frente vou falar um pouco da minha vida escolar. Nunca me considerei um gênio nem “cdf”, mas posso dizer que eu  era esforçado. Só depois de nos formarmos percebemos que em relação as disciplinas escolares, seja em escolas públicas ou particulares  parece (mesmo admitindo que o fenômeno é mais frequente em escolas públicas) que ao longo da vida deixamos várias lacunas por preencher.

Essas lacunas são as defasagens que vão se acumulando com o avanço das séries escolares e, crentes que estamos acumulando conhecimentos, estamos, na verdade, acumulando também defasagens ao longo das nossas vidas escolares.

Esse fato fica evidente quando chega a época do ENEM, dos vestibulares e concursos públicos em geral. Tudo nesse momento da vida dos alunos medianos parece difícil e trabalhoso. As redes sociais e um mundo de informações estão aí pra ajudar e atrapalhar também.

Essa é só uma ponta da montanha de gelo. Ainda falta ressaltar os aspectos humanos do aprendizado como as fases do desenvolvimento biológico e psicológico das crianças que vão aprendendo conceitos como amizade, amor, paixão, sexo e, claro, os hormônios da adolescência, que nada mais seriam do que a externalização materializada de nossos sentimentos na forma dos mais variados tipos de excessos cometidos pelos adolescentes.

Tudo pode se transformar em dúvida. Nas meninas, “porque os meninos gostam daquela garota? ” “O que está acontecendo com meu corpo que cismou de brotar cabelo em tudo quanto é lugar, nos meninos?

Mas, na reentrance de la contradance, pra resumir o assunto o fato é que nunca é demais repetir, refazer, revisitar as mesmas experiencias da vida como se fossem a primeira vez. O erro de muitos alunos pode ser o de achar que estudar uma única vez é suficiente pra obter notas boas na escola.

Toda matéria dada em aula, se ela for revisada em casa pelo aluno no dia em que ela foi dada pelo professor, o cérebro irá guardar com maior eficiência essa informação. Se passar de vinte quatro horas, a informação dada em aula se perderá ao longo dos dias, não se fixando na mente do aluno.

Quanto as experiencias da vida, posso dizer que não há um dia igual ao outro em nossas vidas quando estamos bem dispostos e felizes, porém pra muitos adolescentes a vida parece ser uma monotonia sem sentido nem lógica porque ainda estão se descobrindo como outros dentro de si, meninos e meninas que já guardam no corpo além da semente da vida, a alma da mulher e do homem de amanhã.

Se digo, por exemplo que me apaixonei por uma mulher e que beija-la todo dia pra mim é uma experiência totalmente diferente do dia anterior, é porque talvez eu não seja apaixonado por ela de uma vez por todas, mas que há algo nela que me faz sentir a paixão novamente e, por isso digo que estar apaixonado todos os dias pela mesma mulher é melhor do que ser.

Finalizando, deixo o texto do Kumon, que fala sobre alexandre, um menino que até os 6 anos de idade não lia nem escrevia e, aos 9 anos, é concluinte do Kumon de Matemática e Português e ainda escreveu um livro.

Com apenas 9 anos, Alexandre Garcia é aluno concluinte do Kumon de Português e Matemática e escreveu seu primeiro livro

Alexandre é concluinte de Matemática e Português.

Para nascer um pequeno escritor, o único caminho é a leitura. Aos 6 anos, Alexandre Garcia aprendeu a ler e escrever e, desde então, tem o hábito de ler livros todos os dias. Jovem autor, com rica bagagem e muita criatividade, escreveu seu primeiro livro, O segredo da mata, que conta sobre uma viagem emocionante ao folclore brasileiro e ao mundo da magia.

Dá para acreditar que até os 6 anos Alexandre não sabia ler nem escrever? Na época, sua mãe, Lúcia García, resolveu procurar ajuda, quando conheceu o método Kumon. “Apenas dois meses após iniciar o Kumon de Português, meu filho já conseguia ler sem dificuldades; muito feliz com seu resultado, resolvi matriculá-lo na disciplina de Matemática, e, em poucos meses, Alexandre passou a dominar contas de soma e subtração.

Como foi o desenvolvimento de Alexandre no Kumon?  

Alexandre se desenvolveu muito rápido, pois, por meio de um estudo individualizado, após dois anos estudando pelo Método, ele escreveu seu primeiro livro, O segredo da mata, e, com três anos de Kumon, concluiu as disciplinas de Português e Matemática.

Durante os três anos em que estudou as duas disciplinas, Alexandre leu diversos livros e teve a oportunidade de conhecer escritores conceituados, como Machado de Assis, Lima Barreto, Graciliano Ramos, Shakespeare, J. K. Rowling, entre outros.

O pequeno também se desenvolveu muito bem na disciplina de Matemática, e teve uma experiência incrível: estudar conteúdos além de sua série escolar. Você, pai, educador ou até mesmo aluno, deve estar se perguntando: “Será que é bom antecipar os estudos? Não é melhor aprender no tempo certo?”, e eu lhe devolvo: Existe tempo certo quando se trata de aprendizado? A resposta é depende, pois, como mencionado no início da matéria, no Kumon o estudo é individualizado, ou seja, o aluno vai chegar aonde quiser chegar e no tempo dele.

A mãe de Alexandre diz: “Meu filho não é gênio!”. Para ela, o diferencial foi o estímulo e treino diário. Quando Alexandre iniciou seus estudos no Kumon e não sabia ler, escrever nem fazer contas, foi possível fazer com que ele avançasse, e hoje o menino tem conhecimentos que só adquiriria na universidade, como equações, fatoração, derivadas, integrais e, por fim, equações diferenciais.

Link pra matéria completa: nasce um pequeno escritor.

Algumas dicas de desleitura

Quando falo as pessoas nada dizem e calado elas não existem.

Por Blog Fanzine Marginal

Antes de começar quero dizer. Quero dizer que quero desdizer e dizer que uma leitura nunca termina com a última página, muito menos com desfecho da história. Um livro, ainda que inacabado, estará completo em toda sua estrutura orgânica pra passar a mensagem desejada.

Dica número um: leia de tudo. Gostar de ler tudo é complicado, mas ao longo de uma vida uma pessoa adulta já sabe do que gosta de ler e pode se conhecer tão bem como leitor a ponto de saber os seus próprios limites “sobre o que ler de tudo”  possa significar pra si.

Dica número dois: ler pouco, mas com total compreensão do que se lê é fundamental.

Dica número três: saiba buscar a essência de cada obra lida. Saber identificar referencias e paródias entre outras obras podem e serão percebidas pelo leitor que aos poucos aprende que um livro já lido pode ter semelhança com outros. Enfim, cruzar informações entre obras literárias é um bom exercício pra quem gosta de ler e escrever.

Dica número quatro: um livro nunca está acabado com o fim da leitura ou porque a obra em si não foi terminada pelo autor. Muita vez um livro inacabado, como O Processo, de Kafka pode ser o resultado de toda uma vida. A materialização das hipóteses e teses de uma vida podem ganhar os moldes literários com o motivo que só quem escreve sabe o que sente e sabe que necessita dizer quase como um desabafo, uma denúncia, como uma ciência de fatos históricos ainda por vir e que só um autor de sensibilidade pode transformar em artefato artístico.

Dica número cinco: tente se perguntar sempre se você realmente entendeu o que leu, pois quem escreveu viveu sua escrita e elaboração do próprio texto literário que criou.

A seguir deixo um vídeo da Carmem Lúcia, do blog O que vi do mundo falando sobre Franz Kafka.

A trama esmaecida da memória

A ilustradora Juliana Rabelo é uma das minhas ilustradoras preferidas e hoje vou falar com minhas palavras, de acordo com cada figura usada na entrevista que ela participou para o saite Inspirarte.

Resumindo falarei de algumas ilustrações dela me baseando nos sentimentos que eles despertam em mim.

Na imagem logo abaixo vemos uma menina voando num avião de papel, vários pássaros estão ao seu redor acompanhando um voo que, se não for um voo dentro de outro, pelo menos sabemos que a arte é a representação do real e do plenamente possível.

Repare: um avião de papel representado no papel; uma menina, que sabemos que são de carne e osso, mas na arte o que parece sobressair  é o aspecto de um mundo interior, o mundo das ideias, sensações e associações de ideias com outras sensações, cores sons e que criam o fantástico na arte. A menina sem roupa pode representar a liberdade. Estar livre é estarmos nus de tudo que pode nos aprisionar.

learning to fly. watercolour + coloured pencil + paper Juliana Rabelo © 2017. All rights reserved.

Quem nunca se encantou, quando criança, com coisas de criança? O que seriam coisas de criança? Seriam as suas ideias e concepções de um mundo onde tudo é colorido, todos se amam e unicórnios vendem suas próprias boias de nadar em piscina. A da figura abaixo foi comprada pela Julia na loja Uni & Córnio por dois arco-iris (arco-iris é a moeda dos unicórnios) e é muito barato! Saibam que dois arco-iris são equivalentes a dez dólares ou trinta e três reais e vinte e oito centavos.

Aquarelinha para testar as tintas da Pestilento!

As vezes criamos um mundo só nosso e que somente nós sabemos onde fica. Você já se perguntou se realmente está no lugar certo?

e haja pulmão, e haja coragem. Juliana Rabelo © 2017. All rights reserved.

Nosso coração é uma selva tropical de beleza rara. A chave pra acessar esse lugar se adapta conforme ele se transforma com cada aprendizado que experimenta.

I recently watched The Secret Garden and I got completely inspired to do a fan art. :) Juliana Rabelo © 2017. All rights reserved.

As vezes … As vezes alguém vai e algo fica. Certas permanências doem tanto por parecerem desnecessárias. Mas são nos detalhes, que o nosso coração sabe guardar, onde moram nossos amores.

Pequena HQ que fiz em homenagem a minha amiga Jess. ♥ Juliana Rabelo © 2016. All rights reserved.

Pense que o próprio objeto já é meio caminho pra alcançar a inspiração total.

Cada ramificação esmaecida da aquarela, cada fio solto da trama do bordado, cada dor que guardamos parecem não fazer parte de nós como um texto bem escrito, mas com algumas ideias soltas.

Segundo Juliana Rabelo:

Tradição é costume, que é também algo que se faz repetidas vezes, como a linha que se finda e renasce no olho da agulha, sobe e desce no entrelaçado das fibras, revivendo cultura, honrando a memória de minha bisavó nas entrelinhas, fazendo nascer as linhas que ligam vidas passadas ao momento presente, as linhas que saltam aos olhos no tecido ou no papel.

A memória é seletiva porque guarda aquilo necessário e que nos faz bem. É uma parceria entre o que somos e o que devemos guardar pra sabermos quem somos.

De mãe pra filha e de avó pra neta a tradição é transmitida. Cada cor faz parte de uma família e essa família de cores encontramos no azul do céu, no vermelho do sangue e no verde das florestas. A paz poderia ser representada pela leveza fofa da nuvens … A natureza é a nossa mãe que cuida e nos castiga.

Mas por qual motivo usar a palavra esmaecida? Esmaecida não significa que somos fracos, de ideias rasas e desbotadas, mas que somos leves e fazemos parte de uma raiz forte que é a arvore da vida, vida que nossa mãe terra nos dá na forma de luz e a luz a mistura de todas as cores. Portanto, somos esmaecidos porque o que nos define é suave, colorido e fértil como a imaginação do maior artista de todos os tempos que é deus.

Sweet love.

Na ilustração a seguir, pensei na ideia de que até mesmo nossos medos também nos temem talvez por saberem que cedo ou tarde serão vencidos.

Sermos amados é tão bom. Ainda mais quando nos dão seus corações!

 

 

A arte numa palavra: amor.

 

 

A arte numa frase: eu represento o amor.

 

essa semana que passou foi muito pesada pra quem tá minimamente atento no Brasil. Aqui em Fortaleza, onde estão minhas raízes, o clima ainda está denso. Sigo me questionando como eu, simples artista, posso fazer minha parte pra transformar essa realidade em outra coisa melhor, mas essas perguntas não têm respostas rápidas. Em conversas com amigos e na terapia (façam terapia), surgem pequenas medidas que podemos tomar para juntarmos nossos caquinhos nesse primeiro momento: falar sobre isso e estar perto dos seus. Com meus passos miúdos de formiguinha, sigo tentando oferecer por aqui pequenas dosagens de sensibilidade e delicadeza, porque a gente nunca sabe a potência que pode ter um desenho pequenininho. Aqui está o meu, que é o coração aberto, inquieto, tentando falar. Sigamos em frente desenhando, colorindo, fazendo o nosso pouquinho. Em frente.

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Juliana Rabelo é ilustradora, tem 26 anos e mora em Fortaleza. Formada em Design de Moda pela Universidade Federal do Ceará, já fez trabalhos em parceria com a Maurício de Sousa Produções, Marisa, Editora Record e Faber-Castell. Atualmente, é professora de aquarela no Estúdio Daniel Brandão.

Ilustrações: Juliana Rabelo

Textos que acompanham as ilustrações: Blog Fanzine Marginal (Rômulo Pessanha)

Ramalhete de amores

Apresentarei hoje a ilustradora Irena Freitas. Ela é de Manaus e é formada em jornalismo e design gráfico e se formou recentemente no programa Master of Fine Arts na SCAD.

Toda beleza é encontrada naquilo que nos faz bem. Não importa de que jeito ou com qual roupa, o que nos faz bem está em nós.

A simplicidade, o silêncio, e a falta de excesso são essenciais hoje em dia.

Devemos saber que o menos é mais e agradecermos sempre o que temos e nunca chorar por aquilo que ainda não foi possível alcançar.

Na ilustração abaixo repare que apenas o vestido e os lábios estão coloridos. Creio eu que a menina na ilustração vai namorar.

Reparem na sombra dela no chão formando um coração.

Whenever I buy a new dress ✨

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A vida é simples. Simples como dizer sim. Em muitas situações um sim pode ser um gesto que pode salvar vidas, unir pessoas e diminuir a dor de muitas famílias. Lembremos que a vida é ação afirmativa de Deus; quem somos nós pra negá-la aos outros mesmo que possamos escolher entre o sim e o não … ?

Nalguns dias acordamos tão, mais tão cansadinhos que parece que só falta sermos enterrados.

Dormir num mundo cheio de informações faz com que muitas pessoas criem metas e expectativas que acabam consumindo suas energias.

Saibamos que toda a informação do mundo não vale a sensação de bem estar desde o momento em que acordamos até a hora em que vamos dormir.

Sempre devemos saber qual é o carregador de nossas energias e sempre que possível o levemos conosco.

Na ilustração a seguir, uma cena daqueles dias em que estamos tão cansados que parecemos mortos pro mundo. Reparem nos olhinhos piscando. Será cansaço mesmo, ou apenas preguiça?

 

Era uma vez uma jovem menina que saiu viajando através de seu livro e foi caminhando por florestas bonitas e cheia de fantasminhas sorridentes. Também viu um mago e seu gatinho rosa que voavam numa vassoura mágica e lindos pássaros conversavam e  havia também um dinossauro verde  que descansava em paz.

Depois de conhecer tantas coisas sua mãe a chamava pra voltar de dentro do livro, mas a menina não queria. Então sua mãe resolveu ir passear com ela. Por fim percebeu que o que estava feito estava feito e não tinha remédio; uma vez no mundo dos livros pra sempre viveremos neles. E assim foram, pra sempre, a mãe e a menina, dentro do livro aprendendo juntas muitas coisas.

Once upon a time …

 

Na ilustração seguinte, pelo nome Neville Longbotton, pesquisei no Google e vi rapidamente nas primeiras linhas que se trata de um personagem ficcional.

Nem sabemos os poderes que possuímos quando cultivamos sorrisos e amores.

Todos possuem uma habilidade que deve ser descoberta e aperfeiçoada.

Quando encontramos solo fértil pra nossa realização pessoal e sinal de que colheremos frutos de felicidade e alegria.

Neville Longbottom

 

Na próxima, vemos uma mulher realizando seu passatempo preferido que é ficar na internet.

Aliás, pra bom entendedor uma ilustração vale mais que muitas palavras.

A internet deve ser um passatempo e não um passar todo tempo diário. Usemos, mas sem exageros.

A few of the stills I did for Galeria Filmes campaign for @naturabrasil

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Pra terminar, uma ilustração que parece ser de uma personagem de Game of Thrones, que também não conheço, nunca assisti, apesar de ter já ouvido falar.

A personagem é a Sansa Stark, personagem que aparece em alguns livros de George R. R. Martin.

Não consegui identificar um contexto pra ilustração. Não sei dizer se a personagem está segurando uma fita ou um gato. Não sei porquê, he, he. Digamos que seja uma fita.

Ao fundo um castelo, o que podemos deduzir que a personagem é uma nobre? Enfim, pássaros e alguns bichos correm ao seu redor passando uma atmosfera de felicidade e paz enquanto, de olhos fechados, a nobre princesa parece suspirar e a sorrir …

As ilustrações de Irena Freitas são assim para mim, uma narrativa colorida.

Cada ilustração sua parece um buquê de cores.