Conduzidos pela pausa

Então é mais uma segunda e você precisa ir trabalhar. Sempre naquele ônibus cheio de gente, os iguais, nem melhores ou piores, apenas estão ali como poderiam estar aqui, lá em Caruaru, Nova Iorque, Paris, São Paulo.

Melhor seria ser filho da Xuxa (nossa, isso soa quase como xingamento!), ou ter nascido irmão da Sasha, a filha da Xuxa (ainda parece xingamento …), xingamento, shingamento; não importa o lugar ou a forma de dizer, atualmente, no mundo, não há lugar pra sermos.

Se a condução está cheia de trabalhadores, políticos corruptos, advogados que advogam em causa própria, o que fazer quando te chamam descaradamente de filho da Xuxa? De bom gosto mesmo é ser chamado de filho de Gisele Bündchen. A Gisele é bem mais bonita, não possui os atributos que tornam a Xuxa uma especie de desenho animado que se tornou humano. A Xuxa, se você olhar bem, parece aquelas bonecas de plástico, ela parece também um bebê crescido. Gisele não. Gisele é mulher que a natureza fez sem tirar nem por, sem excessos, nem exagerar.

Agora pensem nas filhas de Xuxa e Gisele: elas nunca precisarão pensar em previdência, limites do cartão de crédito, da matemática, enfim, a Teoria da Relatividade não parece ser aplicável a milionários e afins. Não precisarão pensar em SUS, BOPE, eleições, pegar ônibus cheio, fila de banco, cinema, autógrafos, injeção, hot dog, das portas do céu, a lista é grande! E, nem falei ainda (nem vou falar dos filhos dos netos da rainha da inglaterra, que aqui escrevo gostosamente em letras minúsculas, porque pra mim, essas pessoas não possuem nenhuma importância na minha vida), nem vou falar e ponto.

O que conduz a gente é generoso por atiçar nossa personalidade e inteligência. As dúvidas são o nosso combustível. Se há respostas, há mais perguntas. Se há mais cosas entre o céu e a terra, há mais anda entre o céu e o inferno, entre o céu e outros céus.

Aqui não é o mundo das ideias, aqui é o mundo do erro e do aprendizado. Se toda riqueza do mundo fosse distribuída igualmente pra cada ser humano, em questão de semanas todas as desigualdades sociais voltariam ao normal, foi o que li em algum lugar.

O importante? Ah, sim, claro, a arte. A arte é a virgula que pausa toda frase produzida pelas ciências.

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Imagem: Gabriel Trópz

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Abissal

Começar a escrever é como existir em vários lugares ao mesmo tempo. Nunca estive em tantos lugares quanto aquele, e só aquele livro bom, pode me levar. Pode ser o coração, a razão, só um breve pensamento … A verdade, é ela, que não me sai da cabeça, sigo em sua busca sem alcançar, nem palpar nada … Apenas sinto o progresso lento de alguém a meditar sob o topo do Kilimanjaro sob o topo do Himalaia e a imaginar saltar dessas alturas e sentir a sensação real de voar e aterrissar num jardim edênico cheio de maravilhas.

O perfume das flores emanado cada vez que penso, as aquarelas siderais de estrelas, o raio energético correndo nas veias luminosas d’alma como o prisma que transfere suas cores n’água e sem contar já sei serem sete as cores de beleza pura e natural. Sete vezes eu poderia criar o big bang, a criação, mas nunca poderia criar a revelação no olhar como tampouco o sentir estar, bem como o não estar sentindo, o existir por pensar e o pensar por existir.

Nós não existimos, emanamos essências do momento inicial. Assim a vida é uma explosão, o coração repete, bombeando nosso sangue, o momento da criação. A criação pulsa em nós. Só, nem mesmo assim sinto solidão. Acompanhado, me sinto só, por saber  que por vezes estou próximo daqueles que estão como antenas a transmitir mensagens para si; em cada mente e coração humanos vibram frequências tão mais subterrâneas quanto as lavas de vulcões ou as mais profundas regiões desconhecidas do nosso planeta Terra.

Imagem de Bali, Indonesia, by Bernard Hermant on Unsplash.

Elevação

Como podemos mostrar com o nosso corpo as coisas que nós admiramos? Tatuando. Pode ser que o que está na pele reflete a alma da pessoa tatuada. As pessoas tatuam aquilo que as eleva.

Se tenho um coração, uma estrela, uma nuvem, um nome, uma frase, enfim, tatuar como quem deseja sentir perene em sua pele o símbolo daquilo que a imagem representa. O corpo seria uma tela em branco na qual colocamos aquilo que acreditamos nos representar na forma de símbolos.

Nunca, em pesar os símbolos que elevam, lindos, nosso corpo é a marca  mundo com que  mundo nos marcou.

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A chuva cai mansa lá fora E torrente lava-gente A gente e o imanente dentro da gente O impermanente; o permanente dos cabelos – tentáculos em todas as direções Fã obsoleto Raio que corta e mata E chuva mansa na mata A fruta que brota no meu quintal O hóspede , o visitante que a come, que cospe , que afaga e que arranca O perto, e de tanto medo do perto; o longe Ou tão tão longe de tão perto Cabaça canoa , taça que leva essa água corrente é o meu corpo Pedra dura e lisa, gosta de ser alisada Pedra-dor , predador de mim mesma Garganta profana e profunda Quer lamber todos os potes até chegar ao néctar… Eu , como uma uva -passa , serei eroticamente lambida dos pés à cabeça Um sopro tesão dessa criação! #poema #livro #poesia #amo

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As indefiníveis certezas

Queria explicar-me aos homens primeiramente. Na verdade é melhor  que nos expliquemos a nós mesmos para que assim saibamos que a verdade está conosco. Dizer-nos e explicar-nos e tarefa difícil. Só nós sabemos o que somos e darmos satisfação de nós, sobre nós e algo tão impossível quanto querer abrir uma janela o olhar o futuro, depois-fechá-la e nos retirarmos para o conforto de um mundo fechado e dizer na paz de um silencio aterradoramente solitário: ele, o futuro está lá, me esperando.

Queria explicar-me com facilidade. Com aquela facilidade que como as coisas são. Ainda nem decifrei-me e ainda tento, ainda tentamos, todos nós, decifrar-nos. Dizer a verdade do papel do personagem da vida real é tão difícil. Apenas sei sou, sabemos que apenas somos. Sou como os outros? Somos os outros? Somos como os outros? Somos como os outros dos outros?

Com que palavras poderíamos dizer-nos com verdade quem somos? Quais palavras definiriam o que somos? Será melhor nem definir? Indefinir, talvez seja bom? Assim, conosco estaria  em nós a busca por ser, essa sim seria uma definição não limitante.

Como círculos num espelho d’água

Hoje falarei de um assunto que ainda não parece ser levado muito a serio. O tema centros de energia no corpo humano pode ter seu fundo de verdade pra alguns e pra outros pode se tratar apenas de pura fantasia resultante de uma imaginação muitíssimo fértil. E voces o que acham? é verdade? Não é? Comente e diga a sua opinião!

Falei neste post sobre como as coisas no mundo parecem sempre tender para as formas circulares. O nosso sistema sanguíneo por exemplo, percorre todo nosso corpo levando e trazendo o sangue com seus nutrientes e sempre está em constante movimento e renovação. Talvez por isso se chame também de sistema circulatório que à maneira de um círculo esticado seria a prova de que tudo na natureza percorre circularmente caminhos que se exprimem fisicamente em ciclos.

Muito já devem ter ouvido da expressão “tal pai, tal filho” e também aí não é diferente a história. Como um pai ou uma mãe eram quando jovens os filhos tenderiam a ser como seus pais foram. Há aqueles pais e mães que veem seus filhos de uma forma quase incompreensível e nem sabem o porquê de seus filhos serem tão diferentes dos pais. Lembremos que o nosso DNA possui uma forma de espiral.

Li em algum lugar que em nós habita certos centros de energia denominados Chakras que por sua vez significaria “roda”, “giro”, ou “círculo”. São conhecidos popularmente algo em torno de sete desses centros energéticos no corpo humano, mas já vi também em outras fontes que na verdade o números de centros energéticos no corpo humano pode chegar a  mais ou menos oitenta mil centros de energia com cores e finalidades diferentes no nosso corpo.

Nem mencionei a aura e as formas-pensamento que nos levariam a estender esse assunto num outro nível de entendimento. Em todo caso, tudo que acontece fisicamente com nosso corpo pode ter origem nas manias, ou imagens mentais que criamos e grudam na nossa aura transmitindo para o Sistema Nervoso Central e acarretando o surgimento dos mais variados sintomas de doenças psíquicas e físicas, porque tudo começa, como já falei anteriormente em outro post, no pensamento.

O pensamento doentio e o vicioso acaba produzindo uma espécie de miasma que tomaria a forma de pequenos insetos ou pequenas massas de nuvem de matéria deletéria que sugaria a energia vital da pessoa cansando-a até o esgotamento moral e espiritual. Por esse motivo muitas pessoas aparentemente bem fisicamente se sentem como se estivessem cansadas e as causas desse cansaço não é nada mais do que pensamentos carregados que acabam por sobrecarregar a própria pessoa.

Mudando de assunto, pode acontecer de não nos reconhecermos nas nossas próprias obras. Se fazemos uma obra de arte poderemos nos encontrar nela? E se fizermos a guerra também aí nos acharemos? Também nas relações sociais tudo parece ser um ciclo: recebemos o que damos e, tudo o que somos, devemos aos que indireta ou diretamente ajudaram a nos formar enquanto seres sociais.

Assim, como círculos que se formam num espelho d’água causada pelo impacto de uma pedra, por exemplo, somos nós a estender nosso campo de ação e influência conforme pensemos de acordo com tal ou qual maneira.

 

Além de nós

Ainda bem que o mundo parece um caleidoscópio e uma aquarela com paletas de cores praticamente infinita.

Será que o meu eu do passado estaria feliz vendo o eu do presente infeliz?

Responder essa pergunta pode parecer difícil mais o estado emocional em que muitas pessoas se encontram atualmente deixa bem clara a resposta.

A resposta poderia vir na forma de um vazio existencial. Nas várias dúvidas que surgem, ou dos reais motivos de nossa existência. Perguntas como “será que se eu simplesmente sumir faria diferença para alguém?” Mostram que atualmente no mundo a saúde psíquica das pessoas vai não muito bem.

As vezes o que falta é colocarmos os nossos pés no chão e caminharmos até nós mesmo e nos encontrarmos com a natureza e, com ela, encontrar a nós mesmos.

Devemos ser nosso próprio chão e não colocar expectativas num futuro incerto. Não existe momento melhor para sermos felizes do que o hoje. Viver o agora para ser pleno amanhã e assim por diante.

Coloque confiança apenas até onde sua capacidade alcance. Não se fruste por resultados ruins, você apenas tentou e isso de nem sempre obtermos sucesso faz parte do nosso aprendizado.

Aprenderemos que nada e ninguém é perfeito quando elas frustam nossas melhores expectativas. Lembre sempre que uma flor se abre sempre é bonita. As pessoas até quando nos magoam mostram que estão sendo elas mesmas e isso é belo.

Devemos ser a nossa própria religião. Religião é uma palavra que veio do latim e significa aproximadamente “religar”. Se estamos num mundo em que estamos sempre precisando nos religar com o mistério do mundo é porque ainda tanto o mundo, quanto nós mesmo ainda não somos perfeitos e a todo momento somos convidados a nos distrair com coisas supérfluas e superficiais.

Apesar disso, devemos aprender a religarmos a nós mesmos. Se tudo parecer sem sentido devemos buscar a solidão e ouvir a nossa própria voz.

Há tantas pessoas que desejam companhia sem saber que são acompanhadas e outras que possuem na vida a inquietude da fama e desejariam estar sós ou serem pessoas completamente anônimas.

Muitas pessoas desejam sapatos caros enquanto aquele que sempre andou com os pés no chão  talvez nunca se sinta confortável usando o mais caro dos calçados.

A solidão as vezes é um remédio e, a fama, a oportunidade de fazermos algo por aqueles que não têm voz.

O corpo também é um lugar onde estamos o tempo todo habitando. Coloque nele coisas elevadas. Conhecimento, por exemplo.

As vezes até o silêncio é a melhor voz que podemos ouvir.

Enfim pessoal, hoje apresento um vídeo da Nátaly Neri, do Canal Afros e Afins. Acho ela linda! E como tenho feito costumeiramente aqui no blog, escrevo partindo de ilustrações, de vídeos, ou músicas como inspiração.

Diálogos com a noite

Não é sobre religião que vou falar. Também não falarei sobre política ou times de futebol. Falarei sobre aquilo que verdadeiramente importa. E o que realmente importa é sabermos que interesses pequenos se perdem na imensidão noturna que navegamos sem perceber que somos levados para qualquer lugar.

Todos os caminhos levam a Deus. Se alguém está triste, solitário ou infeliz será aí nesses sentimentos que O encontraremos porque assim se faz necessário algumas vezes na vida das pessoas.

A felicidade é só uma e pode ser conseguida de diversas formas. Uma delas é não precisar de nada para conquistá-la.

Não há nada no mundo que Ele não saiba. Se pensa que pode esconder algo de alguém que criou tudo você está completamente enganado. Se somos a imagem e semelhança d’Ele, então sabemos que nem de nós podemos ocultar todos os nossos defeitos e problemas, pois ninguém progride sem antes passar por cada etapa necessária.

A nossa consciência nos apresentará nossa culpa em algum lugar dentro de nós como uma vós que começa a conversar conosco e, antes de nos acusar percebemos que ela está sempre a nos dizer que erramos e que sempre é tempo de corrigir o erro.

Recebemos o que damos e perdemos o que desperdiçamos. Cuidado com aquilo que faz mal ao outro pois vai retornar como um bumerangue lançado violentamente na direção de alguém específico, mas nem mesmo o toca e já estará voltando talvez com muito mais força para a própria pessoa que o lançou.

Enfim, a noite é apenas aparência e não percebemos que na verdade o que existe é sempre o dia e por isso Ele nunca dorme e vela por nosso sono.

Se não me expressei bem, deixo a seguir um vídeo que talvez explique um pouco melhor o que quis dizer com o texto acima.