Como círculos num espelho d’água

Hoje falarei de um assunto que ainda não parece ser levado muito a serio. O tema centros de energia no corpo humano pode ter seu fundo de verdade pra alguns e pra outros pode se tratar apenas de pura fantasia resultante de uma imaginação muitíssimo fértil. E voces o que acham? é verdade? Não é? Comente e diga a sua opinião!

Falei neste post sobre como as coisas no mundo parecem sempre tender para as formas circulares. O nosso sistema sanguíneo por exemplo, percorre todo nosso corpo levando e trazendo o sangue com seus nutrientes e sempre está em constante movimento e renovação. Talvez por isso se chame também de sistema circulatório que à maneira de um círculo esticado seria a prova de que tudo na natureza percorre circularmente caminhos que se exprimem fisicamente em ciclos.

Muito já devem ter ouvido da expressão “tal pai, tal filho” e também aí não é diferente a história. Como um pai ou uma mãe eram quando jovens os filhos tenderiam a ser como seus pais foram. Há aqueles pais e mães que veem seus filhos de uma forma quase incompreensível e nem sabem o porquê de seus filhos serem tão diferentes dos pais. Lembremos que o nosso DNA possui uma forma de espiral.

Li em algum lugar que em nós habita certos centros de energia denominados Chakras que por sua vez significaria “roda”, “giro”, ou “círculo”. São conhecidos popularmente algo em torno de sete desses centros energéticos no corpo humano, mas já vi também em outras fontes que na verdade o números de centros energéticos no corpo humano pode chegar a  mais ou menos oitenta mil centros de energia com cores e finalidades diferentes no nosso corpo.

Nem mencionei a aura e as formas-pensamento que nos levariam a estender esse assunto num outro nível de entendimento. Em todo caso, tudo que acontece fisicamente com nosso corpo pode ter origem nas manias, ou imagens mentais que criamos e grudam na nossa aura transmitindo para o Sistema Nervoso Central e acarretando o surgimento dos mais variados sintomas de doenças psíquicas e físicas, porque tudo começa, como já falei anteriormente em outro post, no pensamento.

O pensamento doentio e o vicioso acaba produzindo uma espécie de miasma que tomaria a forma de pequenos insetos ou pequenas massas de nuvem de matéria deletéria que sugaria a energia vital da pessoa cansando-a até o esgotamento moral e espiritual. Por esse motivo muitas pessoas aparentemente bem fisicamente se sentem como se estivessem cansadas e as causas desse cansaço não é nada mais do que pensamentos carregados que acabam por sobrecarregar a própria pessoa.

Mudando de assunto, pode acontecer de não nos reconhecermos nas nossas próprias obras. Se fazemos uma obra de arte poderemos nos encontrar nela? E se fizermos a guerra também aí nos acharemos? Também nas relações sociais tudo parece ser um ciclo: recebemos o que damos e, tudo o que somos, devemos aos que indireta ou diretamente ajudaram a nos formar enquanto seres sociais.

Assim, como círculos que se formam num espelho d’água causada pelo impacto de uma pedra, por exemplo, somos nós a estender nosso campo de ação e influência conforme pensemos de acordo com tal ou qual maneira.

 

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Além de nós

Ainda bem que o mundo parece um caleidoscópio e uma aquarela com paletas de cores praticamente infinita.

Será que o meu eu do passado estaria feliz vendo o eu do presente infeliz?

Responder essa pergunta pode parecer difícil mais o estado emocional em que muitas pessoas se encontram atualmente deixa bem clara a resposta.

A resposta poderia vir na forma de um vazio existencial. Nas várias dúvidas que surgem, ou dos reais motivos de nossa existência. Perguntas como “será que se eu simplesmente sumir faria diferença para alguém?” Mostram que atualmente no mundo a saúde psíquica das pessoas vai não muito bem.

As vezes o que falta é colocarmos os nossos pés no chão e caminharmos até nós mesmo e nos encontrarmos com a natureza e, com ela, encontrar a nós mesmos.

Devemos ser nosso próprio chão e não colocar expectativas num futuro incerto. Não existe momento melhor para sermos felizes do que o hoje. Viver o agora para ser pleno amanhã e assim por diante.

Coloque confiança apenas até onde sua capacidade alcance. Não se fruste por resultados ruins, você apenas tentou e isso de nem sempre obtermos sucesso faz parte do nosso aprendizado.

Aprenderemos que nada e ninguém é perfeito quando elas frustam nossas melhores expectativas. Lembre sempre que uma flor se abre sempre é bonita. As pessoas até quando nos magoam mostram que estão sendo elas mesmas e isso é belo.

Devemos ser a nossa própria religião. Religião é uma palavra que veio do latim e significa aproximadamente “religar”. Se estamos num mundo em que estamos sempre precisando nos religar com o mistério do mundo é porque ainda tanto o mundo, quanto nós mesmo ainda não somos perfeitos e a todo momento somos convidados a nos distrair com coisas supérfluas e superficiais.

Apesar disso, devemos aprender a religarmos a nós mesmos. Se tudo parecer sem sentido devemos buscar a solidão e ouvir a nossa própria voz.

Há tantas pessoas que desejam companhia sem saber que são acompanhadas e outras que possuem na vida a inquietude da fama e desejariam estar sós ou serem pessoas completamente anônimas.

Muitas pessoas desejam sapatos caros enquanto aquele que sempre andou com os pés no chão  talvez nunca se sinta confortável usando o mais caro dos calçados.

A solidão as vezes é um remédio e, a fama, a oportunidade de fazermos algo por aqueles que não têm voz.

O corpo também é um lugar onde estamos o tempo todo habitando. Coloque nele coisas elevadas. Conhecimento, por exemplo.

As vezes até o silêncio é a melhor voz que podemos ouvir.

Enfim pessoal, hoje apresento um vídeo da Nátaly Neri, do Canal Afros e Afins. Acho ela linda! E como tenho feito costumeiramente aqui no blog, escrevo partindo de ilustrações, de vídeos, ou músicas como inspiração.

Alienígenas do pensamento

Será que estamos sozinhos no universo? Ninguém sabe a resposta. Será que quando nos sentimos solitários estamos realmente sozinhos nesse planeta chamado Terra, que tem bilhões de habitantes? Ninguém sabe a resposta. Mas para responder a segunda questão o problema da humanidade seria causado por fatores que se formam um circulo vicioso.

Se não há investimento em educação as pessoas não progridem, as famílias se desintegram, a criminalidade aumenta, ninguém acredita mais na política, ninguém possui fé nem em si mesmo e tudo no mundo é ou está sempre em vias de uma inevitável decadência sem fim.

A vida inteligente é aquela que se importa com seus semelhantes. Se não conseguimos condições de sustentabilidade para nossa própria civilização e em nosso próprio planeta então para quê buscar vida em outros lugares do universo?

Será que sabermos que outras humanidades existem em lugares distantes do universo nos tornaria melhores? Não sei. A resposta como sempre parece estar dentro de nós, espelhos de tudo que vemos e ainda não entendemos. As distancias que devemos transpor e alcançar é aquela que faz parte de uma estrada chamada paz.

Enfim, mudando de assunto, ontem vi algo que parecia tão improvável quanto encontrar Deus numa esquina movimentada da Avenida Paulista. Assisti um vídeo superlegalzão com a Mari Moom e o Giorgio Tsoukalos, do Alienígenas do Passado. É interessante estudar civilizações antigas e fazer suposições, afinal pensar nunca é demais, não é? Ou não?

Lendo a eterna mudança

Navegando pela rede social que menos gosto no mundo, de todos os tempos: o Facebook, encontrei a imagem da página de um livro da Clarice Lispector.

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Ela parece escrever com o pensamento. Ela parece que está sempre à la Sócrates.

Aí resolvi escrever um pouquinho. Será que se cada um de nós não criarmos nossa própria editora ninguém nos lerá? Porque parece que para ser lido é preciso estar nos livros do Ensino médio. E até mesmo se você escrever uma vírgula fora do lugar, você será perdoado pela tal da licença poética, a tal licença que coloca os erros de uma má revisão e diagramação das editoras nas bocas de autores mortos. Hoje estou sem paciência com coisas de consumismo.

Nunca vi tanta gente lendo tantos livros e nunca vi tanto consumo inútil. Se é preciso criar um canal e fazer resenhas de livros só pra mostrar que você leu, então eu queria criar um canal no You Tube só pra falar do que nunca vou ler nem que (e somente talvez assim) me oferecessem um trilhão de Dólares.

Eu gosto de ler e comentar com as pessoas do meu lado. Não me interessaria comentários em canais ou em redes sociais. O importante é lermos mais o que há nas bibliotecas públicas, nos sebos, nos nossos sebos dentro de nossas próprias casas.

Editoras tão antigas quanto os próprios livros e autores que parecem renascer sempre que folheamos as páginas encardidas de poeiras e outros bichinhos que perambulam pelas páginas de um amontoado de papéis jogados num lugar qualquer de uma casa são um mundo desconhecido de novas histórias prontas para serem descobertas.

Um livro, que tantos “booktubers” de hoje em dia dizem ler ou terem lido não passa de uma lata de palavras tão artificial quanto um remédio tarja preta. Observo até quem dá dicas e fórmulas para criação de contos, por exemplo. Tudo bem. Mas chamar essas coisas de cultura num país onde as pessoas talvez assistam muito mais canais de resenhas do que vão aos museus e bibliotecas, ou pior ainda, nem mesmo possuem esse costume, aí sim é fato de preocupação. Certas pessoas não perceberam que a cada livro que leem suas cabeças estão se esvaziando em trilogias sem “logias” nenhuma.

Queria pensar em dizer algo do tipo “quando escrever, ou se eu escrever um livro, vou guardá-lo para que ele nunca seja vendido por nenhuma editora a não ser a minha.” Aí quero ver. Já pensou se um dia eu escrevo um ou alguém lançado pela minha editora consegue com apenas um único livro uma quantidade maior de vendas do que tudo que as grandes livrarias e editoras já teriam conseguido vender? O problema é que tudo acaba em comércio e não em afeto pelo livro como objeto artístico como quase se fosse um bichinho de estimação.

Pensei que arte fosse apreciar tudo o que é belo. Depois aprendi que arte é tudo, inclusive o que não tem forma. O que possui uma forma definida é uma estátua. Por isso Deus nos deu o dom de sermos sempre diferentes e mudarmos imperceptivelmente a todo instante.

Até uma estátua muda. Seus átomos estão se desprendendo, e um dia o que antes era uma estátua rígida será no fim de longo tempo apenas pó. Somos criações artísticas divina. Assim, temos o mesmo dom de quem teria nos criado e a natureza seria um deus que talvez faça arte enquanto a gente brinca de criar arte.

Fico imaginando as histórias por detrás de um livro com uma página rasgada. Será que teria sido alguém que precisou anotar alguma coisa importante e por isso teria rasgado a página do livro? Será que foi alguma criança? E um número de telefone anotado no final do livro com tinta azul quase já esmaecida? Será que a pessoa dona do número vai atender se ligarmos para ela? Nem sabemos que com o tempo passamos a fazer parte de nossos próprios livros mesmo que nem mesmo os tenhamos escrito.

“Não, nunca fui moderna. E acontece o seguinte: quando estranho uma pintura é aí que é pintura. E quando estranho a palavra aí é que ela alcança o sentido. E quando estranho a vida aí é que começa a vida.”

Devemos ler além do que está escrito.

 

 

Implícitamente na cara

Navegando pelo universo de vídeos infinitos no YouTube eu costumo na maioria da vezes me inscrever antes, se o canal tiver algo que me chame a atenção e eu queira assistir depois, ou outros motivos aleatórios e depois é que assisto os vídeos dos canais que me inscrevi.

As vezes até me esqueço que me inscrevi em determinado canal porque alguns demoram pra atualizarem e colocarem vídeos novos. O canal de hoje é o Metaforando e basicamente ele diz “que lê pelos detalhes das expressões faciais de famosos as suas intenções verdadeiras ou não.”

Um exemplo é que no começo eu disse pra mim mesmo ao começar a ver rapiadamente um vídeo desse canal e depois pausar: “não acredito que é isso que ele faz”. Então, depois de algum tempo, assisti esse vídeo do nada mais, nada menos que o maior YouTuber da atualidade o PewDiePie em que o Metaforando analisa a linguagem corporal do Felix Arvid Ulf Kjellberg, o PewDiePie, que é sueco e mora na Inglaterra. Cheguei a conclusão que sim, é exatamente isso que o canal Metaforando faz, tenta descobrir, por exemplo se uma pessoa está mentindo ou dizendo a verdade analisando suas expressões faciais.

 

Livres para agir

Acredito que para falar sobre liberdade não precisamos ser os maiores sabedores do assunto. Todo mundo é autoridade para falar sobre liberdade. Sendo o mundo supostamente livre, podemos dizer que somos livres. Na verdade não é assim que a liberdade é compreendida.

Esse seria um termo com amplas possibilidades de interpretação e não se esgotariam num único debate. Abordagens infinitas poderiam ser discutidas e nunca se chegaria numa conclusão sobre o que seria a liberdade. Poderia dizer que a liberdade é ação. Ser livre para agir parece englobar tudo o que poderíamos dizer sobre liberdade. Se a liberdade é ação, então deveríamos ser livre para agir, dizer, falar, expressar, comunicar ideias, por exemplo.

O Problema é se se poderíamos dizer qualquer coisa em qualquer lugar e agir também de qualquer modo em qualquer situação. Qualquer pessoa responderia que certamente haveriam situações em que a subjetividade de cada um deveria ser deixada de lado para que um evento em sociedade pudesse ocorrer tranquilamente. Os eventos existiriam porque neles todos estariam ali para um objetivo comum, que seria assistir ao evento, por exemplo. Se, ao invés, alguém tira a roupa e age tranquilamente como se nada estivesse acontecendo, poderia causar certa confusão a não ser que o evento permitisse isso.

A liberdade seria algo que acontece com as pessoas? A liberdade seria relacionada apenas a uma pessoa ou várias? Só é possível falar de liberdade vivendo em comunidade comunidade? Vivendo isolados faríamos parte de uma cultura que nos acolheria como indivíduos que não interagem e que vivem à parte? Essa sociedade nos acolheria só para dizer que não estaríamos fazer parte dela? A solidão só existe porque existem muitas pessoas no mundo para que possamos nos sentir solitários ou não tem nenhuma ligação com o fato de ser livre? Sabemos o que é a liberdade ou o que é ser livre hoje em dia? A liberdade seria ação? Que tipo de ação seria a liberdade? Vivendo solitários num planeta deserto poderíamos nos sentir com toda a liberdade que desejássemos? A liberdade só existiria em grupo, em sociedade, num grupo identitário definido por pessoas que se identificassem e se unissem com regras para cada um e para todos? A liberdade seria sempre relacionada com as leis? A liberdade já existiu historicamente? Atualmente, ela existe plenamente, parcialmente ou não existe de fato? Seria possível dizer que atualmente o que há é uma gradação da liberdade, pois como a sociedade estaria segmentada em classes, a liberdade seria também fragmentada?