As coisas não são como nunca poderiam ter sido

Essa é pra aquela pessoa que acabou de ler quinze livros em dez anos e se acha a pessoa mais inteligente do mundo.

A capacidade de designar, e calcular são faculdades humanas e sem elas o mundo existiria sem significação e, ainda assim, o mundo nos parece um mistério diário que renasce diariamente.

Ser e estar são capacidades humanas.

Abaixo deixo algumas perguntas que ainda não tem respostas:

Como funciona o cérebro humano?

Como sabemos que aprendemos?

Onde está localizada no cérebro a nossa individualidade?

O que faz com que muitas crianças que nasçam com várias habilidades cognitivas e aprendendo com facilidade?

Qual a causa das várias habilidades desenvolvidas em pessoas que sofreram diversos tipos diferentes de acidentes?

Pra seguir em frente vou falar um pouco da minha vida escolar. Nunca me considerei um gênio nem “cdf”, mas posso dizer que eu  era esforçado. Só depois de nos formarmos percebemos que em relação as disciplinas escolares, seja em escolas públicas ou particulares  parece (mesmo admitindo que o fenômeno é mais frequente em escolas públicas) que ao longo da vida deixamos várias lacunas por preencher.

Essas lacunas são as defasagens que vão se acumulando com o avanço das séries escolares e, crentes que estamos acumulando conhecimentos, estamos, na verdade, acumulando também defasagens ao longo das nossas vidas escolares.

Esse fato fica evidente quando chega a época do ENEM, dos vestibulares e concursos públicos em geral. Tudo nesse momento da vida dos alunos medianos parece difícil e trabalhoso. As redes sociais e um mundo de informações estão aí pra ajudar e atrapalhar também.

Essa é só uma ponta da montanha de gelo. Ainda falta ressaltar os aspectos humanos do aprendizado como as fases do desenvolvimento biológico e psicológico das crianças que vão aprendendo conceitos como amizade, amor, paixão, sexo e, claro, os hormônios da adolescência, que nada mais seriam do que a externalização materializada de nossos sentimentos na forma dos mais variados tipos de excessos cometidos pelos adolescentes.

Tudo pode se transformar em dúvida. Nas meninas, “porque os meninos gostam daquela garota? ” “O que está acontecendo com meu corpo que cismou de brotar cabelo em tudo quanto é lugar, nos meninos?

Mas, na reentrance de la contradance, pra resumir o assunto o fato é que nunca é demais repetir, refazer, revisitar as mesmas experiencias da vida como se fossem a primeira vez. O erro de muitos alunos pode ser o de achar que estudar uma única vez é suficiente pra obter notas boas na escola.

Toda matéria dada em aula, se ela for revisada em casa pelo aluno no dia em que ela foi dada pelo professor, o cérebro irá guardar com maior eficiência essa informação. Se passar de vinte quatro horas, a informação dada em aula se perderá ao longo dos dias, não se fixando na mente do aluno.

Quanto as experiencias da vida, posso dizer que não há um dia igual ao outro em nossas vidas quando estamos bem dispostos e felizes, porém pra muitos adolescentes a vida parece ser uma monotonia sem sentido nem lógica porque ainda estão se descobrindo como outros dentro de si, meninos e meninas que já guardam no corpo além da semente da vida, a alma da mulher e do homem de amanhã.

Se digo, por exemplo que me apaixonei por uma mulher e que beija-la todo dia pra mim é uma experiência totalmente diferente do dia anterior, é porque talvez eu não seja apaixonado por ela de uma vez por todas, mas que há algo nela que me faz sentir a paixão novamente e, por isso digo que estar apaixonado todos os dias pela mesma mulher é melhor do que ser.

Finalizando, deixo o texto do Kumon, que fala sobre alexandre, um menino que até os 6 anos de idade não lia nem escrevia e, aos 9 anos, é concluinte do Kumon de Matemática e Português e ainda escreveu um livro.

Com apenas 9 anos, Alexandre Garcia é aluno concluinte do Kumon de Português e Matemática e escreveu seu primeiro livro

Alexandre é concluinte de Matemática e Português.

Para nascer um pequeno escritor, o único caminho é a leitura. Aos 6 anos, Alexandre Garcia aprendeu a ler e escrever e, desde então, tem o hábito de ler livros todos os dias. Jovem autor, com rica bagagem e muita criatividade, escreveu seu primeiro livro, O segredo da mata, que conta sobre uma viagem emocionante ao folclore brasileiro e ao mundo da magia.

Dá para acreditar que até os 6 anos Alexandre não sabia ler nem escrever? Na época, sua mãe, Lúcia García, resolveu procurar ajuda, quando conheceu o método Kumon. “Apenas dois meses após iniciar o Kumon de Português, meu filho já conseguia ler sem dificuldades; muito feliz com seu resultado, resolvi matriculá-lo na disciplina de Matemática, e, em poucos meses, Alexandre passou a dominar contas de soma e subtração.

Como foi o desenvolvimento de Alexandre no Kumon?  

Alexandre se desenvolveu muito rápido, pois, por meio de um estudo individualizado, após dois anos estudando pelo Método, ele escreveu seu primeiro livro, O segredo da mata, e, com três anos de Kumon, concluiu as disciplinas de Português e Matemática.

Durante os três anos em que estudou as duas disciplinas, Alexandre leu diversos livros e teve a oportunidade de conhecer escritores conceituados, como Machado de Assis, Lima Barreto, Graciliano Ramos, Shakespeare, J. K. Rowling, entre outros.

O pequeno também se desenvolveu muito bem na disciplina de Matemática, e teve uma experiência incrível: estudar conteúdos além de sua série escolar. Você, pai, educador ou até mesmo aluno, deve estar se perguntando: “Será que é bom antecipar os estudos? Não é melhor aprender no tempo certo?”, e eu lhe devolvo: Existe tempo certo quando se trata de aprendizado? A resposta é depende, pois, como mencionado no início da matéria, no Kumon o estudo é individualizado, ou seja, o aluno vai chegar aonde quiser chegar e no tempo dele.

A mãe de Alexandre diz: “Meu filho não é gênio!”. Para ela, o diferencial foi o estímulo e treino diário. Quando Alexandre iniciou seus estudos no Kumon e não sabia ler, escrever nem fazer contas, foi possível fazer com que ele avançasse, e hoje o menino tem conhecimentos que só adquiriria na universidade, como equações, fatoração, derivadas, integrais e, por fim, equações diferenciais.

Link pra matéria completa: nasce um pequeno escritor.

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Nadar com outra força

Vencer desafios, superar medos, ou apenas desabafar com palavras as ideias que querem sair pra fora. Seja qual for o motivo que te inspira, use com intensidade máxima.

Hoje o blogue Fanzine Marginal completa 1 ano. Aqui coloco as imagens como forma de soltar as minhas ideias. Talvez a maioria nem ligue pro que eu escreva e só olhem rapidamente as imagens, mas ainda assim eu me jogo.

Há quem me chame (eu, o autor do blogue) de Franzine, e aqueles que fazem maravilhosas resenhas em seus blogues, só  não posso falar muito dos que acompanham o blogue por falta de comentários por aqui. Enfim, aqui falo do que gosto e falo do que eu quiser.

Muito obrigado a todos que curtem o Fanzine Marginal. Aqui o lema é “onde há regras, devemos recriá-las e fazermos as devidas alterações”. Por exemplo, A Constituição brasileira é um conto de fadas e o livro que conta a história de Pinóquio poderia ter se baseado na vida real por narrar a fabula da vida política brasileira.

***

Se presenteie. Crie mecanismos pra presentear sua produtividade. Isso pode te tornar mais produtivo e independente.

 

Nós somos luz. Devemos brilhar com as nossas ideias.

Somos um templo sagrado feito por amor. Enquanto muitos dizem morrer de amor, em outras regiões umbralinas, onde muitos gritam durante o período que estão na erraticidade, “pelo amor de deus, eu quero nascer”.

Ainda vivemos num mundo que só valoriza a competição por não percebermos que todos são vitoriosos.

Devemos nadar com força, mas com outra corrente, a do amor. Cada elo faz parte dessa correnteza. Devemos nadar contra a força pra alcançarmos o seu lado humano. Sem Guerra nas Estrelas ou Mágico de Oz, o importante é que o homem de lata saiba que o robô faz parte de um mesmo sonho, de uma mesma hipótese, que é a de tornar um mundo possível segundo uma narrativa.

Entre aquarelas, muitos gizes de cera, giz de sonhos e grafites de amor, de mina infinita, tento escrever o que não consigo tornar imagem. Seja um pensamento de Virginia Woolf, Clarice Lispector, Luiz de Camões, Castro Alves, Platão, Sócrates e muitos outros que possuem a ideia de Literatura com L maiúscula,  que é também o L da Liberdade, que rima com felicidade, que me faz querer citar Spinoza e Izaac Newton, assim, o que pretendo é criar um novo material pra dizer o indizível e, pra isso é preciso certa dose de sensibilidade e nervos de aço.

Até brinco pensando em aconselhar as pessoas a não fazerem o que faço é só pra profissionais, eu diria. Mas me perguntariam “e a liberdade de expressão, Rômulo?” Eu responderia: ora,  ela é tão livre que ainda não encontrou idioma mais eficaz do que a imagem; igual a ela só a matemática, a música e o amor.

Ouvir Estrelas

“Ora (direis) ouvir estrelas! Certo,
Perdeste o senso!” E eu vos direi, no entanto,
Que, para ouvi-las, muitas vezes desperto
E abro as janelas, pálido de espanto…

E conversamos toda a noite,
enquanto a Via-Láctea, como um pálio aberto,
Cintila. E, ao vir do sol, saudoso e em pranto,
Inda as procuro pelo céu deserto.

Direis agora: “Tresloucado amigo!
Que conversas com elas? Que sentido
Tem o que dizem, quando estão contigo? ”

E eu vos direi: “Amai para entendê-las!
Pois só quem ama pode ter ouvido
Capaz de ouvir e e de entender estrelas”.

 Poema de Olavo Bilac.
Pra mim a imagem fala, entoa sublimes cânticos e paira ante o caos reordenando-o e ampliando aspectos e emoções que ainda nem conhecemos.
Permita que pensamentos novos aconteçam.
Reserve um tempo pra refletir e multiplicar-se.
Viva as suas ideias e anote-as.
Lembre-se que a maré da vida sempre traz aquilo que você fez ou que você ainda faz.
Um ano de muita arte, reflexões e bons sentimentos a todos!
Capturar

A trama esmaecida da memória

A ilustradora Juliana Rabelo é uma das minhas ilustradoras preferidas e hoje vou falar com minhas palavras, de acordo com cada figura usada na entrevista que ela participou para o saite Inspirarte.

Resumindo falarei de algumas ilustrações dela me baseando nos sentimentos que eles despertam em mim.

Na imagem logo abaixo vemos uma menina voando num avião de papel, vários pássaros estão ao seu redor acompanhando um voo que, se não for um voo dentro de outro, pelo menos sabemos que a arte é a representação do real e do plenamente possível.

Repare: um avião de papel representado no papel; uma menina, que sabemos que são de carne e osso, mas na arte o que parece sobressair  é o aspecto de um mundo interior, o mundo das ideias, sensações e associações de ideias com outras sensações, cores sons e que criam o fantástico na arte. A menina sem roupa pode representar a liberdade. Estar livre é estarmos nus de tudo que pode nos aprisionar.

learning to fly. watercolour + coloured pencil + paper Juliana Rabelo © 2017. All rights reserved.

Quem nunca se encantou, quando criança, com coisas de criança? O que seriam coisas de criança? Seriam as suas ideias e concepções de um mundo onde tudo é colorido, todos se amam e unicórnios vendem suas próprias boias de nadar em piscina. A da figura abaixo foi comprada pela Julia na loja Uni & Córnio por dois arco-iris (arco-iris é a moeda dos unicórnios) e é muito barato! Saibam que dois arco-iris são equivalentes a dez dólares ou trinta e três reais e vinte e oito centavos.

Aquarelinha para testar as tintas da Pestilento!

As vezes criamos um mundo só nosso e que somente nós sabemos onde fica. Você já se perguntou se realmente está no lugar certo?

e haja pulmão, e haja coragem. Juliana Rabelo © 2017. All rights reserved.

Nosso coração é uma selva tropical de beleza rara. A chave pra acessar esse lugar se adapta conforme ele se transforma com cada aprendizado que experimenta.

I recently watched The Secret Garden and I got completely inspired to do a fan art. :) Juliana Rabelo © 2017. All rights reserved.

As vezes … As vezes alguém vai e algo fica. Certas permanências doem tanto por parecerem desnecessárias. Mas são nos detalhes, que o nosso coração sabe guardar, onde moram nossos amores.

Pequena HQ que fiz em homenagem a minha amiga Jess. ♥ Juliana Rabelo © 2016. All rights reserved.

Pense que o próprio objeto já é meio caminho pra alcançar a inspiração total.

Cada ramificação esmaecida da aquarela, cada fio solto da trama do bordado, cada dor que guardamos parecem não fazer parte de nós como um texto bem escrito, mas com algumas ideias soltas.

Segundo Juliana Rabelo:

Tradição é costume, que é também algo que se faz repetidas vezes, como a linha que se finda e renasce no olho da agulha, sobe e desce no entrelaçado das fibras, revivendo cultura, honrando a memória de minha bisavó nas entrelinhas, fazendo nascer as linhas que ligam vidas passadas ao momento presente, as linhas que saltam aos olhos no tecido ou no papel.

A memória é seletiva porque guarda aquilo necessário e que nos faz bem. É uma parceria entre o que somos e o que devemos guardar pra sabermos quem somos.

De mãe pra filha e de avó pra neta a tradição é transmitida. Cada cor faz parte de uma família e essa família de cores encontramos no azul do céu, no vermelho do sangue e no verde das florestas. A paz poderia ser representada pela leveza fofa da nuvens … A natureza é a nossa mãe que cuida e nos castiga.

Mas por qual motivo usar a palavra esmaecida? Esmaecida não significa que somos fracos, de ideias rasas e desbotadas, mas que somos leves e fazemos parte de uma raiz forte que é a arvore da vida, vida que nossa mãe terra nos dá na forma de luz e a luz a mistura de todas as cores. Portanto, somos esmaecidos porque o que nos define é suave, colorido e fértil como a imaginação do maior artista de todos os tempos que é deus.

Sweet love.

Na ilustração a seguir, pensei na ideia de que até mesmo nossos medos também nos temem talvez por saberem que cedo ou tarde serão vencidos.

Sermos amados é tão bom. Ainda mais quando nos dão seus corações!

 

 

A arte numa palavra: amor.

 

 

A arte numa frase: eu represento o amor.

 

essa semana que passou foi muito pesada pra quem tá minimamente atento no Brasil. Aqui em Fortaleza, onde estão minhas raízes, o clima ainda está denso. Sigo me questionando como eu, simples artista, posso fazer minha parte pra transformar essa realidade em outra coisa melhor, mas essas perguntas não têm respostas rápidas. Em conversas com amigos e na terapia (façam terapia), surgem pequenas medidas que podemos tomar para juntarmos nossos caquinhos nesse primeiro momento: falar sobre isso e estar perto dos seus. Com meus passos miúdos de formiguinha, sigo tentando oferecer por aqui pequenas dosagens de sensibilidade e delicadeza, porque a gente nunca sabe a potência que pode ter um desenho pequenininho. Aqui está o meu, que é o coração aberto, inquieto, tentando falar. Sigamos em frente desenhando, colorindo, fazendo o nosso pouquinho. Em frente.

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Juliana Rabelo é ilustradora, tem 26 anos e mora em Fortaleza. Formada em Design de Moda pela Universidade Federal do Ceará, já fez trabalhos em parceria com a Maurício de Sousa Produções, Marisa, Editora Record e Faber-Castell. Atualmente, é professora de aquarela no Estúdio Daniel Brandão.

Ilustrações: Juliana Rabelo

Textos que acompanham as ilustrações: Blog Fanzine Marginal (Rômulo Pessanha)

As indefiníveis certezas

Queria explicar-me aos homens primeiramente. Na verdade é melhor  que nos expliquemos a nós mesmos para que assim saibamos que a verdade está conosco. Dizer-nos e explicar-nos e tarefa difícil. Só nós sabemos o que somos e darmos satisfação de nós, sobre nós e algo tão impossível quanto querer abrir uma janela o olhar o futuro, depois-fechá-la e nos retirarmos para o conforto de um mundo fechado e dizer na paz de um silencio aterradoramente solitário: ele, o futuro está lá, me esperando.

Queria explicar-me com facilidade. Com aquela facilidade que como as coisas são. Ainda nem decifrei-me e ainda tento, ainda tentamos, todos nós, decifrar-nos. Dizer a verdade do papel do personagem da vida real é tão difícil. Apenas sei sou, sabemos que apenas somos. Sou como os outros? Somos os outros? Somos como os outros? Somos como os outros dos outros?

Com que palavras poderíamos dizer-nos com verdade quem somos? Quais palavras definiriam o que somos? Será melhor nem definir? Indefinir, talvez seja bom? Assim, conosco estaria  em nós a busca por ser, essa sim seria uma definição não limitante.

Como círculos num espelho d’água

Hoje falarei de um assunto que ainda não parece ser levado muito a serio. O tema centros de energia no corpo humano pode ter seu fundo de verdade pra alguns e pra outros pode se tratar apenas de pura fantasia resultante de uma imaginação muitíssimo fértil. E voces o que acham? é verdade? Não é? Comente e diga a sua opinião!

Falei neste post sobre como as coisas no mundo parecem sempre tender para as formas circulares. O nosso sistema sanguíneo por exemplo, percorre todo nosso corpo levando e trazendo o sangue com seus nutrientes e sempre está em constante movimento e renovação. Talvez por isso se chame também de sistema circulatório que à maneira de um círculo esticado seria a prova de que tudo na natureza percorre circularmente caminhos que se exprimem fisicamente em ciclos.

Muito já devem ter ouvido da expressão “tal pai, tal filho” e também aí não é diferente a história. Como um pai ou uma mãe eram quando jovens os filhos tenderiam a ser como seus pais foram. Há aqueles pais e mães que veem seus filhos de uma forma quase incompreensível e nem sabem o porquê de seus filhos serem tão diferentes dos pais. Lembremos que o nosso DNA possui uma forma de espiral.

Li em algum lugar que em nós habita certos centros de energia denominados Chakras que por sua vez significaria “roda”, “giro”, ou “círculo”. São conhecidos popularmente algo em torno de sete desses centros energéticos no corpo humano, mas já vi também em outras fontes que na verdade o números de centros energéticos no corpo humano pode chegar a  mais ou menos oitenta mil centros de energia com cores e finalidades diferentes no nosso corpo.

Nem mencionei a aura e as formas-pensamento que nos levariam a estender esse assunto num outro nível de entendimento. Em todo caso, tudo que acontece fisicamente com nosso corpo pode ter origem nas manias, ou imagens mentais que criamos e grudam na nossa aura transmitindo para o Sistema Nervoso Central e acarretando o surgimento dos mais variados sintomas de doenças psíquicas e físicas, porque tudo começa, como já falei anteriormente em outro post, no pensamento.

O pensamento doentio e o vicioso acaba produzindo uma espécie de miasma que tomaria a forma de pequenos insetos ou pequenas massas de nuvem de matéria deletéria que sugaria a energia vital da pessoa cansando-a até o esgotamento moral e espiritual. Por esse motivo muitas pessoas aparentemente bem fisicamente se sentem como se estivessem cansadas e as causas desse cansaço não é nada mais do que pensamentos carregados que acabam por sobrecarregar a própria pessoa.

Mudando de assunto, pode acontecer de não nos reconhecermos nas nossas próprias obras. Se fazemos uma obra de arte poderemos nos encontrar nela? E se fizermos a guerra também aí nos acharemos? Também nas relações sociais tudo parece ser um ciclo: recebemos o que damos e, tudo o que somos, devemos aos que indireta ou diretamente ajudaram a nos formar enquanto seres sociais.

Assim, como círculos que se formam num espelho d’água causada pelo impacto de uma pedra, por exemplo, somos nós a estender nosso campo de ação e influência conforme pensemos de acordo com tal ou qual maneira.

 

No começo era o choro …

Cuidar é uma coisa difícil. Parece difícil porque para aqueles que desejaram ser papais ou mamães a impressão que dá é que tudo parece difícil. Isso pode acontecer por causa da ideia enraizada de que adultos sabem tudo, mas não é bem assim que as coisas se dão na vida.

Por mais adultos e amadurecidos que as pessoas possam ser ou se tornarem, a vida mostra que sempre temos algo a aprender com o outro, porque o outro, e só ele, possui os meios de poder proporcionar a nós determinado aprendizado específico.

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Cuidar de crianças seja ela um filho biológico, ou não, é uma experiência única e faz com que o adulto com o passar do tempo só possa aprender a cuidar de um filho tendo um. Ter um filho pode ser um caminho que nos leva a entendermos que as crianças nos ensinam que coisinhas pequeninas têm vida própria e muita vez não podemos entender os sentidos de suas linguagens, eles, porém, conforme crescem também percebem que o mundo não é um conto de fraudas, digo, fadas.

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Como todos sabem que cuidar de crianças é um trabalho manual, artesanal e sempre é preciso muita sensibilidade nas mãos dos artistas que precisam cuidar da casa ou sair para prover o melhor material para o desenvolvimento de seus futuros artistas, que nem sabem o que é arte e já fazem com maestria a arte digna do mais louco e bagunçado ateliê.

GarotaSaia-Cinza

Então os pais percebem que os seus filhos possuem fases, não como as da lua, mas talvez como a das flores. Crianças já nascem florindo o mundo e, enraizadas no seio familiar, um dia alguém achará uma de nossas flores e irá querer arrancá-la de nós. Um dia os pais precisam saber deixar seus filhos irem, pois ser pai é saber que nossos filhos são para o mundo e não somente nossos. Eles criarão asas como flores aladas e semearão outros caminhos e seguirão um dia suas próprias vidas.

Falei acima das fases, a adolescência, por exemplo, o que fazer com ela? Talvez seja numa dessas fases que os pais se sintam padecendo no paraíso, apesar de saber que o cardápio para padecimento de pais é enorme e ninguém iria ou irá querer estar na pele deste ou daquele pai ou mãe. Cada um recebe da vida aquilo que ela dá. Não se deve pensar nos filhos como castigos, mas como aquilo que foi possível ter. O mesmo se dá do ponto de vista de quem é filho.

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Para um jovem as vezes as coisas, o mundo, as regras não parecem fazer sentido e justamente por volta dessa época os hormônios atacam impiedosamente. É um dos momentos da vida que mais carecem de atenção. Jovens assim parecem funcionar como pequenas tempestades ambulantes num dia ensolarado. A conversa, sempre ela, deve ser usada como fonte paciente e refrescante num mundo cheio de incertezas e solidões. Nem tudo no mundo de hoje é solidão, porquanto ela pode inclusive ser percebida nas mais tumultuadas multidões. A solidão pode ser um momento de diálogo interior onde devemos fazer com que nos sintamos parte da natureza como plantas com raízes numa comunidade cultural.

Devemos nos lembrar de quem nem tudo possui seu lado ruim. Veja por exemplo os remédios amargos, tão eficientes quanto mais amargo é o seu sabor. Solidão não é ruim. É a vida solicitando a alma do jovem a refletir antes de errar. Sempre é possível aprendermos com o pensamento e não com a prática, pois pessoas não são experimentos científicos e operam num outro campo de gravidade diferente do de Galileu Galilei.

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Enfim, o relógio do mundo na verdade nem existe. Se existe, num certo momento todos percebem que se lê histórias para colocar os filhos para dormir e, depois percebem que eles não dormem mais porque querem continuar acordados lendo.

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Esse nosso mundo é mesmo uma fábula, não é mesmo?

As ilustrações são de Sabrina Eras, ilustradora do interior de São Paulo.

A realidade é uma miragem?

Quando estava num ônibus indo pra faculdade ainda era o fim da madrugada e estava amanhecendo lentamente, aconteceu algo interessante comigo.

Numa curva da serra Grajaú-Jacarepaguá, quando os faróis do ônibus iluminaram pequeno trecho entre o acostamento e o morro, não havia nada e nem ninguém ali. Pouco antes do ônibus chegar no local pensei ter visto ali umas três ou quatro pessoas de pé como é de costume quando algum veículo dá defeito e esperam por outra condução.

***

Isso me faz pensar que preciso terminar de ler Dom Quixote! Comecei a ler muito tempo atrás e nunca terminei. É um livro fantástico!

Algo que nunca tinha reparado é como Miguel de Cervantes e Salvador Dalí são correspondentes um para o outro. Um, na escrita e o outro, nos seus desenhos e pinturas.

Abaixo ilustrações da edição de 1946 “Don Quixote” de Cervantes, ilustrações de Salvador Dalí. New York: Modern Library. Uma combinação de desenhos e aquarelas:

Salvador Dali, Don Quixote de la Mancha – the Illustrated Modern Library (1946)

Salvador Dali, Don Quixote de la Mancha – the Illustrated Modern Library (1946)

Salvador Dali, Don Quixote de la Mancha – the Illustrated Modern Library (1946)

Salvador Dali, Don Quixote de la Mancha – the Illustrated Modern Library (1946)

Salvador Dali, Don Quixote de la Mancha – the Illustrated Modern Library (1946)

Fonte das imagens: Revista Prosa, Verso e Arte

E pra terminar o post de hoje, deixo o vídeo do canal Você Sabia?, até o próximo post galera, um abraço a todos e muito obrigado!