A trama esmaecida da memória

A ilustradora Juliana Rabelo é uma das minhas ilustradoras preferidas e hoje vou falar com minhas palavras, de acordo com cada figura usada na entrevista que ela participou para o saite Inspirarte.

Resumindo falarei de algumas ilustrações dela me baseando nos sentimentos que eles despertam em mim.

Na imagem logo abaixo vemos uma menina voando num avião de papel, vários pássaros estão ao seu redor acompanhando um voo que, se não for um voo dentro de outro, pelo menos sabemos que a arte é a representação do real e do plenamente possível.

Repare: um avião de papel representado no papel; uma menina, que sabemos que são de carne e osso, mas na arte o que parece sobressair  é o aspecto de um mundo interior, o mundo das ideias, sensações e associações de ideias com outras sensações, cores sons e que criam o fantástico na arte. A menina sem roupa pode representar a liberdade. Estar livre é estarmos nus de tudo que pode nos aprisionar.

learning to fly. watercolour + coloured pencil + paper Juliana Rabelo © 2017. All rights reserved.

Quem nunca se encantou, quando criança, com coisas de criança? O que seriam coisas de criança? Seriam as suas ideias e concepções de um mundo onde tudo é colorido, todos se amam e unicórnios vendem suas próprias boias de nadar em piscina. A da figura abaixo foi comprada pela Julia na loja Uni & Córnio por dois arco-iris (arco-iris é a moeda dos unicórnios) e é muito barato! Saibam que dois arco-iris são equivalentes a dez dólares ou trinta e três reais e vinte e oito centavos.

Aquarelinha para testar as tintas da Pestilento!

As vezes criamos um mundo só nosso e que somente nós sabemos onde fica. Você já se perguntou se realmente está no lugar certo?

e haja pulmão, e haja coragem. Juliana Rabelo © 2017. All rights reserved.

Nosso coração é uma selva tropical de beleza rara. A chave pra acessar esse lugar se adapta conforme ele se transforma com cada aprendizado que experimenta.

I recently watched The Secret Garden and I got completely inspired to do a fan art. :) Juliana Rabelo © 2017. All rights reserved.

As vezes … As vezes alguém vai e algo fica. Certas permanências doem tanto por parecerem desnecessárias. Mas são nos detalhes, que o nosso coração sabe guardar, onde moram nossos amores.

Pequena HQ que fiz em homenagem a minha amiga Jess. ♥ Juliana Rabelo © 2016. All rights reserved.

Pense que o próprio objeto já é meio caminho pra alcançar a inspiração total.

Cada ramificação esmaecida da aquarela, cada fio solto da trama do bordado, cada dor que guardamos parecem não fazer parte de nós como um texto bem escrito, mas com algumas ideias soltas.

Segundo Juliana Rabelo:

Tradição é costume, que é também algo que se faz repetidas vezes, como a linha que se finda e renasce no olho da agulha, sobe e desce no entrelaçado das fibras, revivendo cultura, honrando a memória de minha bisavó nas entrelinhas, fazendo nascer as linhas que ligam vidas passadas ao momento presente, as linhas que saltam aos olhos no tecido ou no papel.

A memória é seletiva porque guarda aquilo necessário e que nos faz bem. É uma parceria entre o que somos e o que devemos guardar pra sabermos quem somos.

De mãe pra filha e de avó pra neta a tradição é transmitida. Cada cor faz parte de uma família e essa família de cores encontramos no azul do céu, no vermelho do sangue e no verde das florestas. A paz poderia ser representada pela leveza fofa da nuvens … A natureza é a nossa mãe que cuida e nos castiga.

Mas por qual motivo usar a palavra esmaecida? Esmaecida não significa que somos fracos, de ideias rasas e desbotadas, mas que somos leves e fazemos parte de uma raiz forte que é a arvore da vida, vida que nossa mãe terra nos dá na forma de luz e a luz a mistura de todas as cores. Portanto, somos esmaecidos porque o que nos define é suave, colorido e fértil como a imaginação do maior artista de todos os tempos que é deus.

Sweet love.

Na ilustração a seguir, pensei na ideia de que até mesmo nossos medos também nos temem talvez por saberem que cedo ou tarde serão vencidos.

Sermos amados é tão bom. Ainda mais quando nos dão seus corações!

 

 

A arte numa palavra: amor.

 

 

A arte numa frase: eu represento o amor.

 

essa semana que passou foi muito pesada pra quem tá minimamente atento no Brasil. Aqui em Fortaleza, onde estão minhas raízes, o clima ainda está denso. Sigo me questionando como eu, simples artista, posso fazer minha parte pra transformar essa realidade em outra coisa melhor, mas essas perguntas não têm respostas rápidas. Em conversas com amigos e na terapia (façam terapia), surgem pequenas medidas que podemos tomar para juntarmos nossos caquinhos nesse primeiro momento: falar sobre isso e estar perto dos seus. Com meus passos miúdos de formiguinha, sigo tentando oferecer por aqui pequenas dosagens de sensibilidade e delicadeza, porque a gente nunca sabe a potência que pode ter um desenho pequenininho. Aqui está o meu, que é o coração aberto, inquieto, tentando falar. Sigamos em frente desenhando, colorindo, fazendo o nosso pouquinho. Em frente.

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Juliana Rabelo é ilustradora, tem 26 anos e mora em Fortaleza. Formada em Design de Moda pela Universidade Federal do Ceará, já fez trabalhos em parceria com a Maurício de Sousa Produções, Marisa, Editora Record e Faber-Castell. Atualmente, é professora de aquarela no Estúdio Daniel Brandão.

Ilustrações: Juliana Rabelo

Textos que acompanham as ilustrações: Blog Fanzine Marginal (Rômulo Pessanha)

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Ramalhete de amores

Apresentarei hoje a ilustradora Irena Freitas. Ela é de Manaus e é formada em jornalismo e design gráfico e se formou recentemente no programa Master of Fine Arts na SCAD.

Toda beleza é encontrada naquilo que nos faz bem. Não importa de que jeito ou com qual roupa, o que nos faz bem está em nós.

A simplicidade, o silêncio, e a falta de excesso são essenciais hoje em dia.

Devemos saber que o menos é mais e agradecermos sempre o que temos e nunca chorar por aquilo que ainda não foi possível alcançar.

Na ilustração abaixo repare que apenas o vestido e os lábios estão coloridos. Creio eu que a menina na ilustração vai namorar.

Reparem na sombra dela no chão formando um coração.

Whenever I buy a new dress ✨

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A vida é simples. Simples como dizer sim. Em muitas situações um sim pode ser um gesto que pode salvar vidas, unir pessoas e diminuir a dor de muitas famílias. Lembremos que a vida é ação afirmativa de Deus; quem somos nós pra negá-la aos outros mesmo que possamos escolher entre o sim e o não … ?

Nalguns dias acordamos tão, mais tão cansadinhos que parece que só falta sermos enterrados.

Dormir num mundo cheio de informações faz com que muitas pessoas criem metas e expectativas que acabam consumindo suas energias.

Saibamos que toda a informação do mundo não vale a sensação de bem estar desde o momento em que acordamos até a hora em que vamos dormir.

Sempre devemos saber qual é o carregador de nossas energias e sempre que possível o levemos conosco.

Na ilustração a seguir, uma cena daqueles dias em que estamos tão cansados que parecemos mortos pro mundo. Reparem nos olhinhos piscando. Será cansaço mesmo, ou apenas preguiça?

 

Era uma vez uma jovem menina que saiu viajando através de seu livro e foi caminhando por florestas bonitas e cheia de fantasminhas sorridentes. Também viu um mago e seu gatinho rosa que voavam numa vassoura mágica e lindos pássaros conversavam e  havia também um dinossauro verde  que descansava em paz.

Depois de conhecer tantas coisas sua mãe a chamava pra voltar de dentro do livro, mas a menina não queria. Então sua mãe resolveu ir passear com ela. Por fim percebeu que o que estava feito estava feito e não tinha remédio; uma vez no mundo dos livros pra sempre viveremos neles. E assim foram, pra sempre, a mãe e a menina, dentro do livro aprendendo juntas muitas coisas.

Once upon a time …

 

Na ilustração seguinte, pelo nome Neville Longbotton, pesquisei no Google e vi rapidamente nas primeiras linhas que se trata de um personagem ficcional.

Nem sabemos os poderes que possuímos quando cultivamos sorrisos e amores.

Todos possuem uma habilidade que deve ser descoberta e aperfeiçoada.

Quando encontramos solo fértil pra nossa realização pessoal e sinal de que colheremos frutos de felicidade e alegria.

Neville Longbottom

 

Na próxima, vemos uma mulher realizando seu passatempo preferido que é ficar na internet.

Aliás, pra bom entendedor uma ilustração vale mais que muitas palavras.

A internet deve ser um passatempo e não um passar todo tempo diário. Usemos, mas sem exageros.

A few of the stills I did for Galeria Filmes campaign for @naturabrasil

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Pra terminar, uma ilustração que parece ser de uma personagem de Game of Thrones, que também não conheço, nunca assisti, apesar de ter já ouvido falar.

A personagem é a Sansa Stark, personagem que aparece em alguns livros de George R. R. Martin.

Não consegui identificar um contexto pra ilustração. Não sei dizer se a personagem está segurando uma fita ou um gato. Não sei porquê, he, he. Digamos que seja uma fita.

Ao fundo um castelo, o que podemos deduzir que a personagem é uma nobre? Enfim, pássaros e alguns bichos correm ao seu redor passando uma atmosfera de felicidade e paz enquanto, de olhos fechados, a nobre princesa parece suspirar e a sorrir …

As ilustrações de Irena Freitas são assim para mim, uma narrativa colorida.

Cada ilustração sua parece um buquê de cores.

A liberdade é feminina, a prisão também

Certas formas de liberdade são tão vazias e acomodam muito mais gente do que as mais lotadas prisões.

Saibamos que é na solidão que a liberdade começa. Respeitemos, pois, esse momento solitário tão necessário a todos pra que prestemos mais atenção ao próximo, não somente a nós mesmos.

Dando-nos o nosso devido valor damos também aos que nos são próximos oportunidade de também apreciarem o que há de bom em nós.

Nossa felicidade não deve ser compartilhada como se fosse espetáculo gratuito.

Rômulo Pessanha, o cara que escreve aqui no blog Fanzine Marginal. (04/02/2018, Rio de Janeiro, Rj, Brasil)

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A seguir deixo um post publicado no meu antigo blog em outubro de 2015.

Pre-classical tatoo, 25/10/2015.

Hoy falarei sobre Liz Clements, uma ilustradora freelance de Londres, que segundo ela, sua inspiração é uma mistura do estilo Pré-Rafael, rafaelino, ou rafaélico, (acredito ser uma referência ao pintor italiano Rafael), com elementos de tatuagem, imagens da mulher clássica e também de influência de elementos da Disney, como traços e linhas arredondados, por exemplo.
Na minha opinião, sempre que observo as suas ilustrações, me passa a impressão de um certo aspecto de esboço, principalmente pelos círculos insistentes nos rostos em várias figuras:

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A artista sempre coloca pequenas figuras como elementos de segundo plano em volta dos desenhos maiores como corações, dentes, espadas e diamantes que certamente são caracteres típicos que se usam em tatoos. O corpo feminino funcionaria para a artista como uma tela.

É claro, não posso esquecer as figuras femininas, especificamente as asiáticas, que adoro:

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Essa figura acima por exemplo, possui uma característica que não surge em tatuagens comuns como o pincelamento ou as manchas esparsas que lembram mais uma pintura do que uma ilustração, mas claro que uma técnica pode ser usada em outra. Ainda observo um quase aquarelamento que poderia dar uma melhorada nessa ilustração, adoro aquarelas, mas essa figura é linda mesmo assim, mais um pouquinho e só faltaria falar de tão quase perfeita.

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Algumas figuras surgem frequentemente nas ‘ilus’ de Liz, como âncoras, naipes de baralho, animais como tigres ou ursos, corações e caveiras, que são também referências do mundo tatoo e me pegunto por que as pessoas gostam de tatuagens e por que gostam frequentemente de certos tipos de figuras ou símbolos. A minha curiosidade é porque as pessoas buscam imagem para marcarem seus corpos? Algo que povos primitivos como os índios, por exemplo, também fazem, mas com significado de ritual de passagem ou religioso.

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As figuras femininas, clássicas ou não, e o moderno surge mna atitude feminina do olhar, um tipo de olhar de mulher que se afirma como independente e senhora de si tanto pelas poses ou posturas em que são representadas. Mas ainda assim, melhor do que falar do pirulito, ou do sorvete, é bom saber que, ‘printado’ nessas figuras femininas, existe o resquício de infância nos doces, por exemplo, apontando ainda para importância da criança-mulher, traços de menina, ora mulher desafiadora, ora atuante e engajada na sua forma de se expressar com as tatoos em seu body. O elemento da moda para as mulheres deve ser não o mercado de consumo, mas o que lhes dê personalidade, feminilidade e atitude, penso eu.

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A beleza da mulher para nós homens é um veneno poderoso.

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A Frida é uma mulher diferente pra mim. Não conheço muito a sua história, mas quando olho para a figura dela me vem logo a imagem de Monteiro Lobato, ou então a da Bela Gil, filha de Gilberto Gil, ou ainda, daquele filho do Chico Anysio de quem não me recordo o nome agora e que faz o papel de “Seu boneco”, na Escolinha do Professor Raimundo.

Uma coisa que notei de interessante é que a ilustration de Liz, da Frida, casa, combina perfeitamente com os traços da ilustradora. Prova disso é o fato de seu rosto aparecer praticamente limpo em termos de figuras na pele. Repare que os círculos frequentes em torno da face não aparecem nessa figura. Frida veio ao mundo como a própria representação artística, basta apenas a sua forma figurativa em qualquer meio, seja na tatuagem, seja na pintura ou na ilustração.

E para terminar, uma ilustração que gosto muito que é a da Matrioshka, um elemento que creio ser da cultura russa, e ao contrário de tirar várias miniaturas delas de uma de dentro da outra, em uma só temos vários pequenos símbolos como os que já citei anteriormente, além das âncoras, corações e palavras.

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Abaixo,a frase em inglês diz “ninguém se compara a você”. Na verdade, creio que pelo fato de que todos são diferentes isso seria o ponto de semelhança e igualdade entre todos. A mensagem aqui seria a de que nunca devemos nos sentir sozinhos, mas livres como os cabelos da figura feminina: seria ela a representação da liberdade?

O que gostei muito na imagem abaixo foi dos detalhes e o trabalho pra representar os cabelos.

Aqui podemos observar uma figura feminina em pose, o detalhe dos olhos parece uma fotografia real que talvez tivesse passado por um filtro em preto e branco.

Para terminar, mais uma imagem feminina com detalhe dos cabelos trabalhados num laço, e, logo acima, um pássaro dando a ideia de que os cabelos servem também de moradia para liberdade da expressão da beleza da mulher; “so cute”.

https://instagram.com/p/28Sau6wsOQ/

 

 

 

 

 

Elevação

Como podemos mostrar com o nosso corpo as coisas que nós admiramos? Tatuando. Pode ser que o que está na pele reflete a alma da pessoa tatuada. As pessoas tatuam aquilo que as eleva.

Se tenho um coração, uma estrela, uma nuvem, um nome, uma frase, enfim, tatuar como quem deseja sentir perene em sua pele o símbolo daquilo que a imagem representa. O corpo seria uma tela em branco na qual colocamos aquilo que acreditamos nos representar na forma de símbolos.

Nunca, em pesar os símbolos que elevam, lindos, nosso corpo é a marca  mundo com que  mundo nos marcou.

A chuva cai mansa lá fora E torrente lava-gente A gente e o imanente dentro da gente O impermanente; o permanente dos cabelos – tentáculos em todas as direções Fã obsoleto Raio que corta e mata E chuva mansa na mata A fruta que brota no meu quintal O hóspede , o visitante que a come, que cospe , que afaga e que arranca O perto, e de tanto medo do perto; o longe Ou tão tão longe de tão perto Cabaça canoa , taça que leva essa água corrente é o meu corpo Pedra dura e lisa, gosta de ser alisada Pedra-dor , predador de mim mesma Garganta profana e profunda Quer lamber todos os potes até chegar ao néctar… Eu , como uma uva -passa , serei eroticamente lambida dos pés à cabeça Um sopro tesão dessa criação! #poema #livro #poesia #amo

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As indefiníveis certezas

Queria explicar-me aos homens primeiramente. Na verdade é melhor  que nos expliquemos a nós mesmos para que assim saibamos que a verdade está conosco. Dizer-nos e explicar-nos e tarefa difícil. Só nós sabemos o que somos e darmos satisfação de nós, sobre nós e algo tão impossível quanto querer abrir uma janela o olhar o futuro, depois-fechá-la e nos retirarmos para o conforto de um mundo fechado e dizer na paz de um silencio aterradoramente solitário: ele, o futuro está lá, me esperando.

Queria explicar-me com facilidade. Com aquela facilidade que como as coisas são. Ainda nem decifrei-me e ainda tento, ainda tentamos, todos nós, decifrar-nos. Dizer a verdade do papel do personagem da vida real é tão difícil. Apenas sei sou, sabemos que apenas somos. Sou como os outros? Somos os outros? Somos como os outros? Somos como os outros dos outros?

Com que palavras poderíamos dizer-nos com verdade quem somos? Quais palavras definiriam o que somos? Será melhor nem definir? Indefinir, talvez seja bom? Assim, conosco estaria  em nós a busca por ser, essa sim seria uma definição não limitante.

Obra prima

Quais pensamentos Leonardo da Vinci pensava? Acredito que por agir em muitas áreas ele pode ter desenvolvido a capacidade de estar além do seu tempo e certamente pode ter materializado o futuro com todas a suas obras.

E o futuro? Atualmente a solidão e a melancolia dos mais velhos, sábios e abandonados teria encontrado espaço na tecnologia. A tecnologia que teoricamente deveria vir como ferramenta para unir pessoas, acaba sendo um mecanismo que torna até a solidão em bem de consumo. Ah, e atualmente isso é considerado moderno.

Enfim, desejo que abracemos os amigos, amemos nossos amores que artes maiores que essas nunca foi nem será superada por nenhuma tecnologia. Tecnologia que sempre torna obsoleta somente a si mesma.

***

Sem mais delongas, a imagem a seguir mostra algumas figuras de telas famosas como se fossem personagens de uma série de tv -norte americana.

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A imagem acima encontrei no grupo da Vivi eu vi no facebook (link pra participar no grupo). Devo deixar claro que não estou fazendo propaganda, assim como todos os vídeos que tenho colocado ultimamente são de canais que eu assisto e gosto muito e também venho usando pra complementar o que escrevo aqui no blogue.

Esse grupo é muito interessante e as pessoas participam massivamente com muitas sugestões, imagens engraçadas relacionadas a arte como a imagem acima, e vários assuntos em que a arte está sempre presente. Espero que gostem!

Pra terminar deixo um vídeo da Vivi falando sobre Leonardo da Vinci.

Realidade aquarelável

Uma coisa que me chama a atenção nas aquarelas é a plasticidade das cores. Nada se parece mais com o nosso mundo interior como as pintures criadas com essa técnica. Escrevi, melhor dizendo, digitei errado a palavra pintura, pensei em apagá-la mas percebi que parece uma aglutinação mal feita das palavras pinturas e pictures, deixei  assim porque aqui, mon ange, o subconsciente é quem manda.

Abaixo a ilustração é de Lora Zombie e amo muito toda ela. Essa ilustradora Russa foi um achado incrível pra mim. Ela une crítica, subconsciente e outros elementos das técnicas em aquarela com alguns detalhes que só tinha visto em formato vetorial.

Falando nisso depois irei em outro post falar sobre a diferença entre escrever e digitar, e entre pintar com as mãos e pintar com ferramentas e softwares específicos.

A garotinha na figura abaixo diz: “ama tudo isso agora?” enquanto o personagem símbolo da marca vomita.

Os personagens Disney possuem uma aura sinistra. São tão bem elaborados que ficamos pensando se eles existem em algum mundo paralelo ao nosso. Mesmo que o mundo real seja um inferno, a infância da atualidade ainda recebe a oportunidade de adultos e crianças serem crianças.

O herói americano salva o mundo, ou o dissolve em ruína e morte? Não se constrói um império sobre caveiras. O herói aqui representado por Mickey celebra a guerra pela infância, ou a infância estaria sendo morta? Diante de uma bandeira em frangalhos num ambiente mórbido e tóxico o mundo infantil estaria mascarado? A felicidade seria fábula? Pelo menos por enquanto entre bombas e corrupções,  no nosso pobre mundo real, ninguém é feliz pra sempre.

 

mickey

Abaixo, na imagem, pensei que era o Freud sendo beijado por gansos, mas na verdade parece que é Tchaikovsky, talvez uma referência a sua obra Lago dos Cisnes.

Quanto aos gansos ou cisnes, pelo menos pelo Google tradutor, swan significa cisne, tanto em francês quanto em inglês. Me levando a pensar No caminho de Swan,  de Proust, que por sua vez no caminho do cisne, ou no caminho do poeta, que seria uma outra significação para essa palavra. Proust em no Caminho de Swan, coloca um personagem que parece sentir a falta do beijo da mãe, sentindo ciúmes dela porque outra pessoa está competindo ou impedindo que ela tenha o beijo de boa noite da mãe só pra ele.

Repare que dois gansos colocados de frente formam um coração, a criança em Proust estaria sem a sua metade no amor e o caminho escolhido por Proust é o do poeta: curvo, com ondulações, nunca indo direto ao ponto, por mais que a objetividade seja direta ela nunca será mais direta que a subjetividade do poeta quanto mais ele não diz as coisas como elas são, mas como elas estão dentro de si, culminando em flores no momento do chá, imagem que lembra muito as coisas das imagens pintadas em aquarela, plasticidade  que parece ser elevada ao praticamente infinito nessa forma da pintura.

Essa daí a seguir não tem como não rirmos dela. Todo mundo parece gostar de zoar um pouco o Homem-aranha. E se você for parar e pensar, ele baila nos arranha céus ao som da música tema: Spider man. Imagine ele soltando teias e com aquele saiote de bailarina. Aliás, imaginem ele saltitando entre os prédios com a música  tema  dele no ritmo de Lago dos Cisnes.

Enfim, para a ilustração abaixo dei o nome de “Homem-bailaranha”. Acho engraçado a maneira com que zoam e fazem memes com ele.

Na figura de baixo está escrito: “Todos os seus amigos são falsos”.

 

O que devemos pensar do conceito de amizade hoje em dia? Os amigos são aqueles que se fazem presentes, mas não devemos enlouquecer achando que eles, e nem mesmo nós, devemos ficar grudados o tempo todo um no outro.

Amigos são presentes? Brinquedos não são. Alguns seriam os pequenos ursinhos amigos de urso na vida da gente e nós é que acabamos virando brinquedos nas mãos de muita gente. Amizade e gente não são brincadeira.

Amizade é coisa rara. De certa maneira ela pode ser cultivada em toda parte. Uma maneira de conseguirmos bons amigos é sermos sempre honestos, enfim, verdadeiros e, claramente devemos ter nossa privacidade, mas isso já é assunto pra outros debates. Precisamos ser de verdade pra nós mesmos e não a verdade que os outros criam sobre nós.

“Não lhe direi as razões que tens pra me amar, pois elas não existem. A razão do amor é o amor.” O pequeno príncipe.

Eu chamo essa imagem de “Amy Paintyhouse” de brincadeira com o nome dela. A cantora talentosa nos deixou a voz como uma estrela que mesmo após ter se extinguido ainda deixa sua luz chegar em lugares distantes de nossa alma.

Coisas incríveis acontecem bem perto de nós e nem percebemos que a maior pesca que pode haver na vida é a tentativa.

Seria uma mancha com uma forma feminina ou seria uma menina atrás do lençol realmente? No entanto é só um desenho. Mas o que os olhos veem é sempre a realidade?

“Olá senhor bosta”; “Olá, bosta de fotógrafa”. Esse seria um daqueles momentos em que a coisa desenhada (a bosta) coisifica a personagem humana figurada na imagem de uma menina com uma máquina de fotografar?

 

Quando estamos tristes a nossa imaginação é o que resta para sairmos de momentos difíceis. Sejamos imaginativos de maneira que para cada não que a vida nos dê, criemos vários sins.

A nudez humana consiste em ser livre pra voar e se adaptar aos fios da modernidade.

O ateliê do artista é a sua colmeia e sua arte o seu mel. Operárias são todas as suas inspirações e a rainha a sua ideia materializada na obra de arte que vier a produzir.

Essa é a Mulher Maravilha sendo humana. A maravilha da Mulher Maravilha é que na imagem ela está descontraída mostrando seus super poderes de fazer caretas como toda criança. Ainda que os super-heróis sejam incrivelmente fortes ficcionalmente suas características humanas são o que talvez mais fortemente encanta adultos e crianças.

E, para terminar, deixo a seguir algumas imagens da autora das ilustrações que apresentei acima.

Lora e seu catiorineo.

Lora e seu vestidineo de pilulas.

Lora, passarineo e ratineos.