Ser é estar

Então é mais uma sexta-feira e tudo vai bem. Experimentar conviver e não só viver é algo difícil nos dias de hoje. Seja como for, a vida é bela, nossos colegas de trabalho são umas figuras e o que importa é estarmos onde queremos, sempre, pois sorte maior não há do que seguirmos o caminho ditado pelo nosso coração.

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Conduzidos pela pausa

Então é mais uma segunda e você precisa ir trabalhar. Sempre naquele ônibus cheio de gente, os iguais, nem melhores ou piores, apenas estão ali como poderiam estar aqui, lá em Caruaru, Nova Iorque, Paris, São Paulo.

Melhor seria ser filho da Xuxa (nossa, isso soa quase como xingamento!), ou ter nascido irmão da Sasha, a filha da Xuxa (ainda parece xingamento …), xingamento, shingamento; não importa o lugar ou a forma de dizer, atualmente, no mundo, não há lugar pra sermos.

Se a condução está cheia de trabalhadores, políticos corruptos, advogados que advogam em causa própria, o que fazer quando te chamam descaradamente de filho da Xuxa? De bom gosto mesmo é ser chamado de filho de Gisele Bündchen. A Gisele é bem mais bonita, não possui os atributos que tornam a Xuxa uma especie de desenho animado que se tornou humano. A Xuxa, se você olhar bem, parece aquelas bonecas de plástico, ela parece também um bebê crescido. Gisele não. Gisele é mulher que a natureza fez sem tirar nem por, sem excessos, nem exagerar.

Agora pensem nas filhas de Xuxa e Gisele: elas nunca precisarão pensar em previdência, limites do cartão de crédito, da matemática, enfim, a Teoria da Relatividade não parece ser aplicável a milionários e afins. Não precisarão pensar em SUS, BOPE, eleições, pegar ônibus cheio, fila de banco, cinema, autógrafos, injeção, hot dog, das portas do céu, a lista é grande! E, nem falei ainda (nem vou falar dos filhos dos netos da rainha da inglaterra, que aqui escrevo gostosamente em letras minúsculas, porque pra mim, essas pessoas não possuem nenhuma importância na minha vida), nem vou falar e ponto.

O que conduz a gente é generoso por atiçar nossa personalidade e inteligência. As dúvidas são o nosso combustível. Se há respostas, há mais perguntas. Se há mais cosas entre o céu e a terra, há mais anda entre o céu e o inferno, entre o céu e outros céus.

Aqui não é o mundo das ideias, aqui é o mundo do erro e do aprendizado. Se toda riqueza do mundo fosse distribuída igualmente pra cada ser humano, em questão de semanas todas as desigualdades sociais voltariam ao normal, foi o que li em algum lugar.

O importante? Ah, sim, claro, a arte. A arte é a virgula que pausa toda frase produzida pelas ciências.

A imagem pode conter: 2 pessoas

Imagem: Gabriel Trópz

A vida como inspiração

O tema da redação do ENEM do ano passado foi muito interessante e pode ter pego muita gente despreparada pra falar sobre o assunto. A dica que posso deixar é a de que sempre podemos falar sobre qualquer coisa mesmo que não tenhamos um conhecimento profundo sobre tal. A velha história do “menos é mais” também vale pra esse tipo de situação, porque se você tentar enrolar ou encher linguiça isso pode ficar muito perceptível.

Portanto, sejamos sempre sinceros e sempre podemos usar algo que conhecemos muito bem pra poder fazer associações de ideias, isso pode tornar a sua redação muito mais interessante e com informações coerentes que poderão fazer sua nota subir.

Quando eu estava terminando o segundo grau fiz vestibular da UFRJ, da UERJ e também fiz o ENEM. Minhas notas em redação foram boas nessas três avaliações e não me recordo de ter tirado uma nota abaixo da média, apesar de não serem notas muito altas.

Acredito que aprender a escrever só é possível pra aqueles que praticam. Percebi, ao longo dos anos, que somos nós, os alunos, que devemos continuar o trabalho de aprimorar nossa escrita. Seja escrevendo num caderno, ou no computador, o nosso idioma, ou seja, o Português, é a nossa língua que possui um padrão e é nesse padrão que a prova de redação do Enem deve ser escrita.

Posso escrever sobre o tema da redação proposto no ENEM de 2017 pra dar um exemplo, lembrando que não sou especialista em redação. Vou fazer uma pequena redação pra mostrar até pra mim mesmo como talvez eu faria a redação com o tema que foi proposto. Observem a redação:

A minha experiência com pessoas surdas-mudas foi muito positiva, pois eles me ajudaram bastante na época que estagiava na DATAPREV, no Rio de Janeiro. Sempre me auxiliavam quando era necessário, ou quando eu precisava de ajuda para organizar melhor as tarefas que precisava fazer.

Em nenhum momento percebi que esses funcionários tinham algum tipo de dificuldade e sempre trabalhavam de forma tranquila. Percebi que no quesito eficiência eram tão competentes para exercerem as funções que lhes cabiam executar no trabalho quanto os funcionários que não eram deficientes. Recordo também que havia uma cadeirante no setor onde estagiei e que não havia outros estagiários além de mim.

Enfim, talvez minha atuação como estagiário tenha me proporcionado apenas um pequeno recorte de um universo maior onde os surdos-mudos, não tenham encontrado muitas dificuldades desde uma educação de qualidade que tenha atendido as necessidades desses surdos-mudos para que pudessem ter acesso, com iguais condições, o trabalho também configurado de acordo com suas deficiências e não o contrário.

E aí? O que achou da minha pequena redação acima? Confesso que fiquei feliz com o resultado, pois não planejei nada. Usei a minha experiência real e, do que me lembrei, tentei falar sobre o tema mesmo que eu tenha fugido um pouquinho ou bastante, foi só pra dar um exemplo breve, bem “en passant“.

Abaixo deixo um vídeo da Débora Aladim que

(…) é mineira, estudante de História na UFMG e desde 2013 faz vídeo-aulas que ajudaram milhões de pessoas a estudar e a passar no vestibular. Aqui você vai encontrar vídeo-aulas de História, um método único para fazer redações modelo ENEM e dicas de estudo!

E fará a leitura de sua redação do ENEM 2017 e algumas observações. Em seguida, deixo o vídeo que servirá como proposta feita por mim pra quem quiser tentar fazer a sua própria redação.

O vídeo é o do filme baseado no desenho animado Hotel Transilvânia. Coloquei também uma imagem do Instagram de uma famosa blogueira. Quanto à imagem não sei se seria correto colocar numa avaliação como o ENEM, imagem tão forte como fonte de inspiração pra redação. O que deixa austiado não é a imagem, que é forte, comovente, mas as pessoas atualmente com tanta tecnologia em suas mãos (os celulares modernos) e não poderem usar toda essa tecnologia pra salvar vidas.

E deixo também o vídeo da Vivi, eu vi sobre como a internet pode ajudar os museus. Ninguém parece saber que quem sabe se daqui a uns duzentos anos seus celulares modernos não estarão em museus sendo observados por grupos de jovens dizendo “nossa, as pessoas usavam isso?!”

O tema proposto para a redação é: A tecnologia pode ser usada tanto pra entreter, quanto para educar os jovens atualmente no Brasil. Reparem que não coloquei como pergunta, é um tema, mas quem quiser pode escrever como se fosse uma pergunta ou uma afirmação, podendo até fazer a negação, se considerar como uma afirmação.

 

 

Hoje começa uma nova fase na minha luta contra o câncer. Finalmente vou tomar a primeira dose de imunoterapia!! Depois de muitos exames e muita preparação meus médicos encontraram um medicamento que vai me fazer realmente bem e tenho a chance de salvar minha vida. Como muitos já sabem o remédio custa muito caro e depois de mt insistência infelizmente não obtivemos resposta do governo e não posso esperar, então fui pra luta. Estamos nos esforçando ao máximo para conseguir juntar dinheiro suficiente pra pagar os exames e a dose do medicamento. Mas Deus como sempre coloca anjos na minha vida e dessa vez colocou o @pato 💙ele se dispôs a pagar 6 meses de tratamento ( oh Glória) e a clinonco que fez a doação de 3 doses do medicamento,só Deus sabe a emoção que foi quando tive a confirmação de que eles iriam de verdade ajudar a salvar minha vida, SÓ GRATIDÃO!! Agora vamos torcer para esse medicamento fazer um efeito maravilhoso e eu me livrar dessa doença e acabar com esse sofrimento. Já faz um mês que estou na uti e ficarei o tempo que precisar se for pro meu bem. Vamos continuar vendendo camisetas e aceitando doações de quem quer ajudar pois infelizmente temos custos com exames e outras milhares de coisa que o plano não cobre! Mas não estamos fazendo nenhuma vakinha e nem divulgando contas bancárias.( cuidado com as vakinha e contas fakes) enfim estou muito confiante, cheia de esperanças e gratidão a Deus e a todos que me apoiam e acreditam na minha recuperação. Por mais difícil que pareça o problema, com Deus sempre haverá uma solução, eu entreguei minha vida e meus planos nas mãos de Deus e sei que ele tem o melhor pra mim, só peço sabedoria e paciência pra aguentar os dias difíceis, mas creio que no final tudo irá dar certo e vou sair disso muito fortalecida e pronta pra ajudar outras pessoas. OBRIGADA Deus, universo, família, equipe médica, @pato e a vcs por todo apoio! Juntos somos mais forte. 🙏🌟#cancer #positivevibes #oracao #forcaNara

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Nadar com outra força

Vencer desafios, superar medos, ou apenas desabafar com palavras as ideias que querem sair pra fora. Seja qual for o motivo que te inspira, use com intensidade máxima.

Hoje o blogue Fanzine Marginal completa 1 ano. Aqui coloco as imagens como forma de soltar as minhas ideias. Talvez a maioria nem ligue pro que eu escreva e só olhem rapidamente as imagens, mas ainda assim eu me jogo.

Há quem me chame (eu, o autor do blogue) de Franzine, e aqueles que fazem maravilhosas resenhas em seus blogues, só  não posso falar muito dos que acompanham o blogue por falta de comentários por aqui. Enfim, aqui falo do que gosto e falo do que eu quiser.

Muito obrigado a todos que curtem o Fanzine Marginal. Aqui o lema é “onde há regras, devemos recriá-las e fazermos as devidas alterações”. Por exemplo, A Constituição brasileira é um conto de fadas e o livro que conta a história de Pinóquio poderia ter se baseado na vida real por narrar a fabula da vida política brasileira.

***

Se presenteie. Crie mecanismos pra presentear sua produtividade. Isso pode te tornar mais produtivo e independente.

 

Nós somos luz. Devemos brilhar com as nossas ideias.

Somos um templo sagrado feito por amor. Enquanto muitos dizem morrer de amor, em outras regiões umbralinas, onde muitos gritam durante o período que estão na erraticidade, “pelo amor de deus, eu quero nascer”.

Ainda vivemos num mundo que só valoriza a competição por não percebermos que todos são vitoriosos.

Devemos nadar com força, mas com outra corrente, a do amor. Cada elo faz parte dessa correnteza. Devemos nadar contra a força pra alcançarmos o seu lado humano. Sem Guerra nas Estrelas ou Mágico de Oz, o importante é que o homem de lata saiba que o robô faz parte de um mesmo sonho, de uma mesma hipótese, que é a de tornar um mundo possível segundo uma narrativa.

Entre aquarelas, muitos gizes de cera, giz de sonhos e grafites de amor, de mina infinita, tento escrever o que não consigo tornar imagem. Seja um pensamento de Virginia Woolf, Clarice Lispector, Luiz de Camões, Castro Alves, Platão, Sócrates e muitos outros que possuem a ideia de Literatura com L maiúscula,  que é também o L da Liberdade, que rima com felicidade, que me faz querer citar Spinoza e Izaac Newton, assim, o que pretendo é criar um novo material pra dizer o indizível e, pra isso é preciso certa dose de sensibilidade e nervos de aço.

Até brinco pensando em aconselhar as pessoas a não fazerem o que faço é só pra profissionais, eu diria. Mas me perguntariam “e a liberdade de expressão, Rômulo?” Eu responderia: ora,  ela é tão livre que ainda não encontrou idioma mais eficaz do que a imagem; igual a ela só a matemática, a música e o amor.

Ouvir Estrelas

“Ora (direis) ouvir estrelas! Certo,
Perdeste o senso!” E eu vos direi, no entanto,
Que, para ouvi-las, muitas vezes desperto
E abro as janelas, pálido de espanto…

E conversamos toda a noite,
enquanto a Via-Láctea, como um pálio aberto,
Cintila. E, ao vir do sol, saudoso e em pranto,
Inda as procuro pelo céu deserto.

Direis agora: “Tresloucado amigo!
Que conversas com elas? Que sentido
Tem o que dizem, quando estão contigo? ”

E eu vos direi: “Amai para entendê-las!
Pois só quem ama pode ter ouvido
Capaz de ouvir e e de entender estrelas”.

 Poema de Olavo Bilac.
Pra mim a imagem fala, entoa sublimes cânticos e paira ante o caos reordenando-o e ampliando aspectos e emoções que ainda nem conhecemos.
Permita que pensamentos novos aconteçam.
Reserve um tempo pra refletir e multiplicar-se.
Viva as suas ideias e anote-as.
Lembre-se que a maré da vida sempre traz aquilo que você fez ou que você ainda faz.
Um ano de muita arte, reflexões e bons sentimentos a todos!
Capturar

A trama esmaecida da memória

A ilustradora Juliana Rabelo é uma das minhas ilustradoras preferidas e hoje vou falar com minhas palavras, de acordo com cada figura usada na entrevista que ela participou para o saite Inspirarte.

Resumindo falarei de algumas ilustrações dela me baseando nos sentimentos que eles despertam em mim.

Na imagem logo abaixo vemos uma menina voando num avião de papel, vários pássaros estão ao seu redor acompanhando um voo que, se não for um voo dentro de outro, pelo menos sabemos que a arte é a representação do real e do plenamente possível.

Repare: um avião de papel representado no papel; uma menina, que sabemos que são de carne e osso, mas na arte o que parece sobressair  é o aspecto de um mundo interior, o mundo das ideias, sensações e associações de ideias com outras sensações, cores sons e que criam o fantástico na arte. A menina sem roupa pode representar a liberdade. Estar livre é estarmos nus de tudo que pode nos aprisionar.

learning to fly. watercolour + coloured pencil + paper Juliana Rabelo © 2017. All rights reserved.

Quem nunca se encantou, quando criança, com coisas de criança? O que seriam coisas de criança? Seriam as suas ideias e concepções de um mundo onde tudo é colorido, todos se amam e unicórnios vendem suas próprias boias de nadar em piscina. A da figura abaixo foi comprada pela Julia na loja Uni & Córnio por dois arco-iris (arco-iris é a moeda dos unicórnios) e é muito barato! Saibam que dois arco-iris são equivalentes a dez dólares ou trinta e três reais e vinte e oito centavos.

Aquarelinha para testar as tintas da Pestilento!

As vezes criamos um mundo só nosso e que somente nós sabemos onde fica. Você já se perguntou se realmente está no lugar certo?

e haja pulmão, e haja coragem. Juliana Rabelo © 2017. All rights reserved.

Nosso coração é uma selva tropical de beleza rara. A chave pra acessar esse lugar se adapta conforme ele se transforma com cada aprendizado que experimenta.

I recently watched The Secret Garden and I got completely inspired to do a fan art. :) Juliana Rabelo © 2017. All rights reserved.

As vezes … As vezes alguém vai e algo fica. Certas permanências doem tanto por parecerem desnecessárias. Mas são nos detalhes, que o nosso coração sabe guardar, onde moram nossos amores.

Pequena HQ que fiz em homenagem a minha amiga Jess. ♥ Juliana Rabelo © 2016. All rights reserved.

Pense que o próprio objeto já é meio caminho pra alcançar a inspiração total.

Cada ramificação esmaecida da aquarela, cada fio solto da trama do bordado, cada dor que guardamos parecem não fazer parte de nós como um texto bem escrito, mas com algumas ideias soltas.

Segundo Juliana Rabelo:

Tradição é costume, que é também algo que se faz repetidas vezes, como a linha que se finda e renasce no olho da agulha, sobe e desce no entrelaçado das fibras, revivendo cultura, honrando a memória de minha bisavó nas entrelinhas, fazendo nascer as linhas que ligam vidas passadas ao momento presente, as linhas que saltam aos olhos no tecido ou no papel.

A memória é seletiva porque guarda aquilo necessário e que nos faz bem. É uma parceria entre o que somos e o que devemos guardar pra sabermos quem somos.

De mãe pra filha e de avó pra neta a tradição é transmitida. Cada cor faz parte de uma família e essa família de cores encontramos no azul do céu, no vermelho do sangue e no verde das florestas. A paz poderia ser representada pela leveza fofa da nuvens … A natureza é a nossa mãe que cuida e nos castiga.

Mas por qual motivo usar a palavra esmaecida? Esmaecida não significa que somos fracos, de ideias rasas e desbotadas, mas que somos leves e fazemos parte de uma raiz forte que é a arvore da vida, vida que nossa mãe terra nos dá na forma de luz e a luz a mistura de todas as cores. Portanto, somos esmaecidos porque o que nos define é suave, colorido e fértil como a imaginação do maior artista de todos os tempos que é deus.

Sweet love.

Na ilustração a seguir, pensei na ideia de que até mesmo nossos medos também nos temem talvez por saberem que cedo ou tarde serão vencidos.

Sermos amados é tão bom. Ainda mais quando nos dão seus corações!

 

 

A arte numa palavra: amor.

 

 

A arte numa frase: eu represento o amor.

 

essa semana que passou foi muito pesada pra quem tá minimamente atento no Brasil. Aqui em Fortaleza, onde estão minhas raízes, o clima ainda está denso. Sigo me questionando como eu, simples artista, posso fazer minha parte pra transformar essa realidade em outra coisa melhor, mas essas perguntas não têm respostas rápidas. Em conversas com amigos e na terapia (façam terapia), surgem pequenas medidas que podemos tomar para juntarmos nossos caquinhos nesse primeiro momento: falar sobre isso e estar perto dos seus. Com meus passos miúdos de formiguinha, sigo tentando oferecer por aqui pequenas dosagens de sensibilidade e delicadeza, porque a gente nunca sabe a potência que pode ter um desenho pequenininho. Aqui está o meu, que é o coração aberto, inquieto, tentando falar. Sigamos em frente desenhando, colorindo, fazendo o nosso pouquinho. Em frente.

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Juliana Rabelo é ilustradora, tem 26 anos e mora em Fortaleza. Formada em Design de Moda pela Universidade Federal do Ceará, já fez trabalhos em parceria com a Maurício de Sousa Produções, Marisa, Editora Record e Faber-Castell. Atualmente, é professora de aquarela no Estúdio Daniel Brandão.

Ilustrações: Juliana Rabelo

Textos que acompanham as ilustrações: Blog Fanzine Marginal (Rômulo Pessanha)

Ramalhete de amores

Apresentarei hoje a ilustradora Irena Freitas. Ela é de Manaus e é formada em jornalismo e design gráfico e se formou recentemente no programa Master of Fine Arts na SCAD.

Toda beleza é encontrada naquilo que nos faz bem. Não importa de que jeito ou com qual roupa, o que nos faz bem está em nós.

A simplicidade, o silêncio, e a falta de excesso são essenciais hoje em dia.

Devemos saber que o menos é mais e agradecermos sempre o que temos e nunca chorar por aquilo que ainda não foi possível alcançar.

Na ilustração abaixo repare que apenas o vestido e os lábios estão coloridos. Creio eu que a menina na ilustração vai namorar.

Reparem na sombra dela no chão formando um coração.

Whenever I buy a new dress ✨

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A vida é simples. Simples como dizer sim. Em muitas situações um sim pode ser um gesto que pode salvar vidas, unir pessoas e diminuir a dor de muitas famílias. Lembremos que a vida é ação afirmativa de Deus; quem somos nós pra negá-la aos outros mesmo que possamos escolher entre o sim e o não … ?

Nalguns dias acordamos tão, mais tão cansadinhos que parece que só falta sermos enterrados.

Dormir num mundo cheio de informações faz com que muitas pessoas criem metas e expectativas que acabam consumindo suas energias.

Saibamos que toda a informação do mundo não vale a sensação de bem estar desde o momento em que acordamos até a hora em que vamos dormir.

Sempre devemos saber qual é o carregador de nossas energias e sempre que possível o levemos conosco.

Na ilustração a seguir, uma cena daqueles dias em que estamos tão cansados que parecemos mortos pro mundo. Reparem nos olhinhos piscando. Será cansaço mesmo, ou apenas preguiça?

 

Era uma vez uma jovem menina que saiu viajando através de seu livro e foi caminhando por florestas bonitas e cheia de fantasminhas sorridentes. Também viu um mago e seu gatinho rosa que voavam numa vassoura mágica e lindos pássaros conversavam e  havia também um dinossauro verde  que descansava em paz.

Depois de conhecer tantas coisas sua mãe a chamava pra voltar de dentro do livro, mas a menina não queria. Então sua mãe resolveu ir passear com ela. Por fim percebeu que o que estava feito estava feito e não tinha remédio; uma vez no mundo dos livros pra sempre viveremos neles. E assim foram, pra sempre, a mãe e a menina, dentro do livro aprendendo juntas muitas coisas.

Once upon a time …

 

Na ilustração seguinte, pelo nome Neville Longbotton, pesquisei no Google e vi rapidamente nas primeiras linhas que se trata de um personagem ficcional.

Nem sabemos os poderes que possuímos quando cultivamos sorrisos e amores.

Todos possuem uma habilidade que deve ser descoberta e aperfeiçoada.

Quando encontramos solo fértil pra nossa realização pessoal e sinal de que colheremos frutos de felicidade e alegria.

Neville Longbottom

 

Na próxima, vemos uma mulher realizando seu passatempo preferido que é ficar na internet.

Aliás, pra bom entendedor uma ilustração vale mais que muitas palavras.

A internet deve ser um passatempo e não um passar todo tempo diário. Usemos, mas sem exageros.

A few of the stills I did for Galeria Filmes campaign for @naturabrasil

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Pra terminar, uma ilustração que parece ser de uma personagem de Game of Thrones, que também não conheço, nunca assisti, apesar de ter já ouvido falar.

A personagem é a Sansa Stark, personagem que aparece em alguns livros de George R. R. Martin.

Não consegui identificar um contexto pra ilustração. Não sei dizer se a personagem está segurando uma fita ou um gato. Não sei porquê, he, he. Digamos que seja uma fita.

Ao fundo um castelo, o que podemos deduzir que a personagem é uma nobre? Enfim, pássaros e alguns bichos correm ao seu redor passando uma atmosfera de felicidade e paz enquanto, de olhos fechados, a nobre princesa parece suspirar e a sorrir …

As ilustrações de Irena Freitas são assim para mim, uma narrativa colorida.

Cada ilustração sua parece um buquê de cores.

A liberdade é feminina, a prisão também

Certas formas de liberdade são tão vazias e acomodam muito mais gente do que as mais lotadas prisões.

Saibamos que é na solidão que a liberdade começa. Respeitemos, pois, esse momento solitário tão necessário a todos pra que prestemos mais atenção ao próximo, não somente a nós mesmos.

Dando-nos o nosso devido valor damos também aos que nos são próximos oportunidade de também apreciarem o que há de bom em nós.

Nossa felicidade não deve ser compartilhada como se fosse espetáculo gratuito.

Rômulo Pessanha, o cara que escreve aqui no blog Fanzine Marginal. (04/02/2018, Rio de Janeiro, Rj, Brasil)

***

A seguir deixo um post publicado no meu antigo blog em outubro de 2015.

Pre-classical tatoo, 25/10/2015.

Hoy falarei sobre Liz Clements, uma ilustradora freelance de Londres, que segundo ela, sua inspiração é uma mistura do estilo Pré-Rafael, rafaelino, ou rafaélico, (acredito ser uma referência ao pintor italiano Rafael), com elementos de tatuagem, imagens da mulher clássica e também de influência de elementos da Disney, como traços e linhas arredondados, por exemplo.
Na minha opinião, sempre que observo as suas ilustrações, me passa a impressão de um certo aspecto de esboço, principalmente pelos círculos insistentes nos rostos em várias figuras:

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A artista sempre coloca pequenas figuras como elementos de segundo plano em volta dos desenhos maiores como corações, dentes, espadas e diamantes que certamente são caracteres típicos que se usam em tatoos. O corpo feminino funcionaria para a artista como uma tela.

É claro, não posso esquecer as figuras femininas, especificamente as asiáticas, que adoro:

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Essa figura acima por exemplo, possui uma característica que não surge em tatuagens comuns como o pincelamento ou as manchas esparsas que lembram mais uma pintura do que uma ilustração, mas claro que uma técnica pode ser usada em outra. Ainda observo um quase aquarelamento que poderia dar uma melhorada nessa ilustração, adoro aquarelas, mas essa figura é linda mesmo assim, mais um pouquinho e só faltaria falar de tão quase perfeita.

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Algumas figuras surgem frequentemente nas ‘ilus’ de Liz, como âncoras, naipes de baralho, animais como tigres ou ursos, corações e caveiras, que são também referências do mundo tatoo e me pegunto por que as pessoas gostam de tatuagens e por que gostam frequentemente de certos tipos de figuras ou símbolos. A minha curiosidade é porque as pessoas buscam imagem para marcarem seus corpos? Algo que povos primitivos como os índios, por exemplo, também fazem, mas com significado de ritual de passagem ou religioso.

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As figuras femininas, clássicas ou não, e o moderno surge mna atitude feminina do olhar, um tipo de olhar de mulher que se afirma como independente e senhora de si tanto pelas poses ou posturas em que são representadas. Mas ainda assim, melhor do que falar do pirulito, ou do sorvete, é bom saber que, ‘printado’ nessas figuras femininas, existe o resquício de infância nos doces, por exemplo, apontando ainda para importância da criança-mulher, traços de menina, ora mulher desafiadora, ora atuante e engajada na sua forma de se expressar com as tatoos em seu body. O elemento da moda para as mulheres deve ser não o mercado de consumo, mas o que lhes dê personalidade, feminilidade e atitude, penso eu.

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A beleza da mulher para nós homens é um veneno poderoso.

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A Frida é uma mulher diferente pra mim. Não conheço muito a sua história, mas quando olho para a figura dela me vem logo a imagem de Monteiro Lobato, ou então a da Bela Gil, filha de Gilberto Gil, ou ainda, daquele filho do Chico Anysio de quem não me recordo o nome agora e que faz o papel de “Seu boneco”, na Escolinha do Professor Raimundo.

Uma coisa que notei de interessante é que a ilustration de Liz, da Frida, casa, combina perfeitamente com os traços da ilustradora. Prova disso é o fato de seu rosto aparecer praticamente limpo em termos de figuras na pele. Repare que os círculos frequentes em torno da face não aparecem nessa figura. Frida veio ao mundo como a própria representação artística, basta apenas a sua forma figurativa em qualquer meio, seja na tatuagem, seja na pintura ou na ilustração.

E para terminar, uma ilustração que gosto muito que é a da Matrioshka, um elemento que creio ser da cultura russa, e ao contrário de tirar várias miniaturas delas de uma de dentro da outra, em uma só temos vários pequenos símbolos como os que já citei anteriormente, além das âncoras, corações e palavras.

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Abaixo,a frase em inglês diz “ninguém se compara a você”. Na verdade, creio que pelo fato de que todos são diferentes isso seria o ponto de semelhança e igualdade entre todos. A mensagem aqui seria a de que nunca devemos nos sentir sozinhos, mas livres como os cabelos da figura feminina: seria ela a representação da liberdade?

O que gostei muito na imagem abaixo foi dos detalhes e o trabalho pra representar os cabelos.

Aqui podemos observar uma figura feminina em pose, o detalhe dos olhos parece uma fotografia real que talvez tivesse passado por um filtro em preto e branco.

Para terminar, mais uma imagem feminina com detalhe dos cabelos trabalhados num laço, e, logo acima, um pássaro dando a ideia de que os cabelos servem também de moradia para liberdade da expressão da beleza da mulher; “so cute”.

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