Paixão nº 1

Acordei com seus cabelos macios
cobrindo meus sonhos
enquanto, ao longe, pássaros vadios
voavam enfadonhos

Acordei, desde o dia em que te vi e
não mais dormi,
porque você é minha energia,
reconforto do meu sono
e a força da minha vida.

Ao te ver pela primeira vez te amei tanto
que o sol pareceu iluminor seus lábios
só pra você me beijar de um jeito ensolarado.

Sendo dia ou noite, manhã ou madrugada, nunca é tarde pra amar,
e do amor estar ao lado,
porque o amor é eterna
alvorada, lindo entardecer
que transforma
tudo
em amor
com brilho
eternizado.

Quando entardecer e a paixão
for dormir
o amanhecer dirá
que a paixão anoitece
quando amor acontece
nos acorda pra uma nova experiência.

A chama do dia é o amor é a vida.
A vida é uma paixão que não se apaga.
O amor é a sabedoria de que todos tem ciência.

Poema de Uriel Lee

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Fãs do impossível

Então chegou a hora de falar sobre o que é um fanzine. A seguir deixo alguns vídeos que explicam o que é um fanzine e como fazer um.

 

Se você achou um tanto monótona a descrição contida na Wikipédia deixo aqui o link da descrição sobre o que é um fanzine feita pela Desciclopédia.

Visto que agora já sabemos tudo sobre fanzine e sabemos até mesmo fazer um, vamos ao significado da palavra marginal.

marginal

Antes de terminar quero mostrar o apresentar o significado de Poesia Marginal.

Poesia Marginal

A Poesia Marginal, também conhecida como Geração Mimeógrafo, foi um importante movimento literário representado por nomes como Paulo Leminski e Torquato Neto.

Paulo Leminski, Ana Cristina César e Torquato Neto estão entre os principais representantes da Poesia Marginal ou Geração Mimeógrafo*Paulo Leminski, Ana Cristina César e Torquato Neto estão entre os principais representantes da Poesia Marginal ou Geração Mimeógrafo*.

Geração Mimeógrafo*:

A geração mimeógrafo (também denominado movimento Alissara) foi um movimento, ou fenômeno sociocultural [1] brasileiro que ocorreu imediatamente após a Tropicália, durante a década de 1970, em função da censura imposta pela ditadura militar[2], que levou intelectuais, professores universitários, poetas e artistas em geral, em todo o país, a buscarem meios alternativos de difusão cultural, notadamente o mimeógrafo, tecnologia mais acessível na época. Da tecnologia mais usada vem o seu nome.[3]

Sua produção literária não foi aceita por grandes editoras, pelo menos até 1975, quando a editora Brasiliense publicou o livro “26 Poetas Hoje”. Por estar à margem do circuito editorial estabelecido, sua poesia foi denominada poesia marginal. A produção artística desta geração igualmente não circulava em tradicionais galerias. A geração mimeógrafo também se expressou através da música, do cinema e da dramaturgia, sendo a sua produção poética a mais lembrada, possivelmente por ser aquela produção mais adequada às restrições de suporte impostas pela página mimeografada. As outras artes podiam ser divulgadas, porém não poderíamos ouvir uma canção ou ver um filme em um pequeno jornal ou revista mimeografados, ou fotocopiados[4].

Hélio Oiticica criou a célebre frase que sintetizaria a cultura marginal dos anos 1970

Um dos principais nomes da Poesia Marginal, Paulo Leminski nasceu em Curitiba no dia 24 de agosto de 1944 e faleceu no dia 07 de junho de 1989.

Ana Cristina Cesar, poeta e tradutora, nasceu no Rio de Janeiro no dia 02 de junho de 1952. Faleceu no dia 29 de outubro de 1983 aos 31 anos.

E para terminar um vídeo que fala um pouco sobre o que é a Poesia Marginal:

Só o impossível acontece. O possível apenas se repete, se repete, se repete. Chacal

Então é isso. São essas ideias de poesia marginal que me inspiraram para criar o nome desse blog e chamá-lo de Fanzine Marginal. Ainda não é um blog que fala fortemente como um fanzine, mas conforme vou absorvendo as ideias, ideais e conceitos da Poesia Marginal e também do Fanzine, com o tempo quem sabe o blog esteja cada vez mais à margem?