A liberdade é feminina, a prisão também

Certas formas de liberdade são tão vazias e acomodam muito mais gente do que as mais lotadas prisões.

Saibamos que é na solidão que a liberdade começa. Respeitemos, pois, esse momento solitário tão necessário a todos pra que prestemos mais atenção ao próximo, não somente a nós mesmos.

Dando-nos o nosso devido valor damos também aos que nos são próximos oportunidade de também apreciarem o que há de bom em nós.

Nossa felicidade não deve ser compartilhada como se fosse espetáculo gratuito.

Rômulo Pessanha, o cara que escreve aqui no blog Fanzine Marginal. (04/02/2018, Rio de Janeiro, Rj, Brasil)

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A seguir deixo um post publicado no meu antigo blog em outubro de 2015.

Pre-classical tatoo, 25/10/2015.

Hoy falarei sobre Liz Clements, uma ilustradora freelance de Londres, que segundo ela, sua inspiração é uma mistura do estilo Pré-Rafael, rafaelino, ou rafaélico, (acredito ser uma referência ao pintor italiano Rafael), com elementos de tatuagem, imagens da mulher clássica e também de influência de elementos da Disney, como traços e linhas arredondados, por exemplo.
Na minha opinião, sempre que observo as suas ilustrações, me passa a impressão de um certo aspecto de esboço, principalmente pelos círculos insistentes nos rostos em várias figuras:

liz clemenz 1

A artista sempre coloca pequenas figuras como elementos de segundo plano em volta dos desenhos maiores como corações, dentes, espadas e diamantes que certamente são caracteres típicos que se usam em tatoos. O corpo feminino funcionaria para a artista como uma tela.

É claro, não posso esquecer as figuras femininas, especificamente as asiáticas, que adoro:

liz 2

Essa figura acima por exemplo, possui uma característica que não surge em tatuagens comuns como o pincelamento ou as manchas esparsas que lembram mais uma pintura do que uma ilustração, mas claro que uma técnica pode ser usada em outra. Ainda observo um quase aquarelamento que poderia dar uma melhorada nessa ilustração, adoro aquarelas, mas essa figura é linda mesmo assim, mais um pouquinho e só faltaria falar de tão quase perfeita.

liz 3

Algumas figuras surgem frequentemente nas ‘ilus’ de Liz, como âncoras, naipes de baralho, animais como tigres ou ursos, corações e caveiras, que são também referências do mundo tatoo e me pegunto por que as pessoas gostam de tatuagens e por que gostam frequentemente de certos tipos de figuras ou símbolos. A minha curiosidade é porque as pessoas buscam imagem para marcarem seus corpos? Algo que povos primitivos como os índios, por exemplo, também fazem, mas com significado de ritual de passagem ou religioso.

liz 4

As figuras femininas, clássicas ou não, e o moderno surge mna atitude feminina do olhar, um tipo de olhar de mulher que se afirma como independente e senhora de si tanto pelas poses ou posturas em que são representadas. Mas ainda assim, melhor do que falar do pirulito, ou do sorvete, é bom saber que, ‘printado’ nessas figuras femininas, existe o resquício de infância nos doces, por exemplo, apontando ainda para importância da criança-mulher, traços de menina, ora mulher desafiadora, ora atuante e engajada na sua forma de se expressar com as tatoos em seu body. O elemento da moda para as mulheres deve ser não o mercado de consumo, mas o que lhes dê personalidade, feminilidade e atitude, penso eu.

liz 5

A beleza da mulher para nós homens é um veneno poderoso.

liz 6

A Frida é uma mulher diferente pra mim. Não conheço muito a sua história, mas quando olho para a figura dela me vem logo a imagem de Monteiro Lobato, ou então a da Bela Gil, filha de Gilberto Gil, ou ainda, daquele filho do Chico Anysio de quem não me recordo o nome agora e que faz o papel de “Seu boneco”, na Escolinha do Professor Raimundo.

Uma coisa que notei de interessante é que a ilustration de Liz, da Frida, casa, combina perfeitamente com os traços da ilustradora. Prova disso é o fato de seu rosto aparecer praticamente limpo em termos de figuras na pele. Repare que os círculos frequentes em torno da face não aparecem nessa figura. Frida veio ao mundo como a própria representação artística, basta apenas a sua forma figurativa em qualquer meio, seja na tatuagem, seja na pintura ou na ilustração.

E para terminar, uma ilustração que gosto muito que é a da Matrioshka, um elemento que creio ser da cultura russa, e ao contrário de tirar várias miniaturas delas de uma de dentro da outra, em uma só temos vários pequenos símbolos como os que já citei anteriormente, além das âncoras, corações e palavras.

liz 7

Abaixo,a frase em inglês diz “ninguém se compara a você”. Na verdade, creio que pelo fato de que todos são diferentes isso seria o ponto de semelhança e igualdade entre todos. A mensagem aqui seria a de que nunca devemos nos sentir sozinhos, mas livres como os cabelos da figura feminina: seria ela a representação da liberdade?

O que gostei muito na imagem abaixo foi dos detalhes e o trabalho pra representar os cabelos.

Aqui podemos observar uma figura feminina em pose, o detalhe dos olhos parece uma fotografia real que talvez tivesse passado por um filtro em preto e branco.

Para terminar, mais uma imagem feminina com detalhe dos cabelos trabalhados num laço, e, logo acima, um pássaro dando a ideia de que os cabelos servem também de moradia para liberdade da expressão da beleza da mulher; “so cute”.

https://instagram.com/p/28Sau6wsOQ/

 

 

 

 

 

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Viajando na História

Se você gosta de viajar e aprender simultaneamente então você veio ao post certo!

Débora Aladim é estuda História na UFMG e no vídeo ela mostra como podemos aprender tanto numa viagem sem, no entanto, “viajar” muito.

Em sem canal no YouTube ela diz que ao ter feito uns resumos para seus amigos ela acabou atingindo muito mais gente. E a História não é isso?  Partindo de fragmentos, ruínas e séculos de poeira tentamos recriar alguns momentos do passado com textos que funcionariam como flashs, ou lampejos de pequenas cenas de fatos históricos.

Zen

O que poderei dizer no exato momento em que finalmente saberei tudo? Os inteligentes julgam os loucos, loucos, e, os loucos pensam que os inteligentes são os tiranos que os aprisionam. Ser louco é ter inteligência suficiente pra saber que ser inteligente é burrice. Como sempre deve suceder, abençoados os que nada sabem porque deles será o mundo sem véus.

Queria experimentar o sabor de uma vela aromática de baunilha. Queria que esse sabor fosse a minha paixão se espalhando pelo ambiente. Pois eu sou: chama; sou a chama que vive. Brilho que ilumina e deseja dar o melhor de si, o melhor de seu aroma, o melhor do seu sabor, o melhor de sua essência, enfim.

Sê como a luz, mas nunca esqueça de você quando ela não está em ti. Muito tempo atrás uma estrela surgiu. Ainda vemos sua luz, em pesar por um lado ela não existir mais, sua luz ainda chega até nós e segue adiante, por outro.

Penso no sorriso daqueles que se foram e ainda emitem suas luzes em mim.

Eu sou rio

Eu sou o que sou e pronto. Eu sou o que sorrio. Sou o que só ri. Sou o que sou e pronto. Atestado isso em mim, também constato que posso ser outros, mas que também os outros só podem ser os outros. Então, eles mesmos sendo eles mesmos, só poderão ao longo de suas estranhas vidas serem estranhos e alheios para minha maneira de ser, que muda sempre, e reciprocamente assim se dá tão módico fato.

Presto atenção nas árvores, nas montanhas, em como nosso pensamento esbarra em querer pintar telas com a tinta que carregamos dentro de nós em determinado momento de nossas vidas. Que sou eu se não eu mesmo? Tantas pessoas passam e o sol é ainda o mesmo. Ainda não inventaram outros sois.

Quero sorrir, mas o que sou não permite. Aquela frase de felicidade quero que lha deis a quem merece. A paz, a poesia, desejo que as rasgue e comece a guerra: para com tudo isso faça uma bola de papel e jogue no lixo. A guerra é presente e a paz não é reciclável. A poesia corre no meu sangue, pois a vida é sempre da cor de arrebóis.

Eu sorrio
sou rio
só rio

com você quero
rir do que sou
teu riso espero

sou o rio
mas em você navego
eres meu porto

seguro cais
caminho puro
de imensa paz.

Elevação

Como podemos mostrar com o nosso corpo as coisas que nós admiramos? Tatuando. Pode ser que o que está na pele reflete a alma da pessoa tatuada. As pessoas tatuam aquilo que as eleva.

Se tenho um coração, uma estrela, uma nuvem, um nome, uma frase, enfim, tatuar como quem deseja sentir perene em sua pele o símbolo daquilo que a imagem representa. O corpo seria uma tela em branco na qual colocamos aquilo que acreditamos nos representar na forma de símbolos.

Nunca, em pesar os símbolos que elevam, lindos, nosso corpo é a marca  mundo com que  mundo nos marcou.

A chuva cai mansa lá fora E torrente lava-gente A gente e o imanente dentro da gente O impermanente; o permanente dos cabelos – tentáculos em todas as direções Fã obsoleto Raio que corta e mata E chuva mansa na mata A fruta que brota no meu quintal O hóspede , o visitante que a come, que cospe , que afaga e que arranca O perto, e de tanto medo do perto; o longe Ou tão tão longe de tão perto Cabaça canoa , taça que leva essa água corrente é o meu corpo Pedra dura e lisa, gosta de ser alisada Pedra-dor , predador de mim mesma Garganta profana e profunda Quer lamber todos os potes até chegar ao néctar… Eu , como uma uva -passa , serei eroticamente lambida dos pés à cabeça Um sopro tesão dessa criação! #poema #livro #poesia #amo

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Instantâneo

Que a todo momento fique registrado apenas o que for bom. Desejo profundamente que as pessoas saibam ler. Quero que entendam que quando digo instantâneo quero dizer que se deve registrar o momento. Sejam palavras, imagens, sons, vamos deixar registrado na memória como num instantâneo, as nossas melhores recordações, nossos melhores auto-retratos.

O dia é instantâneo, simplesmente acontece. Da mesma forma nós também simplesmente acontecemos, mas não sabemos o nos deu ou causou em nós o impulso de acontecer.

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Hoje deixo, a seguir, a playlist de Janeiro de 2018, a última, pois ninguém comenta em pesar curtirem alguns, outros nem estão aí pro que digo ou até tentam copiar e colar, mas se isso sucede, não conseguem falar por si mesmos, nem por mim. Dizem por aí que muitos textos são atribuídos à escritores famosos, mas sem comprovação. Mesmo que Camões esteja escrevendo até hoje, Chopin esteja compondo ou qualquer outro famoso de qualquer área em que se tenha destacado, quero dizer que aquele que deseja criar algo destaque antes a si mesmo.

Deixo, enfim, ao final, um vídeo com a música heart is a melody of time de Pharoah Sanders, que não encontrei no Spotfy.

 

Onde estamos no mundo?

Me lembro de sempre estar no deserto quando vou pra qualquer lugar aqui no Rio de Janeiro. Cada pessoa parece ser um grão de areia e uma multidão uma duna. Nunca fui pro deserto, pois parece que ele está em cada um de nós. Penso que na verdade nem é preciso irmos para estarmos em algum lugar. As vezes podemos estar no coração de alguém e talvez nem nos demos conta disso. Outras vezes outras pessoas podem estar querendo estar em nosso coração para talvez um passeio turístico permanente.

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A minha primeira coleção de gibis começou com um do Tio Patinhas. Tive muitos gibis: Pato Donald, Mickey, Zara, Zé Carioca, Ford, Fantasma, Calças Jeans Surrada De Tanto Usar, Coração Partido, Eu, Solidão, Vazio Existencial, O Menino Maluquinho, Literatura Comentada sobre Castro Alves, Carlos Drummond de Andrade, Fernando Sabino, e Monteiro Lobato, Almanaque Da Turma Da Mônica, Capitão América, Urtigão, Recruta Zero, Certas Revistas, Outras Coisas & Muito Mais e Cia.

Enfim, até hoje sem grandes amores, mas somente aquelas paixões de rua momentaneas que duram alguns segundos ou minutos ou até o momento em que a pessoa desce do ônibus e da sua vida. Outras sempre entram nesse coletivo da vida diária … Pegamos-lo sem saber pra onde ir ou pra onde vai? Não parece que nos é dado a opção de perguntarmos ao motorista. Essa última frase poderia ser uma letra de música? De que cantora (pensei em cantora)? Acho que da Ana Carolina, certamente.

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Hoje deixo um vídeo da Dani Noce que mostra um pouco Route 66. Abaixo deixo um mapa e o vídeo em seguida.