Estrelas

eu te amo até
nos teus mínimos trejeitos,
amo os defeitos
que te trouxeram a mim

do lado oculto da lua está
aquilo que ao coração faz sentido
e põe a gente a gritar

muita guerra, muita luta
a força bruta do caos da paz
trazida pela luta silenciosa e fugaz
de amar sem paz na sublime conduta solitária de sofrer por amar assaz

Te falei no deserto das emoções e nos oceanos de águas rasas
que brotaram no olhos
quando
não há nada a dizer,
nada a fazer posto
que só o que é inexplicável dá asas pra entender o indizível
o invisível
o infalível
e que nunca foi escrito em hieroglifos,
mas foi passado pra mim e você
e é presente em nosso olhar
apesar de a centelha do desejo ter explodido a tempos imemoriais
aquela luz ainda está lá
no nosso olhar
quando damos as mãos e morremos
em paz
de amor
supernovos
suspensos
em nosso ar
imensos
como orgulhosos exemplos
registrado na fotografia celeste
que solidão agreste
não conhece
nem ilumina

 

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Nadar com outra força

Vencer desafios, superar medos, ou apenas desabafar com palavras as ideias que querem sair pra fora. Seja qual for o motivo que te inspira, use com intensidade máxima.

Hoje o blogue Fanzine Marginal completa 1 ano. Aqui coloco as imagens como forma de soltar as minhas ideias. Talvez a maioria nem ligue pro que eu escreva e só olhem rapidamente as imagens, mas ainda assim eu me jogo.

Há quem me chame (eu, o autor do blogue) de Franzine, e aqueles que fazem maravilhosas resenhas em seus blogues, só  não posso falar muito dos que acompanham o blogue por falta de comentários por aqui. Enfim, aqui falo do que gosto e falo do que eu quiser.

Muito obrigado a todos que curtem o Fanzine Marginal. Aqui o lema é “onde há regras, devemos recriá-las e fazermos as devidas alterações”. Por exemplo, A Constituição brasileira é um conto de fadas e o livro que conta a história de Pinóquio poderia ter se baseado na vida real por narrar a fabula da vida política brasileira.

***

Se presenteie. Crie mecanismos pra presentear sua produtividade. Isso pode te tornar mais produtivo e independente.

 

Nós somos luz. Devemos brilhar com as nossas ideias.

Somos um templo sagrado feito por amor. Enquanto muitos dizem morrer de amor, em outras regiões umbralinas, onde muitos gritam durante o período que estão na erraticidade, “pelo amor de deus, eu quero nascer”.

Ainda vivemos num mundo que só valoriza a competição por não percebermos que todos são vitoriosos.

Devemos nadar com força, mas com outra corrente, a do amor. Cada elo faz parte dessa correnteza. Devemos nadar contra a força pra alcançarmos o seu lado humano. Sem Guerra nas Estrelas ou Mágico de Oz, o importante é que o homem de lata saiba que o robô faz parte de um mesmo sonho, de uma mesma hipótese, que é a de tornar um mundo possível segundo uma narrativa.

Entre aquarelas, muitos gizes de cera, giz de sonhos e grafites de amor, de mina infinita, tento escrever o que não consigo tornar imagem. Seja um pensamento de Virginia Woolf, Clarice Lispector, Luiz de Camões, Castro Alves, Platão, Sócrates e muitos outros que possuem a ideia de Literatura com L maiúscula,  que é também o L da Liberdade, que rima com felicidade, que me faz querer citar Spinoza e Izaac Newton, assim, o que pretendo é criar um novo material pra dizer o indizível e, pra isso é preciso certa dose de sensibilidade e nervos de aço.

Até brinco pensando em aconselhar as pessoas a não fazerem o que faço é só pra profissionais, eu diria. Mas me perguntariam “e a liberdade de expressão, Rômulo?” Eu responderia: ora,  ela é tão livre que ainda não encontrou idioma mais eficaz do que a imagem; igual a ela só a matemática, a música e o amor.

Ouvir Estrelas

“Ora (direis) ouvir estrelas! Certo,
Perdeste o senso!” E eu vos direi, no entanto,
Que, para ouvi-las, muitas vezes desperto
E abro as janelas, pálido de espanto…

E conversamos toda a noite,
enquanto a Via-Láctea, como um pálio aberto,
Cintila. E, ao vir do sol, saudoso e em pranto,
Inda as procuro pelo céu deserto.

Direis agora: “Tresloucado amigo!
Que conversas com elas? Que sentido
Tem o que dizem, quando estão contigo? ”

E eu vos direi: “Amai para entendê-las!
Pois só quem ama pode ter ouvido
Capaz de ouvir e e de entender estrelas”.

 Poema de Olavo Bilac.
Pra mim a imagem fala, entoa sublimes cânticos e paira ante o caos reordenando-o e ampliando aspectos e emoções que ainda nem conhecemos.
Permita que pensamentos novos aconteçam.
Reserve um tempo pra refletir e multiplicar-se.
Viva as suas ideias e anote-as.
Lembre-se que a maré da vida sempre traz aquilo que você fez ou que você ainda faz.
Um ano de muita arte, reflexões e bons sentimentos a todos!
Capturar

Paixão nº 1

Acordei com seus cabelos macios
cobrindo meus sonhos
enquanto, ao longe, pássaros vadios
voavam enfadonhos

Acordei, desde o dia em que te vi e
não mais dormi,
porque você é minha energia,
reconforto do meu sono
e a força da minha vida.

Ao te ver pela primeira vez te amei tanto
que o sol pareceu iluminor seus lábios
só pra você me beijar de um jeito ensolarado.

Sendo dia ou noite, manhã ou madrugada, nunca é tarde pra amar,
e do amor estar ao lado,
porque o amor é eterna
alvorada, lindo entardecer
que transforma
tudo
em amor
com brilho
eternizado.

Quando entardecer e a paixão
for dormir
o amanhecer dirá
que a paixão anoitece
quando amor acontece
nos acorda pra uma nova experiência.

A chama do dia é o amor é a vida.
A vida é uma paixão que não se apaga.
O amor é a sabedoria de que todos tem ciência.

Poema de Uriel Lee

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Eu sou rio

Eu sou o que sou e pronto. Eu sou o que sorrio. Sou o que só ri. Sou o que sou e pronto. Atestado isso em mim, também constato que posso ser outros, mas que também os outros só podem ser os outros. Então, eles mesmos sendo eles mesmos, só poderão ao longo de suas estranhas vidas serem estranhos e alheios para minha maneira de ser, que muda sempre, e reciprocamente assim se dá tão módico fato.

Presto atenção nas árvores, nas montanhas, em como nosso pensamento esbarra em querer pintar telas com a tinta que carregamos dentro de nós em determinado momento de nossas vidas. Que sou eu se não eu mesmo? Tantas pessoas passam e o sol é ainda o mesmo. Ainda não inventaram outros sois.

Quero sorrir, mas o que sou não permite. Aquela frase de felicidade quero que lha deis a quem merece. A paz, a poesia, desejo que as rasgue e comece a guerra: para com tudo isso faça uma bola de papel e jogue no lixo. A guerra é presente e a paz não é reciclável. A poesia corre no meu sangue, pois a vida é sempre da cor de arrebóis.

Eu sorrio
sou rio
só rio

com você quero
rir do que sou
teu riso espero

sou o rio
mas em você navego
eres meu porto

seguro cais
caminho puro
de imensa paz.

Nas ondas da amizade

Num blogue antigo me lembrei que tentei fazer um poema. Era pra ser um poema que falasse muito mais das coisas melancólicas e tristes e daí por diante, mas por algum motivo saiu assim.
Também não sei a razão que me fez dar esse título ao poema. A parte mais triste dele talvez seja o próprio título. Enfim, saiu e até que gostei do resultado final, mas fico sempre com aquela sensação de que ainda falta algo.
Gostei principalmente do final dele. Me faz pensar no quanto de vazio é dito hoje em dia pra que se consiga algo. Seja um elogio, um comprimento pra alguém na rua, ou até mesmo uma cantada o fato é que parece não haver conteúdo verdadeiro de afeto nas comunicações entre as pessoas.
Lágrimas são tão mais cheias de verdade, aquela verdade que só aquele que sofre sabe, do que aquele sorriso de quem pensa ser feliz. No mundo em que vivemos a felicidade e a tristeza fazem parte de que uma só pode existir conforme saibamos da existência da outra e que saibamos aproveitar com sabedoria a paz e o nosso inferno cotidiano.
Assim, como um rio sói levar as águas pra longe a vida nos leva as lágrimas pra trazer-nos risos, sorrisos e amigos que, antes de ficarem parados admirando o que não pode ser mudado, nos auxiliam a nos tornarmos melhores na graça e na desgraça. Amigos que só o tempo sabe fazer unir como águas de rios que se encontram com o mar e jungem tudo o que encontrou no seu caminho pra oferecer de volta pro mundo  tudo o que aprendeu até ali através de outras correntezas como as do oceano: nunca tão fortes como as da amizade, porém …
Depressão
Amanhecer
tudo começa
no amanhecer
o acontecer
acontece
e começa
fazer
a vida acontecer
tecer
fazendo da vida
aquilo
de que ela é tecida
de texturas
iluminuras
da natureza
de natureza desconhecida
intuída
mesmo que o orvalho
das plantas no amanhecer
não clareiem nosso ser
como borrões em nosso itinerário
diante de tanta pintura
a cor escura
da dor
que só quem sente pode ver
que sempre há um amanhecer
do outro lado da dor
uma cor
começa amanhecer
pois é preciso anoitecer
para sarar a dor
mudar de tom
e ver
que a intenção da cor
é registrar na flor
ainda em botão
a mensagem lançada
na escuridão
que a vida
é eterno amanhecer,
pois até na penumbra há cor
e a vida é eterno florescer
e a quietude sem luz
o momento de adormecer
para a dor esvaecer
e transformar
a cor
para que se possa ver
a dor
indo noutra direção
como sim em não
transformados
todas as dores
em imenso
ramo de cores
intenso e perfumado
das profundezas das emoções
de que somos criadores
das profundas criações
dando cor aos corações
ampliando amores
tons
de corações que batem
multicolores
no coração
os sons vem das cores,
pois a coloração
daquilo tudo
que podemos sentir
está no coração
e doer é existir,
mas a vida, essa sim,
é eterno florir
a tristeza é profunda
sentimento necessário para a alegria
a depressão é apenas uma palavra
e enfeita paginas vazias
mas a vida
essa sim
ainda que no papel
sempre estará por ser escrita.

Fé no amor

Minha vida
meu amor
meu calor da tarde

o mundo em seu coração
e o meu no seu
é minha atenção

nem posso te ouvir
mas sabemos que somos iguais
quando batem os nossos corações

o homem e um cão
não sabem conversar
se não for em vão

o vão da razão ao cair da tarde
cada um, cão e homem, procuram
a cara metade

para unir manhã e tarde
homem e mulher de corações unidos na noite
e ficarem juntos ao cair da tarde

beira do mar
meu coração de amor arde
porque o dela como um mar o meu invade

e a noite ela desaparece
mas nem tudo é ilusão
se sinto
posso fazer uma canção
cantar o amor é a minha prececlark-adams-473378

Fãs do impossível

Então chegou a hora de falar sobre o que é um fanzine. A seguir deixo alguns vídeos que explicam o que é um fanzine e como fazer um.

 

Se você achou um tanto monótona a descrição contida na Wikipédia deixo aqui o link da descrição sobre o que é um fanzine feita pela Desciclopédia.

Visto que agora já sabemos tudo sobre fanzine e sabemos até mesmo fazer um, vamos ao significado da palavra marginal.

marginal

Antes de terminar quero mostrar o apresentar o significado de Poesia Marginal.

Poesia Marginal

A Poesia Marginal, também conhecida como Geração Mimeógrafo, foi um importante movimento literário representado por nomes como Paulo Leminski e Torquato Neto.

Paulo Leminski, Ana Cristina César e Torquato Neto estão entre os principais representantes da Poesia Marginal ou Geração Mimeógrafo*Paulo Leminski, Ana Cristina César e Torquato Neto estão entre os principais representantes da Poesia Marginal ou Geração Mimeógrafo*.

Geração Mimeógrafo*:

A geração mimeógrafo (também denominado movimento Alissara) foi um movimento, ou fenômeno sociocultural [1] brasileiro que ocorreu imediatamente após a Tropicália, durante a década de 1970, em função da censura imposta pela ditadura militar[2], que levou intelectuais, professores universitários, poetas e artistas em geral, em todo o país, a buscarem meios alternativos de difusão cultural, notadamente o mimeógrafo, tecnologia mais acessível na época. Da tecnologia mais usada vem o seu nome.[3]

Sua produção literária não foi aceita por grandes editoras, pelo menos até 1975, quando a editora Brasiliense publicou o livro “26 Poetas Hoje”. Por estar à margem do circuito editorial estabelecido, sua poesia foi denominada poesia marginal. A produção artística desta geração igualmente não circulava em tradicionais galerias. A geração mimeógrafo também se expressou através da música, do cinema e da dramaturgia, sendo a sua produção poética a mais lembrada, possivelmente por ser aquela produção mais adequada às restrições de suporte impostas pela página mimeografada. As outras artes podiam ser divulgadas, porém não poderíamos ouvir uma canção ou ver um filme em um pequeno jornal ou revista mimeografados, ou fotocopiados[4].

Hélio Oiticica criou a célebre frase que sintetizaria a cultura marginal dos anos 1970

Um dos principais nomes da Poesia Marginal, Paulo Leminski nasceu em Curitiba no dia 24 de agosto de 1944 e faleceu no dia 07 de junho de 1989.

Ana Cristina Cesar, poeta e tradutora, nasceu no Rio de Janeiro no dia 02 de junho de 1952. Faleceu no dia 29 de outubro de 1983 aos 31 anos.

E para terminar um vídeo que fala um pouco sobre o que é a Poesia Marginal:

Só o impossível acontece. O possível apenas se repete, se repete, se repete. Chacal

Então é isso. São essas ideias de poesia marginal que me inspiraram para criar o nome desse blog e chamá-lo de Fanzine Marginal. Ainda não é um blog que fala fortemente como um fanzine, mas conforme vou absorvendo as ideias, ideais e conceitos da Poesia Marginal e também do Fanzine, com o tempo quem sabe o blog esteja cada vez mais à margem?