O que sinto, ilustro

Navegando pelos mares blogosféricos encontrei uma coisa que sempre gostei, ilustrações! Acho que alguns de vocês aqui do fanzine marginal já me conhecem de outros blogs como o teorema dos sonhos e aquarela dos sonhos, atualmente deletados. Nesses blogs que mencionei, falava sobre as ilustrações de vários artistas brasileiros e internacionais, além de falar de obras de pintores famosos como Wassily Kandinsky, Paul Klee, Pablo Picasso, Salvador Dali, Cândido Portinari e muitos outros. Gosto sempre de ressaltar que os que mais gosto são Kandinsky e Klee e, atualmente Dali, por causa da “luz” em suas obras.

Hoje vou falar sobre algumas ilustrações de Jéssica Gabrielle Lima. O que faço é bem simples: pego uma ilustração e vou falando o que me der na telha. Aliás, acabo de lembrar que tenho os posts antigos dos blogs que falei, depois eu faço um post pra eles. Então, vamos ver se consigo?

A imagem abaixo tirei do blog que fez entrevista com a própria autora. Quando vi, adorei. Falei, po@#a, acho que vou falar sobre essas ilustrações!

Na ilustração logo aí embaixo, percebo um elemento característico da ilustradora que são as linhas. Na maioria das ilustrações dela surgem linhas como se num instante as imagens quisessem se transformar em palavras e, nas imagens com pequenos textos, a poesia do que parece querer virar música. Reparem, na imagem, o que vocês podem ver entre “eu” e “você”? Não é praticamente uma clave de sol? Não é por acaso que esse símbolo musical se chama clave feminina? Porquê se chama também clave feminina? Talvez porque seja a música.

As imagens, palavras e sons não cabem no papel. Os sentimentos são representados na imagem abaixo como transbordantes de sentimentos que se transformaram em arte. A ilustradora criou uma linguagem que ultrapassa o sofisticado e, na singeleza de sua concepção de unir texto e imagem, emociona tanto pelo aspecto visual, quanto pelo textual.

jéssica g lima 6

Abaixo uma pequena tirinha que apesar de parecer redundante denominá-la assim, ela é grande como toda saudade. Acho que dá pra ler, apesar do texto estar pequeno.

Retrata bem o oceano que há entre a saudade que a lembrança ilumina como farol e a dor que ela causa em nós. O que seria maior: as saudades ou as distâncias? Superar a dor talvez seja um caminho que devemos percorrer …

tirinha minha e da Natália Maia. - coletivo ARMININA -

A palavra ânsia surge pra mim no neologismo “substância” como algo que lembrasse muito mais angustia do que ânsia. A substância materializada na forma de uma nova palavra representaria a materialização do que seria a ânsia: a angústia que se traz no coração, ferido por uma flecha e que posso chutar um palpite de que se trata de ferida de amor.

Calma coração, não se enjoe do amor nem tenha pressa por conseguir um. Ele, o amor, move feridas como a fé, as montanhas.

capa e página de [eu não me movo de mim], zine meu e do Elvis Freire. 2015.

Sabem daquelas coisas que nunca contamos? Na arte podemos dizê-las e assim, entregamos ao mundo coisa ainda maior.

capa e página de [eu não me movo de mim], zine meu e do Elvis Freire. 2015.

E a intuição? As vezes a chuva vem de dentro pra fora trazendo nossa tempestade interior. Sublime e inevitável como os fenômenos naturais e mesmo que seja qual for a motivação, saibamos valorizar as lágrimas do exterior como também, com sabedoria, aprendermos com o sofrimento interior.

maio/2014 carta #03: T. que segura minha mão, me estapeia a cara e diz que a vida é mais do que a gente acha que é.

Tem lugares que só nós sabemos onde bate aquela brisa. Esse é um lugar só nosso.

série de cartas carta #4: G. que me conhece pelo avesso e me ama mesmo assim.

E aí pessoal, o que vocês acharam? O texto normal fala do aspecto visual e todos os textos em itálico são pequenas reflexões que faço, ou seja lá o que for, sobre as ilustrações. Falei muita bobagem? Comentem! Muito obrigado a todos que leram até aqui e abraços!!!

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