5 dicas literárias

1. A primeira dica é uma resenha feita pela autora do blog R.izze.nhas sobre o livro Canção de ninar da Leïla Slimani. Deixo o link aqui pra quem quiser conferir a resenha. Esse livro está me agradando bastante, gostei simplesmente.

Capa de Canção de ninar

2. A segunda dica é o livro Entre laços e sapatosFania Benchimol (Texto) & Fernanda Massoti (Ilustração), um livro que mostra como as distâncias não desatam os nós da amizade.

Entre laços e sapatos

3. A terceira é o livro O berço dos super humanos, de Arthur Charles Clarke. O livro conta  que em

“uma gruta submarina vigiada por baleias em transe. Um míssil desaparecido. Trilhas no fundo do mar. Um tridente que muda de aparência. Um planeta misterioso com dois sóis e três luas. Três aventureiros que participam das experiências mais eletrizantes para desvendar mistérios num romance co-assinado por um dos autores da premiada série televisiva “Cosmos”.”

Fonte: lelivros.love

Também estou lendo esse livro e estou gostando muito. Arthur C. Clarke é um autor incrível. Já Bert Gentry Lee, trabalha como engenheiro e também é autor de ficção científica.

4. A quarta dica é a Coleção História Geral da África (em português), disponível em .pdf no site da UNESCO  e o download é gratuito.

Publicada em oito volumes, a coleção História Geral da África está agora também disponível em português. A edição completa da coleção já foi publicada em árabe, inglês e francês; e sua versão condensada está editada em inglês, francês e em várias outras línguas, incluindo hausa, peul e swahili. Um dos projetos editoriais mais importantes da UNESCO nos últimos trinta anos, a coleção História Geral da África é um grande marco no processo de reconhecimento do patrimônio cultural da África, pois ela permite compreender o desenvolvimento histórico dos povos africanos e sua relação com outras civilizações a partir de uma visão panorâmica, diacrônica e objetiva, obtida de dentro do continente. A coleção foi produzida por mais de 350 especialistas das mais variadas áreas do conhecimento, sob a direção de um Comitê Científico Internacional formado por 39 intelectuais, dos quais dois terços eram africanos.

Fonte: unesco.org

 

5. Pra terminar, deixo esse livro incrível como dica pra aqueles que realmente querem ler algo interessante e não apenas publicações da moda. O livro que falo é Sobre a Escrita de Stephen King.

Eleito pela Time Magazine um dos 100 melhores livros de não ficção de todos os tempos e vencedor dos prêmios Bram Stoker e Locus na categoria Melhor Não Ficção, Sobre a escrita – A arte em memórias é uma obra extraordinária de um dos autores mais bem-sucedidos de todos os tempos, uma verdadeira aula sobre a arte das letras. 
O livro também não deixa de lado as memórias e experiências do mestre do terror: desde a infância até o batalhado início da carreira literária, o alcoolismo, o acidente quase fatal em 1999 e como a vontade de escrever e de viver ajudou em sua recuperação.

Fonte: companhiadasletras.com.br

Enfim, esse é um dos livros que estou lendo e ainda não terminei. Se você gostou, no próximo mês tem mais dicas. Se quiser deixar a sua também, vou adorar e a sua sugestão poderá ser uma das próximas.

 

 

 

 

 

 

 

 

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A estampa do bordado

A imagem se torna o centro das atenções cada dia passado. Entretanto, ninguém sabe o que será feito de proveitoso com tanta informação imagética disponível. O livro, serve como exemplo, a sua imagem enquanto objeto e também as imagens que contém como a da capa e ilustrações diversas que podem ou não estarem contidas nele eventualmente informam ao mesmo tempo em que fora de contexto nada dizem, principalmente capas de livros com fotos de pessoas.

Devo dizer que particularmente não gosto muito de capas de livros com “fotos” humanas. Porém, livros com qualquer tipo de ilustração me agradam bastante. Geralmente uma ilustração faz companhia ao título de um livro e somente depois que o livro foi completamente lido pode ser percebida a intenção por trás de toda diagramação escolhida.

As cores, informações tipográficas e todo tipo de arte gráfica fazem parte apenas desse aspecto e não é o que tornará uma obra literária um sucesso de vendas e sim, devo me arriscar a dizer, seu teor universal e atemporal que contribuirá com uma interpretação contemporânea de determinado autor sob o tempo em que vive. Essa contribuição ficcional deverá esperar um tempo, um distanciamento histórico para que se perceba sua originalidade e poder de influência. Como exemplo posso citar qualquer obra de Shakespeare ou Machado de Assis, e, não querendo deixar de fora as mulheres, cito e deixo como recomendação literária “Um teto todo seu”, de Virginia Woolf.

Repetindo o que disse acima será somente o conteúdo da obra que pode ou não fazer sucesso visto que um livro ruim nunca se tornará um sucesso só por causa da capa bonita ou outros aspectos gráficos. O sucesso depende de um atendimento do desejo daquilo que a massa letrada gostaria de consumir e o aspecto mimético realizado entre a ficção da obra e a realidade ficcionalizada que pode facilmente ser percebida pelo corpo de leitores que só poderão julgá-la boa ou ruim conforme seus gostos individuais.

Não sendo os leitores obrigados a apenas consumir livros, principalmente quando for negativamente avaliado por muitos leitores, posso dizer que o fracasso não foi total, mas que seu sucesso foi seu fracasso. Mesmo gerando críticas, pelo menos o livro foi comentado. Isso também deve ser levado em consideração: o que vale mais, um best seller, ou um livro “estranho”, “polêmico”, divisor de opiniões e daí por diante?

BANKSY
postais com artes de Banksy
projeto baseado no livro “Guerra e Spray”. impressão 4/4 cores em papel cartão supremo 300g.

Tudo pode ser lido e interpretado bastando apenas que esteja registrado em algum meio físico. Na imagem acima observamos uma mensagem que foi enviada com uma intenção. O aspecto simbólico de ataque e fragilidade pode ser resumido na ideia central da imagem  que é a de atacar com a força das coisas belas um mundo frágil com “máquinas” imponentes.

 

Concluindo, mais vale entreter ou divertir. Credito que um ser de intelecto razoável se entediará com coisas bobas, mas aquele escritor que criar uma espécie de epopeia na qual todos se identifiquem e encontrem um valor individual, único, aí sim, a leitura terá seu valor de intrínseca (tinha que fazer essa brincadeira, mas não estou sendo patrocinado, ok?) originalidade, graça e valor como obra de exemplo e não apenas como objeto e obra de consumo e para consumo.

As imagens acima são do site da

ALINE RIBEIRO, que é carioca e flamenguista. Amante do Rio e de muitas outras coisas.
Viveu em Dublin, na Irlanda, se cansou do frio, e após viajar pelo mundo em busca de overdose
de cultura, encontrou seu lugar em Cascais, Portugal, onde vive atualmente.
Não vive sem música e seu passatempo preferido é fotografar sem nenhum profissionalismo.
Trabalhou como Designer na Editora Intrínseca, por 8 anos, desenhando desde
peças institucionais e campanhas de marketing a mobiliário e projetos de estandes.
Um sonho simples: trabalhar de havaianas sentindo cheiro de pó de madeira.

Mais umas imagens dela:

pois é …

 

Abissal

Começar a escrever é como existir em vários lugares ao mesmo tempo. Nunca estive em tantos lugares quanto aquele, e só aquele livro bom, pode me levar. Pode ser o coração, a razão, só um breve pensamento … A verdade, é ela, que não me sai da cabeça, sigo em sua busca sem alcançar, nem palpar nada … Apenas sinto o progresso lento de alguém a meditar sob o topo do Kilimanjaro sob o topo do Himalaia e a imaginar saltar dessas alturas e sentir a sensação real de voar e aterrissar num jardim edênico cheio de maravilhas.

O perfume das flores emanado cada vez que penso, as aquarelas siderais de estrelas, o raio energético correndo nas veias luminosas d’alma como o prisma que transfere suas cores n’água e sem contar já sei serem sete as cores de beleza pura e natural. Sete vezes eu poderia criar o big bang, a criação, mas nunca poderia criar a revelação no olhar como tampouco o sentir estar, bem como o não estar sentindo, o existir por pensar e o pensar por existir.

Nós não existimos, emanamos essências do momento inicial. Assim a vida é uma explosão, o coração repete, bombeando nosso sangue, o momento da criação. A criação pulsa em nós. Só, nem mesmo assim sinto solidão. Acompanhado, me sinto só, por saber  que por vezes estou próximo daqueles que estão como antenas a transmitir mensagens para si; em cada mente e coração humanos vibram frequências tão mais subterrâneas quanto as lavas de vulcões ou as mais profundas regiões desconhecidas do nosso planeta Terra.

Imagem de Bali, Indonesia, by Bernard Hermant on Unsplash.

Algumas dicas de desleitura

Quando falo as pessoas nada dizem e calado elas não existem.

Por Blog Fanzine Marginal

Antes de começar quero dizer. Quero dizer que quero desdizer e dizer que uma leitura nunca termina com a última página, muito menos com desfecho da história. Um livro, ainda que inacabado, estará completo em toda sua estrutura orgânica pra passar a mensagem desejada.

Dica número um: leia de tudo. Gostar de ler tudo é complicado, mas ao longo de uma vida uma pessoa adulta já sabe do que gosta de ler e pode se conhecer tão bem como leitor a ponto de saber os seus próprios limites “sobre o que ler de tudo”  possa significar pra si.

Dica número dois: ler pouco, mas com total compreensão do que se lê é fundamental.

Dica número três: saiba buscar a essência de cada obra lida. Saber identificar referencias e paródias entre outras obras podem e serão percebidas pelo leitor que aos poucos aprende que um livro já lido pode ter semelhança com outros. Enfim, cruzar informações entre obras literárias é um bom exercício pra quem gosta de ler e escrever.

Dica número quatro: um livro nunca está acabado com o fim da leitura ou porque a obra em si não foi terminada pelo autor. Muita vez um livro inacabado, como O Processo, de Kafka pode ser o resultado de toda uma vida. A materialização das hipóteses e teses de uma vida podem ganhar os moldes literários com o motivo que só quem escreve sabe o que sente e sabe que necessita dizer quase como um desabafo, uma denúncia, como uma ciência de fatos históricos ainda por vir e que só um autor de sensibilidade pode transformar em artefato artístico.

Dica número cinco: tente se perguntar sempre se você realmente entendeu o que leu, pois quem escreveu viveu sua escrita e elaboração do próprio texto literário que criou.

A seguir deixo um vídeo da Carmem Lúcia, do blog O que vi do mundo falando sobre Franz Kafka.

Nadar com outra força

Vencer desafios, superar medos, ou apenas desabafar com palavras as ideias que querem sair pra fora. Seja qual for o motivo que te inspira, use com intensidade máxima.

Hoje o blogue Fanzine Marginal completa 1 ano. Aqui coloco as imagens como forma de soltar as minhas ideias. Talvez a maioria nem ligue pro que eu escreva e só olhem rapidamente as imagens, mas ainda assim eu me jogo.

Há quem me chame (eu, o autor do blogue) de Franzine, e aqueles que fazem maravilhosas resenhas em seus blogues, só  não posso falar muito dos que acompanham o blogue por falta de comentários por aqui. Enfim, aqui falo do que gosto e falo do que eu quiser.

Muito obrigado a todos que curtem o Fanzine Marginal. Aqui o lema é “onde há regras, devemos recriá-las e fazermos as devidas alterações”. Por exemplo, A Constituição brasileira é um conto de fadas e o livro que conta a história de Pinóquio poderia ter se baseado na vida real por narrar a fabula da vida política brasileira.

***

Se presenteie. Crie mecanismos pra presentear sua produtividade. Isso pode te tornar mais produtivo e independente.

 

Nós somos luz. Devemos brilhar com as nossas ideias.

Somos um templo sagrado feito por amor. Enquanto muitos dizem morrer de amor, em outras regiões umbralinas, onde muitos gritam durante o período que estão na erraticidade, “pelo amor de deus, eu quero nascer”.

Ainda vivemos num mundo que só valoriza a competição por não percebermos que todos são vitoriosos.

Devemos nadar com força, mas com outra corrente, a do amor. Cada elo faz parte dessa correnteza. Devemos nadar contra a força pra alcançarmos o seu lado humano. Sem Guerra nas Estrelas ou Mágico de Oz, o importante é que o homem de lata saiba que o robô faz parte de um mesmo sonho, de uma mesma hipótese, que é a de tornar um mundo possível segundo uma narrativa.

Entre aquarelas, muitos gizes de cera, giz de sonhos e grafites de amor, de mina infinita, tento escrever o que não consigo tornar imagem. Seja um pensamento de Virginia Woolf, Clarice Lispector, Luiz de Camões, Castro Alves, Platão, Sócrates e muitos outros que possuem a ideia de Literatura com L maiúscula,  que é também o L da Liberdade, que rima com felicidade, que me faz querer citar Spinoza e Izaac Newton, assim, o que pretendo é criar um novo material pra dizer o indizível e, pra isso é preciso certa dose de sensibilidade e nervos de aço.

Até brinco pensando em aconselhar as pessoas a não fazerem o que faço é só pra profissionais, eu diria. Mas me perguntariam “e a liberdade de expressão, Rômulo?” Eu responderia: ora,  ela é tão livre que ainda não encontrou idioma mais eficaz do que a imagem; igual a ela só a matemática, a música e o amor.

Ouvir Estrelas

“Ora (direis) ouvir estrelas! Certo,
Perdeste o senso!” E eu vos direi, no entanto,
Que, para ouvi-las, muitas vezes desperto
E abro as janelas, pálido de espanto…

E conversamos toda a noite,
enquanto a Via-Láctea, como um pálio aberto,
Cintila. E, ao vir do sol, saudoso e em pranto,
Inda as procuro pelo céu deserto.

Direis agora: “Tresloucado amigo!
Que conversas com elas? Que sentido
Tem o que dizem, quando estão contigo? ”

E eu vos direi: “Amai para entendê-las!
Pois só quem ama pode ter ouvido
Capaz de ouvir e e de entender estrelas”.

 Poema de Olavo Bilac.
Pra mim a imagem fala, entoa sublimes cânticos e paira ante o caos reordenando-o e ampliando aspectos e emoções que ainda nem conhecemos.
Permita que pensamentos novos aconteçam.
Reserve um tempo pra refletir e multiplicar-se.
Viva as suas ideias e anote-as.
Lembre-se que a maré da vida sempre traz aquilo que você fez ou que você ainda faz.
Um ano de muita arte, reflexões e bons sentimentos a todos!
Capturar

As indefiníveis certezas

Queria explicar-me aos homens primeiramente. Na verdade é melhor  que nos expliquemos a nós mesmos para que assim saibamos que a verdade está conosco. Dizer-nos e explicar-nos e tarefa difícil. Só nós sabemos o que somos e darmos satisfação de nós, sobre nós e algo tão impossível quanto querer abrir uma janela o olhar o futuro, depois-fechá-la e nos retirarmos para o conforto de um mundo fechado e dizer na paz de um silencio aterradoramente solitário: ele, o futuro está lá, me esperando.

Queria explicar-me com facilidade. Com aquela facilidade que como as coisas são. Ainda nem decifrei-me e ainda tento, ainda tentamos, todos nós, decifrar-nos. Dizer a verdade do papel do personagem da vida real é tão difícil. Apenas sei sou, sabemos que apenas somos. Sou como os outros? Somos os outros? Somos como os outros? Somos como os outros dos outros?

Com que palavras poderíamos dizer-nos com verdade quem somos? Quais palavras definiriam o que somos? Será melhor nem definir? Indefinir, talvez seja bom? Assim, conosco estaria  em nós a busca por ser, essa sim seria uma definição não limitante.

O mundo que pode ser lido

Atualmente vivemos numa explosão de publicações de livros de todos os tipos. Muitos autores, muitas editoras e provavelmente, porém, nenhum novo clássico.

Quantidade não significa qualidade, mas todo mundo gostaria de ter escrito pelo menos um livro na vida. O livro possui uma aura de respeito, de importância que nenhuma tecnologia atual conseguiu por enquanto substituir.

Curiosamente o livro enquanto objeto físico utiliza muito das tecnologias recentes sem perder sua característica de ser um objeto físico, de papel e que pode ser lido sem ligar numa rede elétrica.

Quanto ao conteúdo, os livros foram transpostos para aparelhos de leitura para aqueles que possuem muitas obras e desejam armazenar uma grande quantidade de informação num único e pequeno objeto.

Muitas obras importantes já foram escritas. O importante não é tudo que já foi escrito, mas ler aquilo que modificou internamente o leitor e o fez pensar de algum modo. Ainda que todos os habitantes do planeta escrevessem um único livro, ainda assim, ninguém conseguiria ler o livro que cada um escreveu.

Quantidade de livros lidos não significa qualidade. O importante é o acervo que conseguimos montar ao longo de nossas vidas. Mesmo que só tenhamos lido um único livro o mundo já está descoberto e desvendado em todos os seus mistérios. O importante é sabermos que nada sabemos, e que, aos poucos, os dias que passam são como folhas de uma nova página das nossas vidas. A leitura, a escrita e a vida são coisas únicas e subjetivas.

A seguir deixo dois vídeos do que considero o melhor canal literário até o dia da postagem deste post.

Carmem Lucia é bibliotecária e também é formada em letras. As suas leituras são substanciosas e com argumentos certeiro, capta a verdade de cada obra que lê. As suas resenhas são riquíssimas e recomendáveis para aqueles que querem aprender a fazer as suas.

Inicialmente queria deixar somente o vídeo dela falando sobre o livro Grande sertão: veredas, mas depois ao assistir o vídeo em que ela fala do Banquete, de Platão, achei que esses dois livros podem ser estudados comparativamente, na minha opinião parece haver uma relação entre a obra de Guimarães Rosa e a de Platão e certamente entre várias outras também.